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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Abrantes | Autarquia aprova projeto para Museu de Arte Contemporânea – Pólo 2

A presidente da Câmara de Abrantes apresentou na quinta-feira, em reunião de Executivo, o projeto base de instalação do Museu de Arte Contemporânea – Pólo 2. Uma intervenção de um milhão de euros de investimento no edifício do antigo Quartel dos Bombeiros de Abrantes, numa área de 1500 metros quadrados, com 540 dias de obra. O projeto foi aprovado pela maioria socialista com duas abstenções dos vereadores do Partido Social Democrata (PSD e do Bloco de Esquerda (BE).

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Trata-se da “reabilitação e ampliação da atual Galeria Municipal de Arte de Abrantes mantendo a funcionalidade do edifício pré-existente não só ao nível do espaço expositivo mas também da casa do comandante que é a residência artística” explicou Maria do Céu Albuquerque. A intervenção pretende criar “o reforço da centralidade e a projeção externa do centro histórico de Abrantes”.

A intenção da CM é “reabilitar e ampliar o edifício do Quartel dos Bombeiros nas suas novas funções, criar condições para a coleção de arte contemporânea de autores muito relevantes no contexto artístico português do século XX e XXI” acrescentou.

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Maria do Céu Albuquerque apresentou o projeto e para além dos espaços expositivos interiores, para acolhimento de exposições de caráter temporário, o edifício será dotado no piso menos 1 de um átrio, um bengaleiro de apoio, uma aérea expositiva de construção nova, secretariado, copa, arrumos, vestiários e zona de segurança. No piso zero a zona expositiva já existente, ou seja a atual galeria, casas de banho, uma zona de passagem para a zona nova e estruturas de apoio. No piso 1, a zona do antigo bar dos bombeiros continua enquanto espaço expositivo e uma zona de passagem para um novo espaço expositivo a construir.

“Com base na aprovação do projeto base submeteremos imediatamente a candidatura para obtermos o financiamento”, disse a autarca referindo-se a fundos comunitários. A candidatura “já está pré aprovada no âmbito do acordo que assinámos e estamos em condições de avançar para a fase seguinte e depois lançar no primeiro semestre do próximo ano o concurso público de construção da obra”, acrescentou Maria do Céu Albuquerque, referindo-se ao passo administrativo que antecede o concurso público para realização da obra que terá para esse efeito um custo base fixado em cerca de 1 milhão de euros. O prazo previsto de execução da obra é de 540 dias.

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O conceito deste espaço não permite “uma exposição em permanência. A coleção é muito grande, cerca de 1500 peças de arte contemporânea portuguesa do último século e do atual. Vamos criar condições para ter exposições ao longo do ano. Toda a galeria é polivalente” explica a presidente.

Uma nova filosofia de gestão para a Galeria Municipal de Arte (no antigo Quartel de Bombeiros) que, depois de 20 anos ao serviço da valorização das artes e da qualificação de públicos em Abrantes, passou a acolher permanentemente a Coleção Figueiredo Ribeiro, durante pelo menos dez anos, pela primeira vez disponibilizada a partir da cidade de Abrantes.

Fernando Figueiredo Ribeiro decidiu há quatro anos tornar pública a sua coleção, para tal enviou 24 cartas para localidades que distassem até um máximo de hora e meia de Lisboa. Abrantes ganhou a corrida, assinando um contrato de comodato de dez anos que pode ou não renovar-se. Em 2018 iniciarão as obras de ampliação e o Pólo 2 do Museu de Arte Contemporânea de Abrantes terá 1500 metros quadrados de área.

Maria do Céu Albuquerque considera que “todos ganham” com esta instalação mesmo sendo uma parceria publico-privada “torna acessível a todos a arte contemporânea”. O vereador do BE, Armindo Silveira, opta pela abstenção aproveitando o momento para dizer que “é com alguma amargura que tomamos esta posição” justificada com “a não envolvência dos partidos”. A presidente discorda dizendo que “o vereador não se envolveu porque não quis” garantindo que o protocolo foi discutido na Câmara Municipal. Também o vereador do PSD, Rui Santos, optou pela abstenção.

A obra será apoiada com verbas dos fundos comunitários do Portugal 2020, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a Regeneração Urbana.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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