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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Abrantes | Câmara Municipal quer resolver inundações com intervenção de fundo no vale da Pucariça

Está prevista uma intervenção no vale da Pucariça (Rio de Moinhos), Martinchel, Sentieiras e Aldeia do Mato a ser realizada pelo Município de Abrantes. O presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos (PS), explicou ao mediotejo.net a intenção da autarquia avançar para a solução que colocará um fim aos problemas de cheias e alagamentos causados por intempéries. A intervenção pode chegar aos dois milhões de euros sendo o próximo passo, depois dos projetos e respetivos orçamentos, avançar para uma candidatura a fundos comunitários. O autarca quer ver obra pronta antes do inverno de 2021.

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Os prejuízos causados por intempéries em diversas zonas do concelho de Abrantes, designadamente a depressão Elsa, voltaram a ser tema na sessão de Assembleia Municipal pela voz do presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Rui André (MIFRM), lembrando que recentemente o mau tempo voltou a causar prejuízos na sua freguesia.

“Relembro que faz hoje uma semana a freguesia de Rio de Moinhos ficou em alerta máximo … não por causa dos incêndios, mas sim por causa das cheias. Ainda não começou a época das chuvas e adivinha-se um inverno frio e rigoroso. Espero estar enganado”, afirmou Rui André, recebendo como resposta do presidente da Câmara a intenção do Município avançar para uma intervenção naquela zona do concelho de Abrantes.

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Também o presidente da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Álvaro Paulino (PSD), abordou na Assembleia Municipal os “vários fenómenos meteorológicos” e “os prejuízos avultados para as populações” daquelas freguesias. Álvaro Paulino deu especial foco à ribeira de Pucariça afirmando que “a população da Pucariça está cansada” e solicitou à Câmara Municipal “outra força” na execução dos trabalhos embora reconhecendo que a autarquia “tem agido prontamente”.

Para uma intervenção, o executivo municipal “chegou a acordo na semana passada com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA)” decidindo que “a Câmara Municipal de Abrantes vai liderar a realização dos projetos e já estamos a pedir a quatro entidades na área da reabilitação deste tipo de estruturas que vão orçamentar e fazer projetos para a esta zona da linha de água” do vale da Pucariça, mas também em Martinchel, Sentieiras e Aldeia do Mato, disse ao mediotejo.net o presidente da Câmara.

Em Abrantes, duas das freguesias mais afetadas pela depressão Elsa foram a União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto e a freguesia de Rio de Moinhos, com estradas e pontões destruídos. Foto: Joakim Damas/facebook

A passagem da depressão Elsa por Portugal, no final de 2019, causou um milhão e 500 mil euros de prejuízos no concelho de Abrantes. Número avançado por Manuel Jorge Valamatos (PS), que entretanto reuniu “com a srª secretária de Estado, fizemos várias reuniões ao nível do Governo e com a Agência Portuguesa do Ambiente”.

Em declarações ao nosso jornal Manuel Jorge Valamatos referiu que o executivo, após reunir com várias entidades responsáveis, “estava expectante perante uma devastação orçamentada no valor de um milhão e meio de euros. A depressão Elsa deixou um rasto de destruição. Desde essa altura que era importante reagir e fomos procurando com o Governo e com a APA uma solução”.

O executivo abrantino sabe que “de forma continuada, sempre que chove muito, a ribeira da Pucariça revela enormes problemas. Decidimos com a APA que, de uma vez por todas, temos de ter um projeto robusto, capaz de cada vez que chove conseguir responder às enxurradas. Temos de criar as condições técnicas e estruturais capazes de aguentar estas chuvas agressivas”, acrescentou o autarca, admitindo que a grande linha de água da Pucariça, na freguesia de Rio de Moinhos, precisa de “um projeto capaz de resolver os problemas de forma definitiva”.

O mau tempo alagou a freguesia de Rio de Moinhos no início de setembro de 2020. Créditos: Junta de Freguesia de Rio de Moinhos

E esse é projeto que a Câmara está a desenvolver. “Já estivemos com um projetista no terreno. Vamos pedir a mais dois ou três equipas de projetistas que possam vir ao terreno” sendo que a Câmara possui “um levantamento de todas as situações que carecem de correção” no sentido da elaboração do projeto, da apresentação do orçamento “e depois com o Ministério do Ambiente, particularmente com a APA, encontraremos a melhor solução”, garantiu.

O presidente disse ainda que a ideia passa também por “auscultar a comunidade” nesta questão e depois avançar para uma candidatura a fundos comunitários no sentido de “ter apoio financeiro para esta reabilitação que urge a todo o tempo”. Manuel Jorge Valamatos indica que o projeto e a execução “seguramente andará na ordem de um milhão e meio a dois milhões de euros”.

O autarca lembra ser “um problema com muitos anos” dando conta de um executivo “determinado em resolve-lo desta vez. Queremos fazer esta operação o mais rapidamente possível”, antes do inverno de 2021, apontou.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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