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Sábado, Novembro 27, 2021

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Abrantes | Cidadão chinês encontrado morto em Rio Maior acaba sepultado em Bicas

Um homem de nacionalidade chinesa, de 35 anos, encontrado morto num quarto alugado em Rio Maior, acabou sepultado no cemitério de Bicas e Vale de Açor depois de permanecer cerca de mês e meio na morgue do Hospital de Abrantes sem que ninguém reclamasse o corpo.

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A Agência Funerária Paulino confirmou ao nosso jornal que sepultou o cidadão chinês no cemitério daquela localidade da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo no dia 1 de maio, tendo realizado “um funeral social requerido pelo Município” de Abrantes. Nuno Carola acrescentou que o mesmo obedece “a urna e transporte”, não sendo o primeiro funeral social que realiza no concelho.

O cidadão chinês “era para ser sepultado em Rossio ao Sul do Tejo mas o cemitério está sem espaço e acabou por ser sepultado em Bicas, uma vez que o cemitério foi alargado há dois anos tendo bastante espaço”, explicou, por sua vez, o presidente da União de Freguesias de São Miguel de Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, Luís Alves.

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Segundo o jornal Comércio & Notícias, de Rio Maior, o homem “foi encontrado morto num quarto alugado onde vivia na na Av. Paulo VI, em Rio Maior. O alerta terá sido dado por outras pessoas, também elas com quartos alugados, no mesmo apartamento”.

O mesmo jornal noticia ainda que no dia 5 de março “esteve no local uma patrulha da GNR de Rio Maior, que terá solicitado a presença de inspetores da Polícia Judiciária, os quais estiveram a recolher indícios que possam levar às circunstâncias em que ocorreu esta morte”. Até ao momento não foram apuradas as causas da morte daquele cidadão chinês.

Cemitério de Bicas e Vale de Açor. Créditos: mediotejo.net

O corpo foi transportado para o Gabinete Médico Legal do Hospital de Santarém mas acabou por vir para o Gabinete Médico do Instituto de Medicina Legal de Abrantes, por não haver vaga em Santarém ao que o mediotejo.net conseguiu apurar.

Após ser autopsiado, permaneceu o cadáver na morgue, cerca de mês e meio, sem ser entregue a quem possuísse legitimidade para requerer a sua inumação ou cremação, por não ter sido reclamado por requerente legal. E desta forma, foram acionados os mecanismos previstos na lei.

O mediotejo.net sabe que, após diligências, a embaixada da China foi contactada e, por sua vez, contactou a família do defunto naquele país. A mesma autorizou a entidade portuguesa com obrigação legal a realizar o funeral.

Ora, a lei indica que compete à Câmara Municipal do local onde se encontre o cadáver promover à sua inumação, até pela qualidade de possuidoras e administradoras de cemitérios, havendo, no caso, um despacho do Ministério Público a indicar essa responsabilidade.

Cemitério de Bicas e Vale de Açor. Créditos: mediotejo.net

Pelo que o jornal Comércio & Notícias também conseguiu apurar o homem era detentor de alguns negócios no nosso país, trabalhando via Internet a partir de casa.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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