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Abrantes | Campeonato Mundial de Agility adiado para 2025 devido à pandemia (C/ÁUDIO)

O Campeonato do Mundo de Border Collie e o Europeu de Agility, competições que iriam decorrer em julho na Cidade Desportiva de Abrantes com concorrentes oriundos de 40 países, foram adiados para 2025 devido à pandemia, anunciou a organização.

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Em declarações ao mediotejo.net, Ezequiel Sousa, presidente Clube Cinófilo do Alentejo (CCA), entidade organizadora, disse que “o cancelamento para este ano deve-se à situação pandémica vivida em Portugal e no Mundo, com o atraso significativo no processo de vacinação contra a covid-19 e que fez derrapar a expectativa de normalização da mesma apenas para o final do presente ano”.

ÁUDIO: EZEQUIEL SOUSA, PRESIDENTE DO CCA:

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Ao Campeonato da Europa de Agility, que iria envolver em Abrantes representantes de mais de 40 países e cerca de dois milhares de binómios (homem/mulher e um cão), juntar-se-ia ainda o ‘Border Collie Classics’, o Campeonato do Mundo em Agility para uma raça específica, e o Mundial Júnior da modalidade.

As competições iriam decorrer ao longo de todo o mês de julho deste ano na Cidade Desportiva de Abrantes, envolvendo milhares de pessoas provenientes dos quatro cantos do mundo.

Agility é um desporto competitivo que se caracteriza por ser uma prova de destreza canina em que o dono dirige o seu cão por uma série de obstáculos, e em que o objetivo é terminar a prova sem cometer infrações e no menor tempo possível.

Campeonatos europeus e Campeonato do Mundo vão decorrer no campo de basebol em Abrantes. Foto: Jorge Santiago/mediotejo.net

“A incerteza da situação fronteiriça e o risco de contágio ainda prevalente, conjugados com o facto de se tratar de competições internacionais com um número relevante de participantes, levaram-nos, infelizmente, a escolher a segurança de todos os envolvidos, competidores, organizadores e seus parceiros e público, optando assim pelo cancelamento”, sublinha Ezequiel Sousa, tendo feito notar que será, não em 2021, mas em 2025, um ano em cheio para Portugal porquanto “é a primeira vez que o nosso país acolhe estas três competições internacionais e em fins de semanas seguidos”.

Segundo o responsável, “Abrantes foi escolhida para ser a capital mundial de Agility porque está numa zona central do país e porque a edilidade já trabalha connosco na realização de algumas provas e disponibilizou-se para ser parceiro deste grande evento”, mantendo a autarquia a disponibilidade para acolher o evento em 2025.

Abrantes vai ser a Capital Mundial de Agility em 2025. Foto: DR

Segundo aquele responsável, as provas “vão obrigar a uma grande logística, em que será necessário ter cerca de 150 pessoas a trabalhar, e que vamos ter várias pistas em simultâneo” a funcionar nas provas de competição. Por outro lado, os milhares de participantes “vão esgotar todo o alojamento disponível em Abrantes e em toda a região envolvente”, notou, lamentando que não seja possível este ano, numa altura em que seria importante fator de dinamização económica para a região e para o País.

“Esta será também uma boa oportunidade para os participantes passearem e conhecerem turísticamente a região e o país”, destacou Ezequiel Sousa, relativamente a um evento que também pode ajudar a promover a modalidade em Portugal, que conta com cerca de 140 duplas no ativo, com licenças desportivas registadas no ano 2019.

“No total, serão mais de 1300 equipas a que temos de juntar os familiares e amantes da modalidade que os acompanham, mais a mais em pleno verão seria de perspetivar que o alojamento em toda a região do Médio Tejo esgotasse durante estas três a quatro semanas”, disse Ezequiel Sousa, prevendo o dirigente um retorno na ordem de um milhão de euros por semana na hotelaria, alojamentos e estabelecimentos comerciais da região.

Border Collie Classic e Open da Europa de Agility disputam-se em Abrantes, em 2025. Foto: DR

A candidatura foi oficializada pelo Clube Português de Canicultura e atribuiu ao Clube Cinófilo do Alentejo a organização do Campeonato da Europa e do Mundo de uma só raça (Border Collie), que, por sua vez, decidiu realizar os três eventos em Abrantes.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, lamentou que o evento não se possa realizar este ano. “É com tristeza que não podemos receber o Mundial este ano 2021 mas a pandemia obriga a adiar para 2025 e nós mantemos a mesma disponibilidade para apoiar e receber este importante iniciativa na nossa cidade”, afirmou.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Agility é um desporto praticado por duplas compostas por um cão e por um homem (ou mulher) que serve de guia ao animal. As regras iniciais foram baseadas no hipismo.

Após a comunicação desta decisão à Federação Cinológica Internacional (FCI), e “tendo em conta que as organizações dos campeonatos caninos para os próximos anos já iniciaram os respetivos preparativos, foi decidido em reunião de delegados dos países à FCI que Portugal teria prioridade na organização dos eventos na primeira data disponível ficando assim agendados para o ano de 2025”, refere ainda o CCA.

Segundo disse Ezequiel Sousa, “a Câmara Municipal de Abrantes e o Clube Português de Canicultura continuarão, para 2025, a constituir os nossos principais parceiros e entidades apoiantes e assim sendo o local para execução dos campeonatos manter-se-á o mesmo, ou seja, o Estádio Municipal da Cidade de Abrantes”.

Abrantes vai ser a capital mundial do Agility em 2025. Foto: Jorge Santiago/mediotejo.net

Agility é um desporto praticado por duplas compostas por um cão e por um homem (ou mulher) que serve de guia ao animal. As regras iniciais foram baseadas no hipismo.

O objetivo da competição é terminar a prova sem cometer infrações e no menor tempo possível, tornando assim o Agility uma prova de destreza canina, de habilidade, onde a velocidade é critério decisivo de desempate.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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