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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Câmara inicia reparação de rasgo num vão do açude insuflável (c/áudio)

O açude insuflável de Abrantes apresenta uma rutura no vão 2 de 70 centímetros, um rasgo que obriga o açude instalado no rio Tejo a estar desinsuflado, estando descartada a hipótese de vandalismo. A rutura, detetada há vários meses, vai começar a ser reparada e espera-se que até ao final deste ano o espelho de água seja reposto de forma permanente.

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Segundo o presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos, o açude não foi vandalizado “como outras situações” no passado. “O rasgo é junto aos parafusos e ao encaixe e não representa uma situação de vandalismo. É uma questão de manutenção”, disse, dando conta que os trabalhos preparatórios estão a decorrer para uma intervenção que deverá estar resolvida até ao final do ano.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

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A informação do rasgo no açude foi avançada em abril em reunião de executivo pelo vice-presidente João Gomes (PS) que deu conta de um rasgo de 70 centímetros no vão 2. Mas contrariamente a situações ocorridas do passado, o presidente, Manuel Jorge Valamatos, garantiu desde logo não se tratar de um ato de vandalismo.

O vereador João Gomes começou por justificar os baixos caudais do rio Tejo na ocasião, ação “propositada” e concertada com a EDP, após ter sido detetado na manhã do dia 13 de abril, durante uma “visita de rotina”, que o açude insuflável de Abrantes apresentava “um problema” na comporta do vão 2 “ao nível de pressão de ar”.

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“Verificamos que o compressor arrancava com continuidade, queria isso dizer que estávamos com uma fuga de ar”, explicou João Gomes.

O vice-presidente deu conta dos serviços do Município terem de seguida contactado a empresa responsável pela monitorização e acompanhamento das comportas e do bom funcionamento do açude que, em conjunto com os serviços técnicos da Câmara, contactaram a EDP no sentido de baixar o caudal do rio Tejo.

O objetivo passava por “desinsuflar o açude e podermos inspecionar toda a infraestrutura. Verificámos um rasgo de 70 centímetros no vão 2”, explicou João Gomes, tendo a autarquia de aguardar, no entretanto, pelos relatórios técnicos para perceber “qual o procedimento mais adequado” para a resolução do problema identificado e também perceber as causas.

Açude insuflável de Abrantes (Foto: DR)

Para Manuel Jorge Valamatos, com Abrantes sem açude resta “uma ribeirazinha sem jeito nenhum […] não é possível alguém ter atividades desportivas, de lazer, dinâmicas no nosso rio, nas margens do rio, sem o nosso açude insuflável”, sublinhou, reconhecendo a importância da proatividade “em tudo o que pudermos fazer para melhorar e valorizar o ecossistema”.

Sem especificar o montante envolvido nesta reparação do açude, o autarca deu conta que a obra de reparação da ponte ferroviária sobre o Tejo, a cargo da IP, e que tem um prazo de execução previsto de 20 meses, poderá influir no açude, mas apenas de modo pontual.

A Infraestruturas de Portugal (IP) vai investir 2,8 milhões de euros no reforço e proteção das fundações da Ponte Ferroviária sobre o Tejo, da Linha da Beira Baixa, em Abrantes, a montante do açude, tendo consignado a empreitada em novembro.

Em comunicado, a IP deu conta de que as obras de reforço e proteção das fundações da ponte, localizada ao quilómetro 2,930 da Linha da Beira Baixa, têm um prazo de execução de 600 dias (20 meses), que começou a ser contado no 17 de novembro.

Açude insuflável de Abrantes. Créditos: CMA

O maior açude insuflável do país foi inaugurado em Abrantes no dia 16 de junho de 2007 numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro de então, José Sócrates, e que constituiu um dos momentos principais de valorização das margens do Tejo.

Este açude permitiu criar um espelho de água com 80 hectares e cerca de três milhões de metros cúbicos de água e correspondeu a um investimento de dez milhões de euros, constituindo uma obra única em Portugal.

O enchimento do açude demora cerca de 45 minutos e o sistema de comportas tem uma zona de passagem permanente de metros cúbicos por segundo de água para garantir um caudal ecológico no rio, foi noticiado na altura da inauguração.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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