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Abrantes | Câmara vê ‘com revolta’ recente poluição extrema no Tejo

Os fenómenos recentes de extrema poluição no rio Tejo, visíveis esta semana e documentados em vídeo por Arlindo Marques, membro do proTejo, com vistas aéreas junto ao açude de Abrantes e em Constância, são vistos com revolta pela Câmara Municipal de Abrantes. Maria do Céu Albuquerque, em declarações ao mediotejo.net, disse que a posição da autarquia “é de revolta como todos os cidadãos, como o próprio governo, como todas as instituições”, referindo ainda que é “com grande pesar” que assistiu aos fenómenos desta semana.

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“Não é, neste momento, explicável a ninguém que no século XXI tenhamos em Portugal, na Europa, uma situação como esta a acontecer. Os infratores têm de ser castigados sob pena de perdermos um grande ativo nacional que é o rio Tejo”, fez notar Maria do Céu Albuquerque.

A autarca relembrou o “esforço continuado” entre municípios, para reabilitação das margens ribeirinhas e instalação de sistemas de tratamento de águas residuais que não influenciem a qualidade da água do Tejo, bem como o esforço do governo “com auditorias e com fiscalizações, em parceria com as várias organizações do território que têm essas incumbências”, notando que “é com grande pesar que percebemos aquilo que aconteceu esta semana”.

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“Refutamos esta poluição, e queremos fazer também prova disso, pelas démarches que temos vindo a fazer, nomeadamente junto do governo para nos poder ajudar a ultrapassar esta questão”, terminou a autarca.

O vídeo de Arlindo Marques, que retrata os fenómenos de extrema poluição no dia 8 de fevereiro junto ao açude de Abrantes e em Constância, com imagens aéreas captadas por drone, tornou-se viral no Facebook, tendo centenas de comentários revestidos de indignação por parte da população, contando já com mais de 222 mil visualizações e com cerca 9457 partilhas dessa publicação do ambientalista naquela rede social.

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Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

5 COMENTÁRIOS

  1. Boas noites,
    fico estupefacto com a posição da Sra Presidente da Câmara de Abrantes quando refere que”a posição da autarquia “é de revolta como todos os cidadãos, como o próprio governo, como todas as instituições”. Quando à revolta da autarquia, refiro, executivo municipal, nem vou perder tempo tal a falta de consciência ambiental e refiro o caso das “piscinas de S. Facundo” na saibreira, da Etar dos Carochos, do Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes que já vêm do tempo de Nelson de Carvalho, do abatimento na zona industrial, da posição dúbia em relação ao aumento da área do eucalipto, da estação elevatória do Rossio ao Sul do Tejo, do Açude Insuflável de Abrantes, do Travessão do Pego, do boicote ao 5º Vogar o Tejo, etc, etc mas quanto ao Governo, pergunto: Então o Governo também está revoltado???? Quem é que neste país tem capacidade para punir os infractores? Quem é que na sua personalidade jurídica tem o poder de fazer cumprir as decisões, em última instância pela via da coerção em caso de incumprimento? Quem é que no caso da Centroliva estipulou um prazo de 30 dias para resolver ou minimizar os problemas sobre pena de encerramento? Acontece que a Centroliva tem pouco poder comparando com o Grupo Altri da qual faz parte a Celtejo. Não foi o sr Ministro do Ambiente clamou a 19 de Janeiro de 2017, em Abrantes que “a impunidade tinha acabado”? Então, em que ficamos? Quanto a “todas as instituições”, pergunto porque é que nenhum executivo municipal a jusante de Vila Velha de Ródão, confronta o Presidente, a Câmara e a Assembleia Municipal desta vila por causa da evidente cumplicidade com as empresas poluidores que estão instaladas na vila e que estão a destruir o rio Tejo e toda a vida que gravita em torno do mesmo, tanto no seu concelho como nos ribeirinhos? Sim, confundir a opinião pública é uma “arte” mas como todas as “artes” também tem os seus dias negros e penso que estas declarações terão o seu eco numa população cada vez mais informada e cada vez mais ciente do embuste a que estão sujeitos. Armindo Silveira

  2. Um Ministro do Ambiente que disse, em Abrantes, que acabou a impunidade e vê este desastre ambiental sem fazer, a não ser umas notícias a dizer que estão técnicos no terreno a acompanhar o assunto, só tem uma solução: demita-se. Conversa fiada, da treta, já basta.
    Entretanto aplique coimas e feche as fábricas dos poluidores. Ameaçar e nada fazer mais vale estar calado e quieto e IR-SE ENBORA, já chega de pouca vergonha

  3. Este ano há eleições autárquicas e por isso há que aproveitar para fazer campanha. Se a CM de Abrantes está, realmente, “revoltada” com esta situação, tem de o manifestar publicamente com comunicados e podia convocar uma reunião da Assembleia Municipal para análise do problema e assim tomar uma posição firme contra os prevaricadores. Podia por exemplo mandar recolher amostras de água para análise, conseguir provas da origem da fonte poluidora e em seguida avançar, juntamente com outros municípios ribeirinhos, com um processo junto das instâncias europeias. Não faz isso porque …
    Bom, os partidos políticos deviam ser obrigados a declarar quem lhes faz donativos e qual o montante, ou seja, uma transparência que não existe.

  4. Isto dá-me vontade de rir, mas com o meu sorriso mais sarcástico. Então andamos nisto há cerca de três anos, eu um pouco menos, e agora é que a Sra Presidente se apercebeu que o Tejo está poluído? Dá vontade de perguntar por onde tem andado Sra Presidente? O Tejo está morto, o pouco peixe existente está envenenado. As águas ao serem utilizadas para as próximas regas nas suas margens vão não só envenenar os produtos como conspurcar os terrenos e deixá-los sem utilização útil durante uns anos. Será que não se pensa nas milhares de famílias que vivem deste trabalho? Os lucros destas empresas são mais valiosos do que a saúde pública? Fecharam tantas fábricas, foi tanta gente para o desemprego, não seria de equacionar o encerramento desta fábrica em defesa da saúde de todos nós, e da defesa de um bem público que é o NOSSO RIO TEJO.

  5. E onde esteve essa fiscalização a estes atentados que se não fosse o sr Arlindo Marques a fotografar e a filmar e mostrar ao país, sim porque as Tvs só agora se dispuseram a falar do assunto depois de muita pressão, nada disto se sabia a não ser pelas pessoas que diariamente vem o rio correndo negro… Não estamos a falar de algo único ou esporádico, ao longo de vários meses tem sido dezenas de tristes partilhas que visualizei através da página do Facebook do Sr Arlindo… E a senhora presidente não anda à beira rio todos os dias? Não viu também nem nenhum dos membros camarários para denunciar estas tristezas… Explique se lá melhor que não entendi porque nada fez até agora para parar está situação???

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