Abrantes | BE alerta para incumprimento da lotação nos autocarros

Lugares completamente ocupados e autocarros que não vão a todas as paragens. O alerta foi deixado pelo vereador Armindo Silveira em reunião de Câmara de Abrantes a 27 de outubro. A autarquia admite contactar a Rodoviária do Tejo no sentido de ultrapassar estas questões.

Já não é a primeira vez que a questão da lotação dos autocarros vem a reunião do executivo municipal de Abrantes, com os vereadores da oposição a referir autocarros que “trariam alunos a mais”.

Desta vez, na reunião de 27 de outubro, o vereador do Bloco de Esquerda expôs que existem autocarros que continuam ainda a vir “com os lugares sentados completamente ocupados”, nomeadamente nos percursos Vale das Mós – Abrantes e Tramagal – Abrantes, bem como em autocarros urbanos. Situação que, alerta, “não permite cumprir minimamente o distanciamento físico entre os utentes”.

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“Esta situação, por muito que se queira evitar, ela acontece”, sublinhou o vereador Armindo Silveira, que referiu a possibilidade de vir a existir uma declaração a elucidar que o distanciamento físico não existe dentro do autocarro.

 

A este respeito, o vereador do PSD, Rui Santos, interveio para dizer que, apesar de neste momento existir uma legislação acerca dos transportes, por via da pandemia de Covid-19, os lugares que existem nos autocarros “não são só os lugares sentados”. Rui Santos diz que tem vindo a acompanhar a situação e que “está tudo a ser respeitado dentro daquilo que são as normas do Covid-19”.

Rui Santos, vereador do PSD, e Armindo Silveira, vereador do BE. Foto: mediotejo.net

Outra questão levantada pelo vereador do Bloco de Esquerda é a do incumprimento de percursos por parte de autocarros, especialmente entre São Facundo e Vale das Mós. Diz Armindo Silveira que existem relatos de “autocarros da Rodoviária do Tejo que não estão a cumprir os percursos na totalidade”, nomeadamente em aldeias onde existem diversas paragens e em que “optam pelo caminho mais curto deixando os utentes a centenas de metros das paragens de origem”.

Por outro lado, “já várias pessoas ficaram à espera do autocarro e ele não aparece”, disse o vereador em reunião de Câmara, dando o exemplo relativo a São Facundo em que existem três paragens – uma no caminho para a Bemposta, outra no caminho para Abrantes e uma terceira no centro da aldeia – e em que o autocarro vai apenas a uma das paragens.

 

Em resposta às questões levantadas pelo vereador do Bloco de Esquerda, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), deu conta de que a autarquia irá efetuar “todas as diligências com a Rodoviária do Tejo” no sentido de ultrapassar qualquer dificuldade existente.

Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos. Foto: mediotejo.net

Ainda relativamente à temática do distanciamento social em consequência das medidas de segurança face à propagação da Covid-19, o vereador Rui Santos (PSD) deixou nesta reunião de Câmara uma preocupação relativamente aos aglomerados de alunos à entrada das escolas.

“Não podemos ter os nossos alunos nas escolas com máscara, a respeitar todos os planos que foram implementados e depois, quando saem do portão para a rua, ter um aglomerado de mais de 100 alunos juntos das paragens”, constatou.

Admitindo que tal “não pode acontecer”, Rui Santos deixou a sugestão ao executivo municipal de se colocar agentes da PSP nos horários nobres junto das paragens, não com o intuito de multar mas de ter um “papel dissuasor para que estas situações não venham a acontecer no futuro”.

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Ana Rita Cristóvão
Quando era pequena, passava os dias no campo a fazer de conta que apresentava o telejornal. Rumou à capital para se formar em Jornalismo e foi aí que se apaixonou pela rádio. Gosta de abraços e passa horas a ouvir as histórias dos mais antigos. É fã de chocolate, caminhadas sem destino e praias fluviais.

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