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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Abrantes | BE antinuclear quer “fechar Almaraz e todas as demais” (C/VIDEO)

“Fechar Almaraz e todas as demais” foi o mote para uma sessão que o BE realizou na sexta feira, dia 26 de maio, em Abrantes, na sede da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, iniciativa integrada numa série de eventos organizados pelo Bloco de Esquerda e por diversos movimentos e associações um pouco por todo o país, tendo como “pano de fundo” o encerramento da Central Nuclear de Almaraz e todas as outras que estão em solo espanhol. A sessão serviu igualmente para divulgar a manifestação internacional antinuclear e em defesa das energias renováveis que vai ocorrer dia 10 de junho, em Madrid.

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Do programa constou a projeção de um documentário de cerca de 15 minutos sobre o drama de Chernobyl e depois seguiram-se os convidados que abriram um espaço de informação e debate, tendo participado Armindo Silveira, coordenador do Bloco Esquerda de Abrantes (moderador), Jorge Costa, deputado do Bloco de Esquerda (orador), e António Eloy, Fapas/MIA (orador).

Abrantes l BE em sessão sobre Almaraz

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 26 de Maio de 2017

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Armindo Silveira disse ser “incompreensível” o aval das autoridades portuguesas à construção de um armazém para resíduos na central nuclear de Almaraz, com base em “estudos alheios”, elaborados pelas entidades espanholas e salientou que “as autoridades portuguesas não foram envolvidas na avaliação de impacte transfronteiriço resultante da construção do ATI (Armazém Temporário Individualizado), processo que foi contestado pelo Governo português, mas que teve uma “evolução incompreensível por parte das autoridades portuguesas”.

Silveira, coordenador do BE de Abrantes, vincou que a questão principal relacionada com o ATI é que a sua construção servirá apenas para prolongar a vida da central de Almaraz, exponenciando todos os riscos que, sendo reconhecidos no relatório, não são considerados na avaliação”.

“Seja através de associações, movimentos ou partidos políticos, o problema do nuclear na península ibérica ganhou novos contornos com o prolongamento do funcionamento da Central de Almaraz, com o início da construção de um Armazém para Resíduos Nucleares também em Almaraz e com o processo de reabertura de Central de Garona, num plano do Governo de Espanha e do lobby pró-nuclear para prolongar o parque de centrais nucleares existente em Espanha pelo menos até aos 60 anos”, defendeu o dirigente político.

Armindo Silveira defendeu “não existir tecnologia que possa reconverter, tratar e minimizar o resíduos nucleares resultantes” desta atividade.

“O seu armazenamento em grutas, minas abandonadas ou no fundo do mar são um perigo que se prolonga por milhares de anos. Perante este facto, não podemos ignorar que hoje já existe instalado um parque considerável de energias limpas e renováveis. A sua expansão será tanto mais ou menos consoante as apostas dos governos”, afirmou.

A sessão de sexta-feira em Abrantes serviu igualmente para divulgar a manifestação internacional antinuclear e em defesa das energias renováveis que vai ocorrer dia 10 de junho, em Madrid, e que junta na mesma causa associações, movimentos, partidos políticos e cidadãos comuns. Em Abrantes estão abertas inscrições para quem queira integrar um autocarro para participar na manifestação ibérica antinuclear.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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