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Domingo, Outubro 24, 2021

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Abrantes | Camané e Mário Laginha enfeitiçaram público em São Lourenço (c/vídeo)

O fadista Camané e o pianista Mário Laginha encheram o Parque Urbano de São Lourenço, em Abrantes, com o concerto “Aqui está-se Sossegado”. Juntos fizeram uma viagem pela literatura portuguesa através da música e, principalmente, do fado, num espetáculo integrado na programação dos Caminhos Literários. Luís Dias, vereador da cultura da Câmara Municipal de Abrantes, deu conta de uma “noite extraordinária”, numa “efusão cultural” com dois intérpretes “extraordinários”.

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Enquadrados por tons azuis, vermelhos ou roxos, com arvoredo como pano de fundo, a dupla invocou grande nomes da literatura portuguesa como Camões ou Fernando Pessoa, e deu até para se ir à “A Guerra das Rosas”.

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Numa conjugação bem conseguida, com a voz de Camané a ser acompanhada pelos melódicos sons provenientes do bater de teclas de Mário Laginha – o qual mostrou toda a sua destreza ao piano ao longo do espetáculo, incluindo dois solos – foram vários os textos de referência da literatura e música portuguesa a serem entoados. 

Camané, que confessou ter adorado a parte mais antiga da cidade abrantina, diz que a junção de fado com o piano é uma “experiência fantástica”, referindo que embora não existam registos de como o fado começou, alguns historiadores defendem que o fado começou também ao piano, nos antigos palácios, deixando ainda rasgados elogios a Mário Laginha.

“Fez um trabalho excelente, fantástico, conseguiu entrar e adaptar-se a esta música que é muito diferente”. O fadista deixou ainda uma palavra de apreço ao público que se deslocou e esgotou o Parque Urbano de São Lourenço. “Foram ótimas, houve um silêncio e uma atenção incríveis, daqueles ambientes que são fantásticos para se cantar fado”, disse o artista ao mediotejo.net, no final do concerto.

Também a incontornável Amália Rodrigues, voz maior do fado, fez parte do espetáculo, tendo sido interpretadas músicas como “Madrugada de Alfama” ou “Espelho Quebrado”. Camané relembrou ainda algumas das suas maiores referências neste estilo musical português, como Carlos do Carmo, falecido no início deste ano, cantando “Duas Lágrimas de Orvalho”, ou Alfredo Marceneiro, interpretando “Triste Sorte”.

Da esquerda para a direita: Luís Dias (vereador cultura CM Abrantes), Camané, Mário Laginha e Manuel Jorge Valamatos (presidente CM Abrantes)

O vereador do município abrantino, Luís Dias, referiu-se ao concerto como algo que representa aquilo que é um dos grandes propósitos dos Caminhos Literários, o de “trazer artistas consagrados, exímios executantes, como foi aqui o caso hoje do Mário Laginha e do Camané, e depois trazer poetas, a poesia, a literatura, através da música, aquilo que mais singulariza a história da literatura em Portugal”.

“A Minha Rua”, música de Camané, colocou um ponto final do concerto. “Quando o outono chegou /Deixou de se ver a lua”, cantou. Mas nesta noite de outono, em Abrantes, até a lua se deixou enfeitiçar pelo talento desta dupla, e fez questão de marcar presença em São Lourenço.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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