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Abrantes | Biblioteca Itinerante passa a chamar-se José Diniz

A BIA vai passar a chamar-se Biblioteca Itinerante de Abrantes “José Diniz”, em homenagem à figura incontornável da sociedade abrantina, homem da cultura, figura carismática que foi dinamizador da biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian durante mais de 30 anos, na segunda metade do século XX, falecido a 11 de janeiro de 2021.

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A proposta foi aprovada por unanimidade na reunião de Câmara realizada esta terça-feira, dia 23 de fevereiro, indo ao encontro da vontade expressa pelo Executivo e reforçada pela iniciativa de um grupo de cidadãos, que teve como porta voz o médico abrantino José Tavares.

Além de homenagear José Diniz, a inscrição do seu nome na carrinha itinerante que leva livros aos lugares mais remotos do concelho, segundo a Câmara Municipal “reforçará ainda mais o papel decisivo de democratização da leitura e de coesão territorial da Biblioteca Itinerante de Abrantes, agora também potenciada com o atendimento itinerante do serviço de atendimento municipal, a par com a Carrinha do Cidadão. Evocará a memória deste notável abrantino e honrará o seu legado para as sucessivas gerações de leitores, bem como o seu decisivo papel no universo das ‘bibliotecas-móveis’ em Portugal”.

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José Joaquim César da Cruz Diniz nasceu na freguesia de S. João, em Abrantes, em 17 de setembro de 1933 e faleceu a 11 de janeiro de 2021, em Coimbra, com 87 anos.

Além do amor que nutria à sua terra, Abrantes, sublinhe-se a importância da sua atividade na Biblioteca Itinerante nº 32 da Gulbenkian, a partir de 1963, que o tornou uma figura de referência nos concelhos de Abrantes, Sardoal, Mação, Vila de Rei, Ponte de Sor, Gavião e, mais tarde, Constância, para sucessivas gerações de leitores. Alguns são hoje notáveis portugueses, como José Luís Peixoto, de Galveias (Ponte de Sor) e nascido em Abrantes, que afirma ser escritor devido à sua influência.

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A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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