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Abrantes | CIMT desenvolve procedimentos para candidatar Tejo a Património da Humanidade (C/ÁUDIO)

O presidente da Câmara de Abrantes já havida manifestado vontade de o município de Abrantes liderar um processo de candidatura para que o rio Tejo venha a ser considerado Património da Humanidade da Unesco, e que tem por objetivo proteger um património coletivo ibérico. Na última reunião de executivo, Manuel Jorge Valamatos deu conta que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo “já está a desenvolver alguns procedimentos tendo em vista este objetivo”.

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A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) encontra-se atualmente a “desenvolver alguns procedimentos” no sentido de iniciar o processo de candidatura para que o rio Tejo venha a ser considerado Património da Humanidade da Unesco.

Para prosseguir com esse objetivo, foi aprovado em reunião do Conselho Intermunicipal da CIMT, no passado dia 28 de janeiro, um conjunto de ações.

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A primeira passa pela constituição de uma rede, que envolva entidades públicas, privadas, o tecido associativo e todos os interessados nesta temática de modo a que seja possível valorizar o Tejo em vários domínios e, ao mesmo tempo, fazer desta rede uma voz ativa para os problemas mais prementes, que o rio enfrenta.

Outra ação prende-se com os contactos que vão ser estabelecidos com a Comissão Nacional da Unesco para obtenção de esclarecimentos e aconselhamentos, sobre que tipo de classificação se poderá obter para com o rio, bem como para a elaboração de um programa de ação.

Por último, pretende a CIMT, nesta fase dos trabalhos, proceder à elaboração de um plano para a promoção de atividades de animação ribeirinha, para atrair as populações ao rio Tejo e para tornar este recurso um atrativo turístico.

Na reunião de Câmara Municipal de Abrantes de terça-feira, 9 de fevereiro, o presidente confirmou que, igualmente no âmbito da CIMT, “está a decorrer uma candidatura para dinamização dos concelhos ribeirinhos” do rio Tejo.

Segundo Manuel Jorge Valamatos “esse propósito também liga com a intenção de propormos o Tejo a Património da Humanidade. É algo que se iniciou há algumas semanas”.

O presidente defendeu que “com o Rio Tejo como Património da Humanidade abrir-se-iam outras portas, outros olhares e outro pensamento porque o Tejo faz parte da história coletiva da região, do País, e da Península Ibérica, e teremos outras condições para o tratar melhor e olhar para ele ainda com mais atenção e com mais cuidado”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes já havia deixado em reunião de executivo do dia 9 de dezembro de 2020 o compromisso do Município avançar com uma candidatura para considerar o rio Tejo Património da Humanidade da Unesco, dando conta de um executivo “muito entusiasmado” com a ideia.

Esta ideia não é nova embora até hoje sem resultados práticos. Recorde-se que em 2008 a associações Amigos do Tejo, de Portugal, e a Tajo Sostenible, de Espanha, apresentaram na Exposição Internacional de Saragoça essa pretensão, numa candidatura baseada nos “valores naturais e históricos únicos” do rio Tejo.

E que, dez anos depois (em 2018), o CDS propôs que o estuário do Tejo fosse candidato a Património Mundial da Unesco, numa proposta defendida então por Assunção Cristas.
Recorde-se ainda que a Reserva Natural do Estuário do Tejo foi criada por um decreto-lei de julho de 1976.

Autarcas do Médio Tejo focados na valorização do Tejo e da sua bacia hidrográfica

Do lado da CIMT chega a informação que “durante o decorrer deste ano, os autarcas do Médio Tejo irão lutar pela valorização do rio Tejo e da sua bacia hidrográfica, em diferentes domínios”.

A CIMT e os seus municípios pretendem que “o maior rio da Península Ibérica seja valorizado em diversos domínios, que se torne um atrativo turístico na região e que consiga alcançar uma classificação junto da Unesco, apresentando para o efeito uma candidatura” lê-se em nota de imprensa.

Recorde-se que o rio Tejo é o mais extenso da Península Ibérica. Nasce em Espanha, na Serra de Albarracim, e após um percurso de cerca de 1007 quilómetros desagua no oceano Atlântico, formando um estuário em Lisboa. A sua bacia hidrográfica é das mais importantes da Península Ibérica.

O rio Tejo é considerado “um dos maiores ativos territoriais do Médio Tejo e, provavelmente, o elemento patrimonial mais agregador e consensual deste território. A notoriedade nacional e internacional reunida pela bacia do rio Tejo confere-lhe uma representação identitária desta região” lê-se também na mesma nota.

Desde há vários anos que o rio Tejo tem tido um papel de relevo nas estratégias de desenvolvimento do território. “A sua valorização como agente ativo do desenvolvimento socioeconómico, com enfoque no turismo e lazer e na sustentabilidade ambiental, torna-se determinante” conclui.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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