Abrantes | Câmara lança empreitada de 1,2 milhão de euros para o Vale da Fontinha

Foto: mediotejo.net

Foi aprovado esta semana em reunião de executivo camarário o lançamento da empreitada para criação de bolsa de estacionamento no Vale da Fontinha, intervenção que integra o plano de regeneração urbana e o Plano Urbanístico de Abrantes (PUA). O investimento previsto é de 1 milhão e 200 mil euros, tendo sido submetida candidatura no âmbito do atual quadro comunitário.

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Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM Abrantes, apresentou a intervenção como sendo “uma das obras emblemáticas no âmbito da regeneração urbana”, alertando que a autarquia já iniciou um conjunto de iniciativas para levar por diante esta empreitada. “Fizemos a consolidação de todo este espaço, um espaço de aterro e com grandes debilidades, e já instalámos por recurso a uma entidade externa a parte elétrica, e neste momento o que nos propomos fazer é instalação de uma bolsa de estacionamento e que serve também para instalar os mercados e feiras”, disse.

João Caseiro Gomes explicou ao mediotejo.net que esta obra está incorporada no Projeto de Regeneração Urbana, prevendo-se criação de uma bolsa de estacionamento, “uma necessidade identificada no centro histórico”, aumentando-se assim a oferta de estacionamento na zona central da cidade.

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Fotos: mediotejo.net
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O novo espaço de estacionamento terá um total de 312 lugares, “que vão estar em várias bolsas, distribuídas em três plataformas a várias quotas. A plataforma principal será o eixo de ligação existente entre a Avenida 25 de Abril e aquela entrada que temos junto ao antigo mercado (Mercado Criativo), que irá permitir depois a ligação ao hospital na via Santana Maia, porque iremos fazer essa ligação”, explicou o vereador, especificando que nesta plataforma vai estar o maior nº de estacionamento disponível, cerca de 177 lugares.

“Outra bolsa, a uma quota mais baixa, será uma nova plataforma com capacidade de 90 lugares e uma plataforma superior à plataforma principal que irá ter cerca de 45 lugares. Aquele terreno tem vários socalcos, tem declive, e temos de fazer várias plataformas para permitir a realização dessa empreitada”, referiu o vice-presidente.

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Este projeto será importante no futuro, dada a vontade da CMA em instalar o mercado semanal naquele espaço do Vale da Fontinha. “Será deslocalizado do Bairro Vermelho para poder vir para junto da cidade e poder ser feito aqui nesta nova obra, porque esta obra terá todas as condições para ser devidamente delimitadas zonas dos feirantes, terá ligações de electricidade preparadas para todas as pessoas que possam vir vender”.

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Feira de São Matias 2017 depende da vontade dos feirantes

Outra vontade da autarquia é devolver a tradicional Feira de São Matias ao centro da cidade, desejando que passe a ser feita neste local uma vez que “também foi adaptado para essa finalidade em termos infraestruturais e todas as dimensões também foram preparadas para podermos acolher o certame, trazendo-o para uma aproximação à cidade”, assumiu Caseiro Gomes.

Segundo foi avançado na mesma reunião, a edição do próximo ano da anual Feira de São Matias está dependente da negociação entre a autarquia e os feirantes. Maria do Céu Albuquerque referiu que irá reunir com os feirantes para chegar a um entendimento, uma vez que o espaço do Vale da Fontinha ainda não está concluído.

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Ainda em terra batida, o espaço do Vale da Fontinha já tem infraestrutura elétrica instalada para receber mercados e feiras. Foto: mediotejo.net

Segundo João Caseiro Gomes, vice-presidente da CMA, “a feira poderia realizar-se no próximo ano no Vale da Fontinha, porque as infraestruturas eléctricas estão criadas. A única questão que se coloca neste momento é que está em pavimento de terra ainda, e isso é uma questão que será colocada pela presidente da CM, que irá falar com os feirantes e tentar saber se querem fazer já naquele local, uma vez que em termos de terreno e instalações a infraestrutura está criada e estão reunidas as condições, ou se preferem continuar a fazer na Margem Sul do Aquapolis, em Rossio ao Sul do Tejo, enquanto esta zona não estiver devidamente pavimentada e enquanto esta obra que estamos a falar, que pretendemos lançar rapidamente, não estiver concluída”.

Projetos de Regeneração Urbana iniciam em dezembro

Dentro da área de regeneração urbana, existem vários projetos envolvidos, estando interligados e desencadeando a estratégia definida com a aprovação do PUA.

Ainda durante o mês de dezembro, vai dar-se início à obra do MIAA, com a recuperação do Convento de São Domingos, tendo sido também lançada a recuperação da Igreja de São Vicente, bem como um conjunto de intervenções de regeneração urbana dentro da ARU e projetos previstos a nível da CM para podermos avançar e potenciar a regeneração da cidade. “Todos estes projetos estão previstos no PUA e também no PEDU (intervenção dentro da ARU), dois documentos que são convergentes e estão ligados”, explicitou o vice-presidente.

Uma das preocupações da autarquia é que as intervenções previstas não coloquem em causa outras intervenções no âmbito do PUA, uma delas é a variante já falada há alguns anos, com a possibilidade de ligar a estrada com início na Cidade Desportiva, fazendo o acesso à Escola Dr. Manuel Fernandes, para depois ligar ao Vale da Fontinha e sucessivamente poder permitir a ligação ao Hospital. “Está prevista esta variante e está desenhada no PUA, dentro das vias estruturantes delimitadas”.

Também constante no PUA está a intervenção de recuo do mercado, que terá de ser demolido, prevendo-se construção de um outro edifício no espaço, “para criarmos uma entrada mais nobre da cidade, que é a entrada do centro histórico, e criando uma praça ampla para poder ser vivenciada pelas pessoas”, acrescentou o vereador.

“Neste momento não há ainda projetos para o local, será depois numa segunda fase, mas aquilo que tivemos em conta foi esta questão do Vale da Fontinha não vem prejudicar em nada a elaboração deste recuo”, concluiu.

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No âmbito do PUA prevê-se a requalificação do chamado Nó do mercado, uma intervenção que consiste na demolição do antigo Mercado Municipal, para criar um espaço mais amplo na entrada do centro histórico. Foto: mediotejo.net

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