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Sábado, Outubro 23, 2021

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Abrantes | Adiado concerto de Ano Novo de Adriano Jordão e Quarteto Arabesco

A Igreja de São Vicente, em Abrantes, recebe no próximo dia 14 de janeiro, sábado à noite, o primeiro concerto de 2017 num momento que junta 1136 anos de História e música. Aos 868 anos do monumento religioso somam-se os 207 de Robert Schumann, responsável pelo repertório, os 50 da carreira musical do pianista Adriano Jordão e os 11 de existência do Quarteto Arabesco. Um encontro milenar para celebrar o ano que agora começa.

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O concerto que assinala a chegada do novo ano em Abrantes estava previsto para este sábado, dia 7, mas na sequência do falecimento do ex-Presidente da República, Mário Soares, a Câmara Municipal de Abrantes cancelou o evento, ficando reagendado para de hoje a 8 dias, dia 14 de janeiro, pelas 21h30, no mesmo local.

Reúne 1136 anos de História e música. Feitas as contas e considerando 2017 como ano de referência, comecemos pelo “palco”, a Igreja de São Vicente, que contribui com 868 anos uma vez que foi fundada em 1149. O repertório é de Robert Schumann, nascido em 1810, que será interpretado por um pianista com meio século de carreira profissional e um quarteto criado em 2006.

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A obra do compositor alemão irá ecoar pelo monumento religioso mandado construir pouco tempo depois do castelo ser conquistado por D. Afonso Henriques através do piano de Adriano Jordão, cuja formação inclui os ensinamentos de Helena Sá Costa, Helena Matos ou Yvonne Léfebure, enriquecidos por atuações em quatro continentes (Europa, América, África e Ásia).

O percurso do músico está marcado por figuras de relevo como os maestros Alain Lombard, Claudio Scimone, Cristian Mandeal, David Epstein, Chen Zou Huang e os cantores Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Julia Hamari e Alfredo Kraus, a par do título de Oficial da Ordem das Artes e das Letras (França), a Medalha de Mérito da Ordem Soberana de Malta e o cargo de Adido Cultural de Portugal em Brasília.

Prémios e festivais internacionais também estão incluídos, destacando-se a conquista do primeiro lugar no Concurso Internacional de Debussy, França, ou a fundação e direção artística do Festival Internacional de Música de Macau. Por terras lusas, dirigiu os festivais da Casa de Mateus e dos Açores e, atualmente, está ligado à organização do Festival de Música de Sintra e do Festival Internacional de Mafra.

Dia 14, sábado, a partir das 21h30, Adriano Jordão terá ao seu lado o elemento mais novo deste encontro milenar, o Quarteto Arabesco, que tem levado o seu repertório a diversas salas e eventos culturais. Lisboa, Óbidos, Barcelona e Madrid são apenas alguns dos locais que já receberam temas dos períodos Barroco e Clássico em conjunto com música portuguesa dos séculos XX e XXI, do jazz ao fado.

Os violinos de Denys Stetsenko e Raquel Cravino, a violeta de Lúsio Studer e o violoncelo de Ana Raquel Pinheiro juntam-se ao piano de Adriano Jordão e às obras de Robert Schumann na Igreja de São Vicente durante um encontro milenar que promete marcar o novo ano.

 

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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