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Sábado, Setembro 18, 2021

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Abrantes | Equipamento de Ressonância Magnética em funcionamento no CHMT

O primeiro equipamento de Ressonância Magnética do Centro Hospitalar do Médio Tejo já está instalado e entrou em funcionamento na segunda-feira na Unidade Hospitalar de Abrantes, confirmou ao mediotejo.net o presidente do Conselho de Administração do CHMT.

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A instalação deste equipamento de diagnóstico, um investimento na ordem de um milhão e 300 mil euros, vai permitir que o CHMT deixe de estar dependente de entidades externas para a realização daqueles exames e conferir maior celeridade para o atendimento e redução das listas de espera no Serviço de Ortopedia, destacou Casimiro Ramos.

Casimiro Ramos, presidente do CA do CHMT. Foto: mediotejo.net

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ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE DO CA DO CHMT:

mediotejo.net – Confirma-se, tal como anunciado, a entrada em funcionamento de um equipamento de ressonância magnética no CHMT no dia 6 de setembro?

Confirma-se, tal como previsto e nós já tínhamos anunciado que a previsão de início de funcionamento da ressonância magnética era a 6 de setembro, com os primeiros doentes programados, e a partir daí já está, portanto, uma agenda preenchida para se fazerem os exames e (…) recuperarmos tudo o que era uma lista de espera, com intervenções que necessitavam destes exames e que a partir de agora vamos recuperar esse atraso e por outro lado também damos uma resposta eficaz e ao momento daquilo que é a necessidade de exames imediatos para doentes que entram pela urgência e que necessitam de exames que antes teriam de se deslocar a outros locais com os quais tínhamos convenções e contratos. É outra grande notícia e outro grande momento que marca obviamente a vida do CHMT e que vai também ajudar muito a mudar a vida dos utentes e população em geral.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo vai contar a partir de 6 de setembro com um equipamento de ressonância magnética. Foto ilustrativa: DR

Também foi reaberto na maternidade do CHMT, instalada em Abrantes, o serviço do balcão “nascer cidadão”… é um sinal de que caminhamos para um desconfinar e a uma retoma da normalidade possível neste momento?

Sim, efetivamente, nós tivemos sobretudo durante junho e julho na expectativa da evolução da covid e que poderia agravar-se ou não se agravar tanto e portanto ao haver uma evolução positiva, ao nível dos contágios e também das pessoas internadas, daí que tenhamos feito um plano flexível para responder caso a situação se agravasse, tínhamos meios para responder nomeadamente em internamentos que era a situação mais complicada, e se a situação não se agravasse, tínhamos um plano para a pouco e pouco fazermos as coisas retomar à normalidade possível.

Durante a primeira semana de agosto as situações complicaram-se, de facto, chegámos a ter 18 internados com covid, repartidos em intensivos e em medicina interna, em que, nesses 18 casos, havia doentes que não eram aqui da região mas sim de Lisboa, que mais uma vez pediu colaboração e que nós demos, obviamente, porque as unidades em Lisboa tinham a capacidade esgotada e nós ainda tínhamos uma pequena margem, e digamos, que foi o pico, os 18 internamentos. Desde meados de agosto têm vindo a diminuir, neste momento temos 7 pessoas internadas, e tem sido uma tendência decrescente e que contamos que assim continue, dados os resultados que estão a ser visíveis com a vacinação.

Ora isso permite perspetivar que efetivamente temos muito rapidamente de ter condições para retomar a atividade normal que terá sempre uma exceção, que é recuperar o que estava em atraso. Daí que a partir de meados de setembro já fizemos isso, um dos casos é a parceria com o Ministério da Justiça, com o gabinete Nascer Cidadão. Mas também em Abrantes já ajustámos serviços que estavam alocados de maneira diferente, nomeadamente a Ortopedia e a Medicina Interna em pisos diferentes, que voltaram aos pisos normais.

Aqui em Torres Novas já ajustámos o local de Cardiologia, regressando ao sítio onde estava antes e fazendo os exames nos mesmos sítios. Aumentámos o número de camas de Ortopedia em Abrantes para fazer intervenções em 48 horas porque a Ressonância Magnética vai permitir termos outra capacidade de resposta e recuperar as listas de Ortopedia, que é sempre um problema em todos os hospitais e no nosso também, e ao mesmo tempo aumentar o número de camas de Medicina Interna em Torres Novas.

Há, portanto, uma meta – se assim quisermos dizer, e se a evolução dos acontecimentos for positiva como até agora – para a partir de meados de setembro darmos um impulso para aquilo que é a normalidade mantendo também, no entanto, uma situação de apoio continuo aos infetados que, entretanto, necessitam, obviamente, de ser tratados.

Também já iniciamos nesta fase de pré mudança consultas pós covid, portanto as pessoas que estiveram infetadas, que se sentem com mazelas da infeção, podem já no hospital aceder a consultas pós covid. Portanto, digamos que tudo isso são coisas animadoras para todos nós e sobretudo também para que a população também esteja mais tranquila que a nossa estratégia vai no sentido de resolver e diminuir o mais rapidamente possível o sofrimento daqueles que por alguma razão necessitam do nosso auxílio.

