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Abrantes com “plano estratégico” de reabilitação de imóveis para habitação social e arrendamento

O Município de Abrantes tem um “plano estratégico” para a reabilitação de imóveis destinados a habitação social e arrendamento a custos controlados. O anúncio partiu do presidente da Câmara Municipal na última reunião de Executivo após o vereador do Bloco de Esquerda (BE) voltar ao tema, que já havia abordado na anterior reunião de Câmara. O presidente não adiantou o valor do investimento nem tão pouco abordou o número de agregados familiares em carência económica a apoiar, mas referiu o próximo quadro comunitário, falou na necessidade da recuperação do espaço público e de dar um impulso ao arrendamento.

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“Com a crise económica e social a agravar-se as respostas sociais têm que ser mais efetivas e importa saber ao nível da habitação social municipal se, além da oferta existente, que segundo os dados publicados no site do Município se encontram todas ocupadas, quantas habitações mais estão previstas serem disponibilizadas no ano de 2021?” começou por perguntar o vereador eleito pelo BE, Armindo Silveira, na última reunião de Câmara Municipal.

Abrantes “tem algumas casas relativamente disponíveis. Não estão disponíveis porque são alvo de intervenções não significativas – falamos de duas ou três casas” respondeu o presidente.

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Mas Manuel Jorge Valamatos (PS) deu conta da existência de “plano estratégico que assenta muito no propósito dos próximos quadros de apoio comunitário”. Lembrou que o próximo quadro da União Europeia “assenta muito na lógica da área social. Define a habitação social como um elemento importante nessa configuração maior e estamos a trabalhar”, garantiu.

Assim foi lançada “esta operação, um estudo estratégico para a habitação social, habitação a custos controlados. Aquilo que defendemos é pegar em muitos edifícios devolutos, alguns municipais e outros que não sendo municipais careçam de intervenção, que possamos enquadra-los em apoios comunitários para estas intervenções, sobretudo para o arrendamento”, explicou Manuel Jorge Valamatos.

Para o presidente existe uma lacuna no que diz respeito a casas para arrendar na cidade de Abrantes. “Vimos isso com os alunos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, tem-se alguma dificuldade para encontrar alojamento para estes alunos e depois outras situações” como, exemplificou, “a situação da paragem da Central Termoelétrica do Pego. As pessoas têm dificuldade em encontrar casas para arrendamento”, notou.

O autarca socialista disse esperar  “ter esse projeto, esse estudo, rapidamente para se enquadrar nos quadros de apoio comunitário que vêm aí, no 2030. Todo o suporte de apoio europeu vai estar à nossa disposição”, concluiu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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