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Terça-feira, Outubro 26, 2021

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Abrantes | Bancada do PSD vota contra Prestação de Contas de 2016

A bancada municipal do PSD votou contra o relatório de Prestação de Contas de 2016, o ponto quarto da ordem de trabalhos da passada sessão de assembleia municipal. O ponto foi aprovado por maioria com 4 votos contra do PSD e 9 abstenções (1 CDS-PP, 3 PSD, 4 CDU, 1 BE). Diogo Valentim, deputado municipal do PSD, afirmou na sua intervenção que o documento “é o espelho da gestão política do executivo socialista na qual o PSD não se revê”. Recorde-se que em reunião de executivo camarário, também a vereadora do PSD, Elza Vitório, havia votado contra este documento, tendo apresentado declaração de voto que a bancada subscreveu “na íntegra” na passada sessão de assembleia.

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O deputado Diogo Valentim referiu que “continuam a existir algumas dúvidas sobre a gestão da autarquia e sobre os critérios de distribuição dos recursos financeiros”, entendendo ainda que “existem situações que devem ser clarificadas” entre as quais a dívida total das entidades participadas pela autarquia. Relembrando o controlo da Tagusvalley com cerca de 94,92% e da A.Logos com 96,92%, e recordando a injeção de 690 mil euros na primeira empresa referida, Diogo Valentim frisou que estes são motivos suficientes para que os membros da assembleia “acompanhem a evolução desta entidade”.

“Confirma-se a existência de um triângulo amoroso entre o município, os SMA e a A.Logos”, afirmou o deputado do PSD, indicando que as principais entidades a solicitar serviços à empresa são os SMA com 255 mil euros, Águas do Ribatejo com 217 mil euros e a CM Abrantes com 73 mil euros, dizendo que perante estes valores “é compreensível a sustentabilidade desta entidade porque para além das unidades de participação que o município adquire, ainda sustenta a entidade através da contratação de serviços por parte do município e dos SMA”, disse.

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Diogo Valentim aproveitou ainda a ocasião para interrogar a autarca Maria do Céu Albuquerque se a autarca já tinha conhecimento dos problemas de poluição do rio Tejo, “mais precisamente na zona do Aquapolis”, tendo a CMA contratado os serviços da empresa para controlo das águas das piscinas municipais e de Tramagal, bem como das águas do rio Tejo junto ao Aquapolis. “O que é que os relatórios das análises apresentaram sobre esta matéria?”, perguntou, querendo ainda saber se a autarca “consegue garantir a isenção deste serviço por parte da A.Logos, tendo em conta que estamos perante uma subordinada da CMA?”.

O segundo motivo que levou a bancada a votar contra o documento prende-se também com as transferências de capital correntes ou por administração direta às freguesias, onde as críticas também se fizeram notar ao atual executivo.

Foto: mediotejo.net

Segundo o deputado social-democrata “o ano 2016 é o reflexo da injustiça, da discriminação, da falta de equidade e do desprezo que os sucessivos executivos socialistas têm votado determinadas freguesias, exceto 11, algumas que têm a mesma cor política e o número de eleitores mais considerável”, acusou. Mais acrescentou que a freguesia de Abrantes “tem sido beneficiada no ano 2016” em relação às restantes freguesias.

Falta de visão estratégica, falta de capacidade de planeamento e falta de capacidade de criação de qualidade de vida foram algumas das críticas apontadas ao atual executivo socialista da CMA, tendo também Diogo Valentim feito notar que o concelho funciona “a dois tempos”, com “uma freguesia urbana com investimento, com pessoas, alguma dinâmica, apesar do abandono e desertificação do centro histórico e por outro lado freguesias rurais em modo de sobrevivência, amorfas, velhas, vazias de pessoas mas com muito alcatrão em final de mandato”.

Também as tarifas de água e resíduos sólidos mereceram atenção da parte da bancada do PSD, que tal como Elza Vitório, vereadora do PSD no executivo camarário referiram que em análise ao relatório de contas dos SMA, se verificou “que se perspetiva por parte do PS, uma atualização das tarifas de águas e resíduos sólidos, tendo em conta, e passamos a transcrever, “que a manutenção do equilíbrio económico-financeiro tem sido conseguido num contexto de não aumento de tarifas (cinco anos nas tarifas de água e 3 anos nas tarifas de resíduos sólidos urbanos). Não obstante o exposto, terá de ser equacionado a curto prazo a atualização tarifária, nomeadamente, no setor dos resíduos sólidos urbanos, para equilibrar o seu resultado de exploração, de modo a que este não provoque uma degradação progressiva da situação económica/financeira dos SMA e consequentemente da qualidade dos serviços prestados”, lê-se na declaração de voto da vereadora do PSD, que a bancada subscreveu e que Diogo Valentim pediu que fosse colocada em anexo à sua intervenção.

Deste modo, o PSD pretende que “os munícipes também não sejam surpreendidos com um aumento repentino das tarifas, caso o PS vença as eleições autárquicas”, lê-se no mesmo documento.

Justificando o sentido de voto da bancada, Diogo Valentim referiu que se deve à “falta de transparência no que diz respeito às entidades participadas, pela discriminação financeira existente entre freguesias e pela diminuição dos resultados líquidos do exercício tanto na Câmara Municipal de Abrantes como nos Serviços Municipalizados de Abrantes”, acrescentado que “este documento é o espelho da gestão política do executivo socialista na qual o PSD não se revê”.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM Abrantes, dirigiu-se a Diogo Valentim dizendo que “é preciso não ser incoerente, porque por um lado achamos que se faz pouco para se atrair investimento, fixar mais pessoas e para tender a inverter a situação”, respondendo às críticas do deputado sobre falta de visão estratégica. “Não lhe fica bem sequer pôr em causa a isenção do laboratório [A.Logos]”, afirmou a autarca.

Foto: mediotejo.net

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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