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Domingo, Agosto 1, 2021

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Abrantes | Autárquicas 2017 geram ruturas e demissões no PSD

O PSD de Abrantes vive dias conturbados após um inesperado pedido de demissão da vereadora Elza Vitório, única eleita pelo PSD para a Câmara Municipal, do cargo que ocupava como vice-presidente na mesa da Assembleia de Secção do partido. A independente Margarida Togtema, líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal de Abrantes, por sua vez, assume a “rutura total” com a Comissão Política Concelhia do partido, e outros dirigentes e eleitos pelo PSD manifestam-se publicamente e nas redes sociais no mesmo sentido. Armando Fernandes, histórico militante, diz que os “trânsfugas” queriam outro nome a concorrer à Câmara, que não o de António Castelbranco, e desafia os descontentes a candidatarem-se por uma lista independente.

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Em declarações ao mediotejo.net, Elza Vitório, militante do PSD desde 1991, disse que entregou o pedido de demissão no passado dia 21 de outubro por “não se rever nos princípios e nos valores que têm vindo a ser seguidos relativamente às autárquicas de 2017”, e em que o arquiteto António Castelbranco é nome anunciado como candidato pelo PSD.

“Não me revejo na candidatura e não estarei envolvida nas autárquicas do próximo ano”, disse a dirigente do PSD, tendo feito notar que terminará “com gosto, empenho e lealdade aos eleitores e ao PSD” o mandato para o qual foi eleita. A partir de 2017, afirmou, regressa à condição de militante do partido.

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A independente Margarida Togtema, líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal de Abrantes, questionada sobre a sua relação com a Comissão Política concelhia disse existir uma “rutura” total”, tendo remetido para “mais tarde” esclarecimentos sobre a sua posição.

Apesar da “rutura” com a Comissão Política, Margarida disse que vai continuar a ocupar o lugar para o qual foi eleita. “O meu compromisso é servir Abrantes e os abrantinos. Para ser coerente, continuo”, afirmou.

Questionado pelo mediotejo.net, Rui Santos, presidente da concelhia de Abrantes do PSD disse que a mesma irá reagir em comunicado a emitir esta semana, sobre este e outros assuntos, não tendo adiantado se vai retirar a confiança politica à líder da bancada na Assembleia Municipal.

Quem o defende é, no entanto, o histórico militante da seção de Abrantes, Armando Fernandes, também delegado à Assembleia Distrital de Santarém do PSD.

“Margarida Togtema pensou que ia ser candidata pelo partido e quando a panela dos interesses enche deita a água cá para fora. Se cortou relações com a Comissão Política, quem representa na Assembleia Municipal? Se for coerente, sai da Assembleia, até porque está como independente e eu acho que a Comissão Política devia retirar-lhe a confiança política”, disse Armando Fernandes.

Segundo aquele militante, “os “trânsfugas” devem agora apresentar-se com listas de independentes, de Rio de Moinhos à Câmara Municipal”.

“Tudo isto decorre da escolha do candidato. As pessoas têm ambições e houve uma série de equívocos, entre quem pensou que podia ser candidato e quem efetivamente é. Em sede de plenário só houve um voto contra. Em Abrantes estes equívocos não de agora, com meias verdades, distorções e falatórios. E surpreende-me o erro tático destas pessoas, a tanto tempo das eleições. Para o PSD acaba por ser bom porque vamos a tempo de corrigir distorções e para que a equipa se concentre em torno do que é essencial que é candidatura de António Castelbranco e a oposição ao PS”, defendeu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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