Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Abrantes | BE promoveu debate sobre “Projeto Tejo, um novo Alqueva para o Ribatejo?” (C/VIDEO)

A Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Santarém organizou no sábado, dia 29 de setembro, no Parque Tejo, em Abrantes, uma sessão pública que debateu de forma animada e participada o “Projeto Tejo, um novo Alqueva para o Ribatejo?”, projeto que contará, a ser implementado, com um investimento global na ordem dos 4500 milhões de euros, dos quais 1900 milhões de euros são inerentes ao sistema primário (barragens, açudes, estações elevatórias e adutoras) ao longo do Tejo.

- Publicidade -

Na sessão, que contou com a presença de cerca de três dezenas de cidadãos, foram debatidas as múltiplas questões ligadas ao Tejo, ao ambiente, à água, à agricultura, conectividade fluvial, fauna e flora, entre outros, que o “Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste” implica, numa sessão que contou com Pedro Cunha Serra (Engenheiro e Mestre em Engenharia Civil), Pedro Soares, (Deputado do BE e presidente da Comissão de Ambiente da AR), e Domingos Patacho (Engenheiro Florestal e membro da Quercus) como oradores convidados.

BE promoveu em Abrantes um debate sobre o tema “Projeto Tejo, um novo Alqueva para o Ribatejo?”. Foto: mediotejo.net

- Publicidade -

Associado à rega de uma vasta área do território nacional, à sua drenagem, ao controlo das cheias e ainda ao controlo da cunha salina que sobe sobre o rio Tejo acima nos períodos mais secos, o projeto aponta para a navegabilidade do rio Tejo, com as vantagens daí decorrentes, nomeadamente ao nível do turismo, do lazer, da pesca, da aquacultura e do transporte fluvial, entre outros. Mas, se apresenta pontos aparentemente positivos, também apresenta alguns inconvenientes, como foi salientado na sessão, inconclusiva, e onde o deputado Carlos Matias acabou por considerar ao mediotejo.net a necessidade de promover mais debates do género junto das comunidades ribeirinhas.

O projeto pretende equipar com um sistema de rega em pressão e distribuição a pedido, “uma área que poderá ir até aos 300.000 hectares, dos quais 260.000 hectares, no Vale do Tejo, e 40.000 hectares na região Oeste, integrando e modernizando, caso os mesmos o pretendam, os regadios coletivos já existentes, nomeadamente, Sorraia, Lezíria Grande, Carril, Alvega, Cela, Alvorninha, Sobrena, Óbidos e Liz”.

Além disso, está prevista também a construção de novas barragens, nos rios Ocreza (Alvito), Ponsul e outros, além de vários açudes no Tejo.

Foto: mediotejo.net

O investimento global rondará aproximadamente 4500 milhões de euros, dos quais 1900 milhões de euros são inerentes ao sistema primário (barragens, açudes, estações elevatórias e adutoras), 2090 milhões de euros aos sistemas secundários (estações elevatórias e redes de rega) e 420 milhões de euros para sistemas complementares (drenagem, viário, elétrico e outros).

A sessão, animada, discutida e participada, teve como moderador o vereador do BE na Câmara de Abrantes, Armindo Silveira, e o encerramento ficou a cargo do deputado do BE eleito pelo distrito de Santarém, Carlos Matias.

Foto: mediotejo.net

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome