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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Abrantes | Casa do Povo do Pego regressa aos relvados com nova equipa diretiva (C/ÁUDIO)

O plantel da Casa do Povo do Pego ainda não se encontra fechado mas já apresenta 26 jogadores para a época de 2021/2022. A pré-época arrancou no dia 26 de agosto e a direção da Secção Desportiva anseia agora pelo regresso do público às bancadas e apela ao apoio dos adeptos.

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A equipa orientada pelo técnico Bruno Alves construiu-se “com a prata da casa, junto de jovens que se juntaram a nós com vontade de ter sucesso. Ninguém no Pego gosta de perder mas o nosso objetivo é jogo a jogo. O que podemos assumir é responsabilidade naquilo que fazemos e no que estamos a representar: uma terra, um símbolo”, disse ao mediotejo.net João Ruivo, o novo presidente da Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego. Os atuais órgãos sociais tomaram posse no dia 4 de junho de 2021.

“Se surgir algum jogador que acrescente valor não fechamos a porta a ninguém”, assegura.  O plantel principal da Casa do Povo do Pego disputa a Segunda Distrital e recebe já no domingo os Lobos do Carvalhal. A equipa técnica foi escolhida pela atual direção.

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Plantel da Casa do Povo do pego 2021/2022:

Leonardo Calado, Mário Lopes, Diogo Pascoal – Guarda-redes

João Roldão, Luís Mateus, Duarte Gonçalves, Diogo Lourenço (Dida), Pedro Alves, João Ruivo, David Fontinha, João Cartaxo, Gonçalo Vilhais, Diogo José Lopes, Fábio Duque – Defesas

Luís Afonso, Tiago Gaspar, Pedro Rosado, Fábio Gomes, Diogo Alexandre Lopes, Leandro Morais, David Pascoal, Tiago Marchante – Médios

Fábio Santos, Miguel Domingues, Miguel Jesus, António Sá – Avançados

Equipa Técnica:

Treinador Principal – Bruno Alves
Treinador Adjunto – Luís Mendes
Treinador de Guarda-Redes – Emanuel Bragança
Diretor Desportivo – Cláudio Rodrigues
Diretor Sénior – Vitor Diogo

ÁUDIO | João Ruivo, presidente da Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego:

O principal objetivo da nova direção passa por “continuar com a atividade desportiva no Pego”, começou por dizer João Ruivo ao nosso jornal deixando uma mensagem aos adeptos: “Nós, capitães de equipa, juntamente com amigos do clube pegámos na direção do clube. Queremos que se envolvam connosco e que estejam presentes”, no cumprimento das medidas da Direção Geral da Saúde.

O atual presidente lembrou que a aldeia do Pego “tem muita tradição no futebol distrital e queremos que o bom nome da nossa terra, como bairristas que somos, seja a palavra que passe pelo distrito, pelas boas razões”.

Foto: Futebol no Pego

Assim, além do arranque de mais uma época desportiva, arranca também “um projeto” dos elementos que constituem os atuais órgãos sociais.

No Pego “temos valências que nos permitem ter o futebol como base da Secção Desportiva. Não temos neste momento outras modalidades para praticar porque não vale a pena se não tivermos atletas. Não vale a pena irmos para outras modalidades se não estamos preparados para a ter”, revela.

Justifica a escolha com “clubes amigos que estão na nossa freguesia, como Os Patos, como temos outros clubes à nossa volta ligados ao futebol […] todos os clubes aqui à volta desejam que o futebol volte forte. O Benfica de Abrantes está na Taça de Portugal, um orgulho do nosso concelho. Estamos com os clubes e queremos que o nosso concelho seja dignificado. Não há nada melhor que Abrantes seja falada no nosso distrito como campeã ou ganhar algum título e o futebol é uma paixão que todos temos”.

A equipa senior da Casa do Povo do Pego vai disputar o campeonato da 2ª divisão distrital da AF Santarém. foto: Facebook/CP Pego

Os objetivos passam também por dotar o clube de melhores condições honrando o trabalho anterior. João Ruivo deixou por isso um agradecimento a Hermínio Rosado, Jorge e Carlos Cadete. E também aos patrocinadores. “Sem eles não era possível!”, garante.

Mas o apelo é direcionado, particularmente, aos adeptos pegachos e no seu regresso ao campo para assistirem aos jogos.

ÁUDIO | João Ruivo, presidente da Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego:

Quanto ao futebol feminino o clube dará continuidade à formação. “Para termos futebol feminino precisamos de massa humana. Atletas e pessoas para estarem com as atletas. Precisamos de estar com os pés bem assentes na terra”, considera.

Garante que a Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego “não queria acabar com o futebol feminino mas por vários motivos o futebol feminino sénior não continuou”, disse, desejando “boa sorte” a todas as atletas que representaram aquela instituição, deixando a porta do futuro aberta para um eventual regresso.

“O futebol feminino no Pego não está fechado. É uma aposta de futuro”, esclareceu, convidando “todas as meninas espalhadas pelo concelho a jogarem no Pego”. Atualmente o clube conta com 16 meninas a jogar na formação, especificamente nas camadas jovens.

João Ruivo fala em falta de condições para dar continuidade ao futebol feminino sénior, particularmente pela logística que o clube era obrigado a fazer, havendo atletas desde Azinhaga ao Penhascoso, “distâncias enormes. E queremos fazer uma equipa para honrar o clube e não apenas para participar”, explica.

O clube pegacho conta com cerca de uma centena de atletas em atividades. Foto: Facebook/CP Pego

Segundo afirma, o clube conta atualmente com cerca de 100 atletas e apresenta  “um aumento significativo na formação de atletas. Este ano vamos ter mais escalões do que tínhamos: Temos os infantis, os traquinas, os escolinhas”. E ainda os veteranos. “Não são todos ex-atletas do clube mas vieram para o Pego e gostam do espírito veterano. A nossa missão é dar-lhes condições para que dignifiquem o clube fora da nossa terra, na Distrital”.

A aposta na formação é a pensar “nos miúdos da nossa terra, transmitir-lhes valores, como o desporto é saudável, tem regras, disciplina. E nos miúdos das terras à volta que se identifiquem com o Pego”, diz João lançando o desafio às crianças das aldeias vizinhas a jogarem no Pego.

ÁUDIO | João Ruivo, presidente da Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego:

O clube contabiliza, neste momento, cerca de 100 sócios pagantes. João Ruivo dá conta também de uma campanha “afincada de readmissão de sócios e de novos sócios. Queremos que o clube cresça para 3 ou 4 vezes mais. Os jogos trazem mais sócios, as pessoas aproximam-se mais do clube. Em conjunto com o Rancho queremos que seja uma instituição forte”, diz, lamentando que a Casa do Povo do Pego “não tenha uma sede. Uma lacuna que teremos de debater no futuro”, indica, com sendo um dos objetivos.

Nos anos 50 do século passado, cria-se o Centro de Recreio Popular que viria a dar origem à Casa do Povo do Pego, a 21 de março de 1957. Casa do Povo que, nos anos 70, vive momentos de intensa atividade, com a sua equipa de futebol no campeonato do INATEL. O clube conta com uma Taça do Ribatejo, um campeonato da FNAT (INATEL), foi campeão na segunda distrital e possui muitos outros títulos.

O clube não tem no entanto “um balneário a mais”, revela João Ruivo. “Como temos as miúdas, a logística não é fácil. Temos dois balneários. Se queremos ter mais atletas temos de ter mais condições. Tentar criá-las” também para que o feminino sénior regresse ao Pego.

Com a pandemia, o futuro permanece desconhecido “não sabemos o que vem aí”, diz. “O que projetamos é que a moldura humana volte. Se fecham novamente ao público… é difícil competir”, refere admitindo ser o impedimento do público nos campos de futebol aquilo que mais temem. Tal pode inclusivamente dar lugar à suspensão da atividade desportiva. Esse risco “poderá existir em todos os clubes e o Pego não é exceção. Acho que não há nenhum clube que diga ser bom não ter adeptos”.

