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Sábado, Julho 24, 2021

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Abrantes: Comissão Parlamentar do Ambiente visita açude e travessão no Tejo

Os deputados da Comissão Parlamentar do Ambiente (CPA) estiveram hoje em Abrantes, onde foram recebidos pela presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, no Centro Interpretativo do Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, tendo visitado de seguida o açude insuflável e o travessão construído no Tejo para captação de água para o arrefecimento das turbinas da Central Termoelétrica do Pego – PEGOP, sempre com a presença de representantes de movimentos ambientalistas.

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A visita decorre de um périplo que leva os deputados da CPA a percorrer, durante 4 dias, vários troços do percurso do Rio Tejo (Internacional/Superior e Médio/Lezíria), abrangendo municípios dos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Santarém, iniciativa que principiou no domingo em Malpica do Tejo, aldeia tradicional do Tejo, e com uma reunião com o presidente da Câmara de Castelo Branco.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente, Pedro Soares, disse que a importância da visita é conferida pelo próprio rio Tejo “que é aquilo que nos importa, a par da recuperação da qualidade da massa de água, e conseguir perceber melhor o conjunto de problemas, ameaças e também de potencialidades que o rio Tejo tem”.

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“Dentro das nossas competências, poderemos intervir em termos legislativos, como do próprio debate a nível nacional”, observou, tendo destacado que “o grande resultado desta visita vai ser colocar o Tejo no topo da agenda política nacional”.

Pedro Soares classificou a “ameaça” da central nuclear espanhola de Almaraz como de “inaceitável”, e falou de “outras ameaças” ao rio, como, exemplificando com o caso de Abrantes, “problemas de conetividade fluvial do Tejo e da sua navegabilidade, e também dos caudais, problemas muito presentes e que precisamos de enfrentar”, defendeu.

O presidente da CPA apontou ainda para a necessidade da revisão da Convenção de Albufeira, que regula a gestão da bacia hidrográfica entre Portugal e Espanha, a gestão nacional dos caudais, e outros aspetos que, sendo pontuais, acabam por ter um efeito cumulativo negativo no Tejo, como os efluentes industriais e urbanos, a conetividade, a pesca, o peixe, enfim, todas estas questões da vida do rio e que, certamente, vão ser alvo de intervenção da CPA e dos grupos parlamentares”.

“Tudo isto implica um trabalho que queremos sereno mas muito firme, como por exemplo, e é incontornável, o diálogo ao nível da entidade que faz a gestão dos aproveitamentos hidroelétricos. Não podemos ter caudais com variações bruscas de um dia para o outro, quando não em poucas horas”,afirmou.

“O grande resultado desta visita de quatro dias vai ser colocar o Tejo no topo da agenda política nacional”, sintetizou.

A iniciativa é da Assembleia da República e visa o levantamento de situações críticas e de potencialidades, bem como a sensibilização de cidadãos e entidades diversas para a importância ambiental, cultural e económica do Tejo. Estão a participar na visita deputados de todos os Grupos Parlamentares.

Depois de Abrantes, os membros da CPA seguiram para uma visita à zona ribeirinha de Constância, ao Castelo Almourol, em Vila Nova da Barquinha, Golegã, com passagem pela Foz da Ribeira de Santa Catarina (proveniente do Entroncamento) no rio Tejo, e Quinta da Cardiga, seguindo-se visitas às Marachas do Tejo, junto à Ponte da Chamusca, e à Reserva Natural do Paul do Boquilobo na Golegã. A o final do dia decorrerá uma reunião com autarcas de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém, no Edifício Equuspolis, na Golegã.

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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