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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Abrantes | Autarquia entregou “contributos” ao Governo para futuro da Central do Pego (C/ÁUDIO)

A Câmara Municipal de Abrantes reuniu com técnicos da Secretaria de Estado da Energia para debater o processo de concurso público para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego. O presidente do município, Manuel Jorge Valamatos, disse hoje ao mediotejo.net que, no âmbito da criação de um caderno de encargos, a autarquia enviou esta semana através de ofício “pontos” considerados pertinentes – mas que neste momento estão em processo confidencial.

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O presidente da Câmara Municipal de Abrantes reuniu na semana passada com elementos da Secretaria de Estado da Energia, “uma reunião técnica, na sequência de várias reuniões que tivemos com o sr. secretário de Estado João Galamba, para analisar o caderno de encargos para este concurso”, onde também compareceram representantes da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e do sindicato dos trabalhadores da Central Termoelétrica do Pego, explicou ao nosso jornal Manuel Jorge Valamatos.

O convite surgiu do Secretário de Estado da Energia, João Galamba e foi enderaçado à autarquia, à CIMT e a representantes dos trabalhadores da Central Termoelétrica do Pego, para integrarem “uma equipa”, no sentido da “construção de um caderno de encargos” para o concurso público da reconversão da Central do Pego, que será lançado brevemente.

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A Secretaria de Estado fez chegar um documento “de análise, confidencial” a esse “grupo de trabalho”, sobre “as linhas mestres deste trabalho que tem de ser feito”, adiantou Manuel Jorge Valamatos.

O presidente do município de Abrantes deu ainda conta de ter reunido esta semana com a CIMT para “analisar” o que entendem ser “pontos críticos e sensíveis” deste processo. “Enviámos ontem os nossos contributos e este trabalho vai ter continuidade”, disse, indicando existirem “duas ou três questões fundamentais”.

Acrescentou que os autarcas de Abrantes, bem como do Médio Tejo, querem “um grande projeto” para a Central Termoelétrica do Pego, uma estrutura que, em matéria de produção de energia é “muito relevante” para a região e para o País. “Queremos que novo projeto mantenha e garanta os postos de trabalho existentes bem como que a sede social desta nova entidade gestora deste ponto de injeção esteja em Abrantes, na nossa região. E que o projeto tenha uma dinâmica económica forte quer para Abrantes quer para a região”.

Manifestou-se “otimista”, tendo em conta a relevância do ponto de injeção na rede elétrica. “É muito valioso. Estamos muito esperançados que possamos ter aqui um grande projeto de desenvolvimento económico. Parece-nos estarem reunidas as condições”, considerou.

Assim, a autarquia de Abrantes apontou “um conjunto de intenções, de preocupações” e agora está “à espera de reagendar uma nova reunião”, para abordar todos os pontos enviados, #de forma oficial”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES

No início de junho, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Pedro Matos Fernandes, confirmou ao mediotejo.net que, perante o desacordo entre os principais acionistas da Tejo Energia, seria perdido o direito ao ponto de injeção à rede elétrica, o qual seria atribuído por concurso público em setembro.

Questionado se o processo de reinicio de atividade decorre ainda em 2021, o autarca nota que tais processos “são demorados”, mas deseja que o processo “possa acontecer o mais rápido possível”, um aspeto que afirma ter deixado “bem vincado”.

“É evidente que estamos sujeitos a regulamentos, normas, procedimentos, mas desejamos que este concurso esteja na rua, aberto, o mais rápido possível”, disse Manuel Jorge Valamatos. 

Ao nosso jornal, o Ministério do Ambiente reiterou, na semana passada, a intenção de avançar com o procedimento ainda em setembro.

A Endesa pretende apresentar-se sozinha no concurso público para a futura exploração, como revelou em entrevista ao mediotejo.net o presidente da empresa espanhola, havendo também essa intenção anunciada pela Trust Energy, acionista maioritário do consórcio que até agora geria com a Endesa a última Central a carvão do país, e que será desativada em novembro deste ano.

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A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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