Abrantes | CDS questiona Governo sobre pedido de transferência em bloco de enfermeiros

A deputada do CDS-PP Patrícia Fonseca, eleita pelo circulo de Santarém, questionou o Governo sobre pedido de transferência em bloco de enfermeiros e assistentes operacionais do Hospital de Abrantes.

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A deputada do CDS-PP Patrícia Fonseca questionou, esta quinta-feira 5 de abril, o Ministro da Saúde sobre o pedido de transferência em bloco de enfermeiros e assistentes operacionais do Hospital de Abrantes.

Patrícia Fonseca pretende saber, nomeadamente, se vão ser autorizados os pedidos de mobilidade de serviço esta semana apresentados por 53 enfermeiros e 29 assistentes operacionais do Hospital de Abrantes, quantas horas extraordinárias já foram realizadas por estes profissionais, desde o início deste ano, e, caso a mobilidade de serviço destes profissionais seja autorizada, quando e de que forma serão substituídos.

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A deputada do CDS-PP questiona se o ministro assegura que o rácio enfermeiros/doente no Centro Hospitalar do Médio Tejo e, em particular, no Hospital de Abrantes, é o adequado, se assegura que a segurança dos utentes e a qualidade dos cuidados prestados não está, nem estará em causa, quando serão feitas as obras de requalificação do Serviço de Urgência do Hospital de Abrantes e quando estarão concluídas, quantos pedidos de contratação de mais Recursos Humanos para o Hospital de Abrantes já foram feitos, quando serão esses pedidos autorizados, e, finalmente, se estão, neste momento, esses pedidos dependentes apenas da autorização do Ministério das Finanças.

Esta semana, 53 enfermeiros e 29 assistentes operacionais que exercem funções no Serviço de Urgência do Hospital de Abrantes apresentaram ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo pedido de mobilidade de serviço.

Alega o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), em declarações públicas, que estes pedidos em bloco apresentados, esta terça-feira, se devem à escassez de enfermeiros naquele hospital o que tem como consequência “(…) profissionais exaustos, tendo feito já cerca de mil horas extraordinárias nas urgências hospitalares, só nestes primeiros meses do ano, situação insustentável para os profissionais e para a segurança dos próprios doentes”.

Sublinha, ainda, o SEP que o rácio enfermeiros/doente no Hospital de Abrantes está abaixo do recomendado para as necessidades, uma vez que cada vez mais utentes recorrem às urgências daquele hospital, e que o espaço físico do Serviço de Urgência também está subdimensionado, tendo vários doentes que ficar nos corredores.

Em comunicado, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, ao qual pertence o Hospital de Abrantes, desvaloriza esta situação, assegurando que a segurança dos utentes não está comprometida, apresentando números de profissionais que, segundo alega, cumprirão a legislação em vigor e afirmando que o Serviço de Urgência será requalificado.

O Grupo Parlamentar do CDS-PP entende que esta situação é “insustentável e pode comprometer seriamente não só a qualidade dos cuidados de saúde prestados, como a segurança dos utentes”. Neste sentido, entende ser “da maior pertinência” um esclarecimento por parte do Ministro da Saúde.

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1 COMENTÁRIO

  1. O problema de Abrantes não se resolve com obras – que custarão muito dinheiro e nunca se sabe quando começam e muito menos quando acabam. O problema de Abrantes á a falta de espaço, daí resultado a falta de condições para tanta procura e os prejudicados são os utentes que não são tratados com os cuidados a que têm direiro e os profissionais que não têm condições para trabalhar. O problema de Abrantes resolve-se de imediato com a reabertura urgente das UNIDADES MÉDICO CIRÚRGICAS DE TORRES NOVAS E DE TOMAR que não precisam de obras. E aqui os autarcas de Torres Novas e de Tomar e a própria CIMT têm que perceber o problema e fazer força para que as unidades das duas cidades recuperem a qualidade de Unidade Médico Cirurgica. Fecharam-nas, agora têm que as reabrir, mas não podem demorar muito para que a situação não se degrade mais. Também tnham encerrado a Medicina Interna em Torres Novas e em Tomar e foram obrigados a reabri-las. É esse o caminho.

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