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Abrantes | Cientista de Crucifixo integra equipa que desenvolve teste à saliva para substituir zaragatoa (C/VIDEO)

Um teste de saliva ultrassensível para a covid-19 está a ser desenvolvido na Universidade de Aveiro visando eliminar o desconforto da colheita de amostras com zaragatoa. Um dos membros da equipa é o investigador e cientista Alexandre Nunes, natural de Crucifixo (Tramagal), que, aos 26 anos, integra um projeto de ponta cientifica no desenvolvimento de um kit de um teste de saliva ultrassensível, “altamente reprodutível, para a covid-19”.

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Alexandre Nunes, natural da aldeia do Crucifixo, em Tramagal (Abrantes), tem mestrado em Biomedicina Molecular e foi reconhecido pelo trabalho voluntário de caráter humanitário no âmbito do rastreio da covid-19 que desenvolve na equipa de processamento e RT-PCR do Instituto de Biomedicina de Aveiro.

Ali está a ser desenvolvido um teste à saliva ultrassensível para a covid-19, visando eliminar o desconforto da colheita de amostras com zaragatoa, um trabalho que Alexandre Nunes abraça com dedicação e entusiasmo, a poucos dias de iniciar um Doutoramento ligado ao estudo da virologia, em termos gerais, e do vírus SARS-CoV-2, em particular.

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Um teste de saliva ultrassensível para a covid-19 está a ser desenvolvido na Universidade de Aveiro visando eliminar o desconforto da colheita de amostras com zaragatoa. Na Foto: Alexandre Nunes

Alexandre Nunes aproveita os fins de semana disponíveis para vir descansar a casa dos pais, na pacata aldeia de Crucifixo, onde acedeu a falar ao mediotejo.net sobre o seu percurso de vida, a importância do trabalho que desenvolve em termos de investigação, e sobre as suas aspirações de futuro no mundo da Biomedicina Molecular.

Alexandre Nunes, natural do Crucifixo, tem mestrado em Biomedicina Molecular e vai iniciar o Doutoramento. Foto: DR

Perfil: Alexandre Miguel Manana Nunes

Data de Nascimento: 22 de fevereiro de 1995

Naturalidade: Abrantes – Residência: Crucifixo

Gostos/Hobbies: Benfiquista ferrenho; cozinhar; amantes de novas tecnologias (acompanho revistas e canais dedicados a novas tecnologias); natureza (uma das partes preferidas do tempo de sol é aproveitar as manhãs antes do trabalho para dar um passeio, por exemplo, até à Ria de Aveiro); filmes (a minha forma de entretenimento durante os meus fins de semana durante este período em que não podemos passear).

Coisas que desgosto: desorganização (uma das minhas qualidades enquanto cientista é o facto de querer fazer tudo certinho e de forma organizada, por isso viver com outras pessoas que não partilham este ideal é-me complicado lidar); redes sociais (ao contrário da maioria das pessoas da minha geração, eu não sou grande fã de passar imenso tempo em redes sociais e partilhar todo e qualquer aspeto da minha vida).

Cientista Alexandre Nunes integra equipa que está a desenvolver um teste à saliva para substituir zaragatoa. Foto: DR

A vantagem dos testes à saliva

“O novo teste elimina o desconforto e a pesada logística da colheita de amostras com zaragatoa. Utiliza a robusta tecnologia de RT-PCR existente nos laboratórios nacionais, simplifica a automação dos processos laboratoriais, baixa o custo e facilita a testagem comunitária, em lares, escolas e empresas”, salientam os investigadores da Universidade de Aveiro.

A saliva é o principal veículo de transmissão do SARS-COV-2, o que torna a sua colheita de fácil execução no domicílio ou no local de trabalho, sem recurso a profissionais de saúde.

“Numa abordagem inicial os resultados dos testes com saliva mostraram que eram menos sensíveis do que os obtidos com colheitas por zaragatoa nasofaríngea, mas após ajustes no protocolo técnico, confirmou-se que a saliva pode igualmente ser usada na deteção de SARS-CoV-2 sem perda de sensibilidade”, asseguram.

Aos 26 anos, Alexandre Nunes integra um projeto de ponta cientifica no desenvolvimento de um kit de um teste de saliva ultrassensível, “altamente reprodutível, para a covid-19”. Foto: DR

Até agora, a necessidade de treinar e mobilizar profissionais de saúde para a testagem com zaragatoas, bem como os gastos associados a material de proteção individual, limitavam a massificação dos rastreios.

Tais dificuldades são ultrapassadas com o novo teste covid-19 criado em Aveiro, que substitui a colheita efetuada com zaragatoa nasofaríngea por uma colheita de saliva.

Com a colaboração das unidades hospitalares envolvidas no projeto, “foi validado um novo método de RT-PCR altamente sensível e reprodutível, que permite testar em paralelo um grande número de amostras de saliva a baixo custo”.

Em parceria com a empresa Muroplás, de engenharia de plásticos para o setor médico-hospitalar, foi desenvolvido também um novo kit para a colheita de saliva, que pode ser enviado pelo correio ou outro meio para os laboratórios.

O coordenador do Laboratório de Medicina do Genoma e diretor do Instituto de Biomedicina (ibimed), da Universidade de Aveiro, Manuel Santos, que coordenou o projeto de investigação colaborativa, considera que o novo teste representa um avanço significativo no controlo da covid-19 por permitir a realização de testes na comunidade, de modo simples, a baixo custo, e fácil automação do processo laboratorial, possibilitando assim escalar o número de rastreios diários.

Aos 26 anos, Alexandre Nunes integra um projeto de ponta cientifica no desenvolvimento de um kit de um teste de saliva ultrassensível, “altamente reprodutível, para a covid-19”. Foto: DR

Segundo Manuel Santos, o Kit de saliva desenvolvido pela empresa Muroplás também é útil para a recolha de amostras para a vigilância genética das variantes do coronavírus SARS-CoV-2, que o laboratório de Aveiro também avalia através de um projeto de investigação da covid-19 financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O projeto foi desenvolvido pelos investigadores do laboratório de Medicina do Genoma, do Instituto de Biomedicina, da Universidade de Aveiro, em parceria com o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV-Sta Maria da Feira), o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV-Aveiro), o Centro Médico da Praça de São João da Madeira e a empresa nacional de engenharia de plásticos Muroplás, com sede na Trofa.

c/LUSA/Notícia relacionada:

Covid-19 | Estudo português defende testes de saliva como alternativa à zaragatoa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. 27 Fev 2021 – Os meus pais com 87 e 82 anos. São pessoas independentes e vivem sós.
    Ainda não foram contactados para serem vacinados. Na vossa APP para consulta e confirmação se estão inscritos no Centro saúde, a minha mãe consta e confirma a vacina na fase 1. Mas o meu Pai dá um erro ERRO, e nessa APP nada diz como solucionar esta questão. O que fazer para esclarecer a situação do meu pai ? Tem problemas de coração e Rins, 87 anos e o nome dele começa por AB. Tem de ser vacinado.

    Obrigada

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