João Ruivo apelou aos apoio dos adeptos. Foto: Facebook/CP Pego

Outro problema passa pela “conjuntura nas empresas, que não nos podem ajudar com antigamente”, explica, agradecendo o apoio que o clube recebe quer do Município de Abrantes quer da Junta de Freguesia. E lembra que a atual direção “está a começar do zero” com as dificuldades de quem inicia um novo projeto.

“A pandemia afeta-nos, as empresas não nos apoiam, as pessoas não têm dinheiro para nos ajudar. Mas só se consegue vencer essas dificuldades sendo persistente e não baixar os braços à primeira adversidade. Se aceitámos este desafio é porque achamos que temos condições humanas e qualidades que ajudem o clube no futuro”, considerou, esperando que “daqui a uns tempos, as pessoas se lembrem que, pós-pandemia, houve uma direção que assumiu a responsabilidade de dar continuidade a um clube histórico, bairrista, com paixão”.

ÁUDIO | João Ruivo, presidente da Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego:

Mas admite a existência de hesitações. João Ruivo confessa que a sua principal hesitação passou “pela formação de uma equipa com pessoas competentes apaixonadas pelo clube. Não é fácil entrar numa direção, falei com inúmeras pessoas e tive 16 pessoas valentes que assumiram essa responsabilidade. A mais valia que o clube tem são as pessoas. A Casa do Povo do Pego tem pessoas excecionais que fazem desta instituição uma grande instituição do nosso concelho e do nosso distrito”, afirma, convicto e orgulhoso.

O presidente da direção reconhece, no entanto, cada vez mais dificuldades para recrutar elementos para as coletividades e a Casa do Povo do Pego não é exceção.

Fábio Santos e João Ruivo (da esquerda para a direita) no campo de futebol da Casa do Povo do Pego. Créditos: mediotejo.net

João Ruivo tem 38 anos, é natural do Pego, com atividade profissional em Abrantes, define-se como “uma pessoa que gosta de futebol, um jogador que gosta de futebol, neste momento um presidente que gosta de futebol”.

Joga no Pego há cerca de 20 anos e o seu pai foi em tempos presidente do clube. “Corre no sangue, as minhas origens estão neste clube. E espero que os pegachos estejam connosco, que nos ajudem porque queremos dignificar a nossa terra. Daí a razão de ter assumido esta responsabilidade. Não fui só eu, toda a minha direção. São pessoas que gostam do clube e queremos ter vários projetos ligados ao futebol”.

A preparação da próxima época iniciou no dia 26 de agosto, havendo já um calendário de jogos amigáveis. Dia 5 de setembro o Pego joga em casa com os Lobos do Carvalhal, no dia 11 também no Pego o jogo com o Clube Desportivo Vilarense, no dia 12 será a apresentação do clube com a Associação Desportiva de Mação, igualmente no Pego, no dia 18 o clube vai jogar a Alferrarede e no dia 19 desloca-se ao campo do TSU, em Tramagal.

Os treinos estão abertos aos sócios e adeptos. João Ruivo deixa o convite para comparecerem às sextas-feiras, às 20h00, no campo do Pego.

Secção Desportiva da Casa do Povo do Pego:

Presidente – João Ruivo
Vice-presidente – Fábio Santos
Secretário – Emanuel Coxinho
Tesoureiro – Cátia Matos
Vogal – Priscila Silvério
Vogal – Pedro Guiomar
Vogal – Pedro Rosado
Diretor Desportivo/Futebol Sénior – Cláudio Rodrigues
Diretor Futebol Sénior – Vitor Diogo
Diretor Futebol – Emanuel Bragança
Diretor Formação – Susana Campos
Diretor Formação/Iniciados – António Serrano
Diretor Futebol Formação – Nuno Morgado
Diretor Futebol Formação – Sara Oliveira
Diretor Futebol Formação – Nuno Serrano
Diretor Futebol Sénior/Futebol – Mário Lopes

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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