Unidade de Torres Novas com TAC quase a entrar em funcionamento. Créditos: CHMT

Ponto de situação Instalação de TAC na Unidade de Torres Novas

O início da entrada em funcionamento do equipamento Tomografia Axial Computorizada (TAC), instalado na Unidade de Torres Novas, previsto para o próximo dia 8 de setembro, não acontecerá nessa data uma vez que a empresa instaladora, “Canon Medical”, ainda não conseguiu entregar a obra por completo e devidamente certificada, deu conta o CHMT.

O investimento neste equipamento de diagnóstico ronda o meio milhão de euros e, com a conclusão destas obras, o CHMT fica dotado com equipamento de TAC nas suas três Unidades – em Abrantes, Tomar e Torres Novas. Este equipamento de TAC fará ainda exames prescritos pelo ACES Médio Tejo, reforçando assim os mecanismos de articulação entre os cuidados de Saúde Primários e os cuidados de Saúde Hospitalares.

Em nota de imprensa, o CHMT refere que “no decorrer da obra, e em inspeção realizada a 6 de agosto, foram detetadas algumas anomalias que foram sendo corrigidas pela empresa responsável pela execução da obra, existindo informação que as mesmas estariam corrigidas a tempo de cumprir o previsto início do funcionamento do TAC a 8 de setembro”, situação que não irá suceder, revela.

“Ao longo do mês de agosto os serviços técnicos do CHMT foram acompanhando o evoluir das obras tendo exigido a retificação das deficiências detetadas no relatório, tendo sido algumas retificadas, mas restando outras que, a 31 de agosto, ainda não tinham sido efetuadas”, pode ler-se na mesma nota informativa.

Assim, conclui, “perante esta situação, o Conselho de Administração determinou adiar e entrada em funcionamento do equipamento de TAC. O início da realização de exames TAC foi assim adiado para quando o Centro Hospitalar do Médio Tejo disponha de relatório final de inspeção em que conste que todas as anomalias do relatório inicial foram corrigidas”.

Casimiro Ramos é o presidente do Conselho de Administração do CHMT. Foto: mediotejo.net

CHMT consegue aprovação de 2.3 ME para investimentos 

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, conseguiu a aprovação de uma candidatura ao Programa Operacional do Centro no valor de 2.3 milhões de euros (ME) para diversos investimentos.

O presidente do Conselho de Administração do CHMT, Casimiro Ramos, disse que a candidatura agora aprovada, submetida ao programa de apoios do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional, “conta com uma comparticipação em 85% do investimento total de 2,7 ME, ou seja, com um financiamento a fundo perdido de 2,3 ME”, e “integra duas componentes de investimento: em edifícios e equipamento básico”.

Segundo Casimiro Ramos, presidente do CHMT, “os equipamentos incluídos nesta candidatura são a Ressonância Magnética, a colocar na unidade hospitalar de Abrantes, o Microscópio para cirurgia de Oftalmologia, a colocar na unidade hospitalar de Tomar, o Ecógrafo para cirurgia pediátrica, a colocar na unidade hospitalar de Torres Novas, e um Esterilizador de dispositivos médicos a vapor, a colocar na unidade hospitalar de Tomar”.

Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração do CHMT. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CA CHMT:

 

Ao abrigo desta candidatura, acrescentou, “está ainda prevista a remodelação da rede de águas na unidade hospitalar de Abrantes, que se encontra degradada e que poderia colocar em causa a salubridade e segurança na sua utilização”, sendo o objetivo global desta intervenção “modernizar as condições clínicas de diagnóstico e de tratamento” no Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Congratulando-se com a aprovação da candidatura, o gestor hospitalar disse que a mesma “permite libertar verbas para outros investimentos previstos para o próximo ano, sem o prejuízo de esses virem também a ser objetos de candidaturas a fundos comunitários, mas sobretudo para lhes dar um impulso de fundos próprios que podem ser libertos para isso”.

Casimiro Ramos disse referir-se “em particular, à remodelação da Urgência em Abrantes e da Consulta Externa, que é um concurso que vai ser lançado até ao final do ano e cuja obra terá de ser iniciada também até ao fim do ano, uma obra que será prolongada por 2022 e com uma relevância enorme”.

Aquele responsável deu ainda conta de necessidade de investimento ao nível da “pintura exterior nos hospitais de Tomar e Torres Novas, substituição de cobertura nos hospitais de Abrantes e Torres Novas”, e “criação de um circuito entre as três unidades com viaturas que transportam os doentes”, em investimento e obras de remodelação que apontou para 2022.

O presidente do Conselho de Administração deixou ainda uma nota de “agradecimento à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em particular aos municípios envolvidos mais diretamente neste processo pela colaboração prestada com a anterior administração e por continuarem parceiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo, na procura constante de dotação de melhores equipamentos e condições para as três unidades que compõem o CHMT”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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