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Domingo, Novembro 28, 2021

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Abrantes | Cineteatro São Pedro já é propriedade do município

O Cineteatro São Pedro, em Abrantes, passou definitivamente para o património do Município, em contrato formalizado na terça-feira, dia 21 de julho. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes e os representantes da sociedade Iniciativas de Abrantes Lda. assinaram naquela dia a escritura de compra e venda do imóvel da autoria do arquiteto Ruy Jervis d’Athouguia.

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O valor da aquisição é de 470 mil euros, cujo pagamento será formalizado com 71 mil euros a pagar depois do necessário visto do Tribunal de Contas, ainda por emitir. O restante valor será pago em seis prestações de 66.500 euros cada, até 2026.

O edifício necessita de obras de requalificação, tendo já sido adjudicada a elaboração do projeto de restauro, reabilitação e remodelação do edifício. Para a concretização da obra será necessário recorrer a fundos comunitários, manifestando-se a Câmara “focada” nesse objetivo.

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O cineteatro São Pedro foi inaugurado em 19 de fevereiro de 1949 e é da autoria do arquiteto Ruy Jervis de Athouguia. Foto: mediotejo.net

Segundo nota de imprensa, a Câmara Municipal de Abrantes manifesta-se também “consciente que o Município e os seus munícipes têm para com o cine-teatro São Pedro uma ligação histórica e de grande afinidade”.

Considera ser “um espaço privilegiado de promoção e difusão de atividades culturais e artísticas, estando o mesmo vocacionado para o serviço público, para Abrantes e para a região”.

Câmara de Abrantes anunciou o acordo para a compra do cineteatro São Pedro em dezembro de 2019. Foto: mediotejo.net

O edifico está encerrado desde janeiro de 2018 e, dois anos depois de impasse negocial, em dezembro de 2019 foram encontradas as condições necessárias para a compra do cineteatro São Pedro por parte do município, tendo o presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos (PS) destacado então o “empenho” de ambas as partes em encontrar uma solução, num processo de “diálogo” que assumiu desde que tomou posse como presidente da autarquia, em fevereiro de 2019.

O impasse negocial residia na diferença de verbas que as partes defendiam, tendo a Sociedade Iniciativas de Abrantes proposto inicialmente um valor na ordem dos 800 mil euros, ao que a autarquia, então presidida por Maria do Céu Albuquerque, contrapôs com uma proposta de 275 mil euros.

“Desde que tomei posse que peguei neste processo e com vários cenários em negociação, desde o comodato, ao aluguer ou à venda do imóvel e, em poucos meses, chegámos a acordo, com respeito, compreensão e vontade”, disse na altura Manuel Jorge Valamatos, tendo feito notar que a “principal sala de espetáculos” do concelho de Abrantes “necessita de obras de requalificação urgentes”, que estimou em cerca de dois milhões de euros.

A Câmara de Abrantes ficou sem a gestão do cineteatro São Pedro, a principal sala de espetáculos da cidade, em 28 de janeiro de 2018, por falta de acordo com os proprietários para a renovação do contrato de comodato que havia sido celebrado em 29 de janeiro de 1999, por um período de 19 anos, com gestão municipal do imóvel.

Durante os últimos dois anos e meio, as atividades e iniciativas em agenda passaram a ocorrer noutros equipamentos municipais e alternativos, entre os quais se incluíram os auditórios das escolas Manuel Fernandes e Solano de Abreu e outros espaços, um pouco por todo o concelho, num processo de “democratização cultural” que o autarca assegurou pretender manter.

A CM de Abrantes entregou as chaves do teatro São Pedro aos seus proprietários no final de janeiro de 2018. Encerrado desde então, a autarquia anunciou a assinatura do contrato compra e venda do edifício em julho de 2020. Foto arquivo: CM ABT

O cineteatro São Pedro foi inaugurado em 19 de fevereiro de 1949 e é da autoria do arquiteto Ruy Jervis de Athouguia.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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