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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Abrantes | Comissão Administrativa pode assumir os destinos do CRIA

Com um processo eleitoral à porta e com o atual presidente da direção, Nelson de Carvalho, a afastar a possibilidade de se recandidatar, pode ser anunciada a constituição de uma Comissão Administrativa para assumir os destinos do CRIA. A sugestão partiu da Segurança Social, segundo avançou esta terça-feira, 27 de novembro, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, na reunião de executivo.

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Para o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA), neste momento, “o que está em cima da mesa é a criação de uma Comissão Administrativa”, deu conta esta terça-feira a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, em reunião de executivo. Solução onde a Câmara estará presente tentando com o Instituto da Segurança Social “criar as melhores condições para ultrapassar as questões de grande debilidade que a Instituição neste momento atravessa”, disse.

Salvaguardando o facto da Câmara “não ter competência” para intervir no CRIA, a autarquia acompanha o processo através da Rede de Social e “tem reunido com as entidades responsáveis pela gestão” no sentido de encontrar soluções para uma instituição “muito importante no nosso tecido social”, disse Maria do Céu Albuquerque.

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Na semana passada o presidente da direção do CRIA, o diretor regional da Segurança Social, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes e a vereadora Celeste Simão, com o pelouro da Ação Social, reuniram no Instituto da Segurança Social no sentido de perceberem o tipo de intervenção a fazer na instituição com o objetivo de ultrapassar os atuais problemas financeiros. Maria do Céu Albuquerque manifestou satisfação por ter percebido que “o serviço não está, de todo, ameaçado”.

Recorde-se que o CRIA procedeu no dia 16 de novembro ao pagamento da parte dos vencimentos de outubro em falta, ficando ainda por pagar o subsídio de férias aos cerca de 100 trabalhadores. Nelson de Carvalho em declarações à agência Lusa apontava para um passivo da instituição “na ordem dos 800 mil euros”, a grande maioria de compromissos bancários, e para um “número excessivo” de funcionários.

As questões “antigas”, nomeadamente financeiras, “prejudicam de sobremaneira a vida daquela organização”, disse Maria do Céu Albuquerque, assegurando que as mesma não nasceram “no quadro da atual direção”.

A presidente da Câmara relembrou que o CRIA é uma instituição “que vive dos acordos com o Estado Português” e neste momento possui “um valor credor à banca de praticamente um milhão de euros”, considerando “impossível” uma instituição com as suas características “poder ultrapassar sozinha esta questão”.

Por seu lado, a vereadora Celeste Simão disse que a Rede Social “tem uma responsabilidade acrescida” em relação ao CRIA notando que a instituição abrantina “tem acedido às solicitações feitas em sede de rede social não só para ser uma entidade gestora em relação ao CLDS tal como para o RLIS [Rede Local de Intervenção Social] que envolve os concelhos de Sardoal e Mação”, sublinhando a “intervenção regional” do CRIA.

Maria do Céu Albuquerque explica que no caso de constituição de uma Comissão Administrativa “não haverá ato eleitoral durante um, dois ou três anos. Depende do tempo que for dada à instituição para fazer a recuperação. De acordo com as regras que existem a Rede Social é um parceiro que tem de dizer presente neste processo. Fazemos isto em relação com CRIA como faríamos com qualquer outra instituição”.

A autarca reiterou que a resolução do problema não está nas mãos da Câmara. “Não vai injetar lá dinheiro, vai ajudar a encontrar soluções e acompanhar uma instituição no âmbito da Rede Social pelo trabalho social que é feito no nosso concelho que é absolutamente determinante”, considerou a autarca.

Questionado pelo mediotejo.net sobre se confirmava a possibilidade da criação de uma Comissão Administrativa para o CRIA, Nelson de Carvalho recusou tecer comentários, remetendo esclarecimentos para uma conferência de imprensa a realizar na manhã desta terça-feira. As conversações para a implementação de reformas no CRIA “estão ao mais alto nível com a Segurança Social, que é o instituto que tutela diretamente a instituição. Estamos a fazer as diligências necessárias, numa fase de concertação com o Instituto da Segurança Social para encontrar as medidas certas para a reestruturação da instituição” ,com problemas recorrentes orçamentais e de tesouraria, disse o atual presidente da direção do CRIA.

A direção da instituição social submeteu duas candidaturas que representam encaixe financeiro significativo, uma em forma de acordo de cooperação para instalação do novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), que possibilita a entrada de 120 mil euros por ano, e outra ao Fundo de Socorro Social na tentativa de “reduzir a dependência do CRIA em relação à banca”, indicou.

O CRIA tem cerca de 200 associados, uma centena de funcionários, e perto de 1,5 milhão de euros de orçamento anual e presta serviço a centenas de pessoas com deficiência nos vários concelhos da região do Médio Tejo e limítrofes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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