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Abrantes | Autarquia espera reposição de médico em Alvega dentro de semanas

A falta de médico de saúde familiar no posto de saúde de Alvega foi tema de reunião de executivo de Abrantes. O presidente deu conta de ter recebido um comunicado da diretora do ACES do Médio Tejo sobre a aposentação da única médica que trabalhava naquele serviço. Garantiu que a Câmara, em conjunto com o ACES, “trabalha para uma solução” esperando que aconteça nas próximas semanas, revelando “maiores dificuldades” por causa da situação epidemiológica.

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Tal como o mediotejo.net noticiou o posto de saúde da freguesia de Alvega e Concavada (Abrantes) está desde o dia 1 de abril sem médico de saúde familiar. A única médica que prestava serviço naquele posto de saúde aposentou-se e os utentes da freguesia terão de se dirigir à sede da Unidade Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Abrantes, segundo disse ao mediotejo.net fonte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Relativamente à atual inexistência de um médico de saúde familiar na União de Freguesias de Alvega e Concavada o vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, considerou que “a situação merece uma profunda e critica análise”

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Afirma ser de difícil compreensão “sabendo-se atempadamente” da aposentação da médica, não ter sido “colmatada essa saída?” interroga observando que a Câmara de Abrantes é “parceiro na organização dos cuidados de saúde primários”, embora reconhecendo constrangimentos tendo em conta a pandemia.

Além disso questionou se Alvega “é ou não um pólo da Unidade de Saúde Familiar Beira Tejo. Recordou que aquando da inauguração dessa USF a 13 de março 2019 “foi afirmado que toda a zona sul do concelho de Abrantes iria ser parte integrante da referida USF”.

O vereador do BE acrescentou que, inclusivamente, o site oficial do Município de Abrantes anuncia que “nos casos onde não exista médico de família, a Câmara anunciou um reforço de serviço de transporte a pedido para que os utentes se possam deslocar à USF do Rossio”.

Manifestando igual incompreensão sobre a razão que leva agora os utentes de Alvega e Concavada a deslocar-se à sede da Unidade Cuidados de Saúde Personalizados em vez de se deslocaram à USF Beira Tejo.

Define a situação como “preocupante” dando conta que em Alvega, tal como em outras localidades do concelho de Abrantes, designadamente Vale das Mós, “a falta de médicos levou a que utentes do concelho de Abrantes se deslocassem para os concelhos vizinhos, no caso de Alvega para Gavião e de Vale das Mós para Ponte de Sor”.

Armindo Silveira considera ser “uma situação que debilita algumas aldeias e debilita” o território quando pessoas residentes no concelho de Abrantes têm de socorrer-se dos concelhos vizinhos “para satisfazerem as suas necessidades ao nível dos serviços públicos”, afirmou, dando ainda exemplos de residentes em Barrada que se deslocam ao médico em Rio de Moinhos e de São Facundo a Alferrarede.

O vereador do BE reconhece igualmente que “o trabalho feito acabou por trazer médicos de família a uma parte importante da população que não tinha, mas muito desse retorno também foi feito à custa das deslocações para fora das suas freguesias de muitos utentes”.

ÁUDIO: ARMINDO SILVEIRA, VEREADOR DO BLOCO DE ESQUERDA:

 

Ao nosso jornal a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo assegurou que “o ACES do Médio Tejo e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo estão a envidar todos os esforços para resolver a situação tão rápido quanto possível” para recolocação de um médico.

Acrescenta que “até à substituição da médica” os utentes do Pólo de Saúde de Alvega “continuarão a ter assegurados os cuidados médicos na sede da Unidade Cuidados de Saúde Personalizados Abrantes, que funciona de segunda a sexta-feira, no período da tarde”.

Quanto aos cuidados de enfermagem a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo assegura que “manter-se-ão no Pólo de Saúde de Alvega”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Ainda relativamente aos cuidados de saúde, Armindo Silveira deu conta que o serviço de tratamento do pé diabético existente no centro de saúde de Abrantes foi desativado.

“Existe sala, existe material e disponibilidade de duas enfermeiras para prestar este serviço […] tendo em conta que essa informação foi prestada por uma senhora enfermeira que prestava esse serviço, esta situação é de uma gravidade extrema pois pode trazer consequências nefastas para os doentes com diabetes, podendo levar à amputação”, disse.

ÁUDIO, ARMINDO SILVEIRA, VEREADOR DO BE:

Em resposta, o presidente da Câmara considerou importante comunicar à autarquia se “algum cidadão ficar fora” da rede de cuidados de saúde primários. E sublinhou que atualmente “temos muito mais cidadãos com médico de família do que tínhamos há meia dúzia de anos. Temos médicos de família com muito maior abrangência na nossa comunidade”.

Quanto à recolocação de um médico de saúde familiar no posto de saúde de Alvega e Concavada, Manuel Jorge Valamatos (PS) disse “falar com a entidade responsável pela questão da reposição dos médicos, que é o ACES do Médio Tejo, e estou a falar permanentemente com a Drª Diana Leiria para resolvermos a situação. A Câmara está disponível para colaborar na resolução do problema”, garantiu, sem explicar o motivo dos utentes de Alvega não poderem deslocar-se à USF Beira Tejo, no Rossio.

ÁUDIO, MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Quanto à extinção do serviço de tratamento do pé diabético assegurou desconhecer, acreditando que tal extinção poderá estar ligada à pandemia de covid-19 e garantiu levar à próxima reunião de Câmara “informação mais detalhada”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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