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Domingo, Novembro 28, 2021

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Abrantes | BE rejeita “instrumentalização” do PS e impasse mantém-se em Alvega e Concavada

A proposta apresentada pelo PS para formação de executivo na União de Freguesias de Alvega e Concavada (Abrantes) foi chumbada duas vezes por BE e PSD, que insistem em ter eleitos seus na equipa liderada pelo socialista José Felício. O BE criticou hoje o que denominou de “instrumentalização” e “argumentos para pressionar os eleitos” bloquistas. 

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“O impasse mantém-se, com evidente prejuízo para o bom funcionamento da união de freguesias, e mantenho a posição de indisponibilidade para atender à pretensão da oposição de os incluir na lista para o executivo”, disse hoje à Lusa José Felício (PS), sublinhando que “quem ganha as eleições forma a equipa com quem quer trabalhar e propõe a lista na lógica de quem ganha governa”. 

Nas eleições autárquicas de 26 de setembro, o PS venceu as eleições para aquela união de freguesias do concelho de Abrantes por 23 votos, elegendo três elementos, tantos quantos o PSD, a segunda força política mais votada, e tantos quantos o BE, ou seja, três elementos cada um.

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Na sequência dos resultados das eleições autárquicas de 26 de setembro, o Bloco de Esquerda deu hoje conta de rejeitar “instrumentalização” do PS no processo de instalação da Junta e da Assembleia de Freguesia de Alvega e Concavada, continuando os orgãos autárquicos por assumir funções.

Em comunicado enviado às redações, o BE lembra que na passada quinta-feira, 21 de outubro, “o cabeça de lista eleito pelo PS, partido que venceu as eleições por uma margem mínima, voltou a propor, para a composição do executivo da junta de freguesia de Alvega e Concavada, Abrantes, os mesmos nomes que já tinham sido rejeitados no dia 14 de Outubro. Como era previsível, a lista foi novamente rejeitada por BE e PSD”.

Na sua intervenção o cabeça de lista do PS “usou diversos argumentos para pressionar os eleitos na lista Bloco de Esquerda”, pode ler-se no comunicado.

Pela sua “gravidade”, o BE destaca aquilo que chama de “o infeliz uso de uma possível caducidade dos contratos de trabalhadores ao serviços da U.F. de Alvega e Concavada, numa clara tentativa de responsabilizar a oposição”.

José Felício, em declarações ao mediotejo.net, rejeita a acusação de instrumentalização, tendo afirmado que o problema da renovação dos trabalhadores “não é um argumento, é uma realidade que temos e que nos preocupa”. 

No comunicado de hoje, a concelhia do BE relembra ainda que a legislação aplicável estipula que o cabeça de lista eleito pelo partido mais votado é quem detém a iniciativa de propor os vogais para o executivo da Junta de Freguesia.

Conclui esclarecendo que Bloco de Esquerda “rejeita a instrumentalização deste processo pelo cabeça de lista eleito pelo PS e continua disponível para trabalhar numa solução que viabilize o executivo da junta de freguesia, tendo em conta a vontade expressa pelos eleitores e eleitoras da U.F. de Alvega e Concavada”.

Na primeira tentativa de instalação dos órgãos autárquicos na freguesia, em 16 de outubro, o presidente eleito, José Felício, o único eleito que pode apresentar propostas para formação do executivo, propôs que os dois vogais fossem da sua lista, ocupando as funções de secretário e de tesoureiro, proposta rejeitada pela maioria, tendo, em sequência, em 22 de outubro, o PS apresentado os mesmos nomes, mas invertendo as suas funções, o que foi novamente chumbado pela oposição com seis votos contra (BE e PSD), e três a favor por parte do PS.

José Felício descarta a ideia de formar executivo com pessoas “em quem não tem confiança”, ou seja, um executivo de acordo com o proposto pelos restantes dois partidos, integrando, além do presidente socialista, o cabeça-de-lista do PSD, António Moutinho, e o cabeça-de-lista do BE, Eduardo Jorge, tendo chegado a propor que a presidência da Mesa da Assembleia de Freguesia fosse detida pelo PSD e pelo BE, o que também foi recusado, tendo sido agendada nova reunião para o dia 25 de novembro.

Perante o impasse e com uma freguesia “em autogestão e com um orçamento em fim de linha”, o presidente eleito apelou ao “bom senso” da oposição, no sentido de aprovação do executivo com três elementos do PS, para assim “dar continuidade aos postos de trabalho de três funcionários da junta de freguesia, que carecem de renovação contratual”, entre outros processos, como seja a assinatura de protocolos e preparação de contratos administrativos com a Câmara Municipal de Abrantes, apontou.

c/LUSA

Notícia relacionada:

Abrantes | Volta a falhar tentativa para formar executivo na Junta de Alvega e Concavada (C/ÁUDIO)

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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