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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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Abrantes | CRIA pagou salários em falta e mantém subsídios em atraso

O Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) procedeu esta sexta-feira, 16 de novembro, ao pagamento da parte dos vencimentos de outubro em falta. Nelson Carvalho, presidente da instituição, disse ao mediotejo.net que relativamente ao subsídio de férias também haverá reposição, ainda que não na totalidade, dependendo dos “pedidos de reembolso” que estão em curso. O aviso saiu esta manhã para os trabalhadores, informados através de e-mail, e para os órgãos sociais.

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Os cerca de 100 trabalhadores do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes já têm o salário de outubro pago na íntegra, confirmou ao mediotejo.net o presidente da direção do CRIA, Nelson de Carvalho. O aviso aos trabalhadores chegou na manhã desta sexta-feira, via e-mail. Os órgãos sociais também foram informados.

O processamento da totalidade dos salários deveu-se “à entrada de alguns reembolsos” isto porque, explicou o responsável, “há respostas sociais com transferência automática e situações com pedidos de reembolso sendo necessário, primeiramente, haver despesa. Às vezes demoram meses a serem processados. Ora, pedidos de reembolso em trânsito condicionam a tesouraria”.

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Relativamente ao subsídio de férias, Nelson de Carvalho disse que o mesmo “continua em falta”, no entanto, assegurou “alguma reposição”, sem avançar com a data de pagamento nem a percentagem a pagar.

Este pagamento dependerá de “receita que estamos à espera”, referiu, e em função disso analisar “compromissos fundamentais”, tendo em conta o “planeamento mensal” de tesouraria, afirmou.

O CRIA submeteu duas candidaturas que representam encaixe financeiro, uma em forma de acordo de cooperação para instalação do novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), que possibilita a entrada de 120 mil euros por ano, e outra ao Fundo de Socorro Social na tentativa de “reduzir a dependência do CRIA em relação à banca”, indicou.

Ainda sem resposta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Nelson Carvalho disse ao mediotejo.net que para a próxima semana conta com uma solução uma vez que reunirá com o Instituto da Segurança Social, em Lisboa.

Recorde-se que na semana passada, presidente da direção do CRIA, em declarações à agência Lusa confirmou que a instituição não havia pago na totalidade os salários de outubro, “num total de cerca de 15 mil euros”, e que também tinha “em atraso o pagamento do subsídio de férias”, além de “problemas recorrentes orçamentais e de tesouraria”.

Questionado sobre os problemas e o passivo do CRIA, o dirigente associativo apontou para valores “na ordem dos 800 mil euros”, a grande maioria de compromissos bancários, e para um “número excessivo” de funcionários.

Nelson Carvalho defendeu a “necessidade de uma reformulação financeira da instituição, tendo sido já identificadas novas fontes de financiamento, com candidaturas ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”. Apesar das dificuldades financeiras, Nelson de Carvalho nunca colocou o futuro da instituição em causa.

O CRIA tem cerca de 200 associados, uma centena de funcionários, e perto de 1,5 milhão de euros de orçamento anual e presta serviço a centenas de pessoas com deficiência nos vários concelhos da região do Médio Tejo e limítrofes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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