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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Abrantes | Autarcas, ministros e ambientalistas de mãos dadas pela recuperação do Tejo (C/VIDEO)

O auditório do Parque Tejo, em Abrantes, encheu este sábado, dia 27, para uma reflexão e debate em torno do Rio Tejo, sobre a recuperação do Tejo e dos seus afluentes, tendo o tema unido autarcas, ministros, ambientalistas e cidadãos. O próprio ministro do Ambiente acabaria a elogiar o trabalho desenvolvido pelo Movimento pelo Tejo – proTEJO, e por Arlindo Marques, conhecido como o guardião do rio, tendo afirmado que o trabalhado efetuado pela Ministério e demais parceiros, nos últimos três anos, já permite ter uma boa história para contar.

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Organizado pelo ProTEJO – Movimento pelo Tejo, município de Abrantes e Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), o seminário “Tejo Vivo – Seminário para a Recuperação do Rio Tejo e seus afluentes”, juntou oradores, técnicos e especialistas, num debate alargado com a plateia sobre a problemática da disponibilidade, acessibilidade e escassez de água na bacia hidrográfica do Tejo, o regime de caudais e ao estado ecológico na Convenção de Albufeira, a escassez de água na bacia do Tejo em situação de seca periódica e alterações climáticas.

Autarcas, ministros e ambientalistas de mãos dadas pela recuperação do Tejo. Foto: mediotejo.net

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O seminário foi muito participado tendo juntado na mesma sala, ambientalistas, autarcas, técnicos, empresários, movimentos associativos. A sessão de abertura esteve a cargo do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e da presidente da Câmara de Abrantes e do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque.

A autarca lembrou ter assinalado no sábado anterior nove anos sobre a sua primeira eleição para presidente de Câmara tendo referido que o atual ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, veio mais vezes a Abrantes nestes últimos anos do que todos os outros ministros, somados. Maria do Céu Albuquerque elogiou a boa disposição do governante e o seu “compromisso e empenho” num problema de quantidade e qualidade da água” no Tejo, e cuja solução, afirmou, “ultrapassa o limite administrativo de cada concelho, de cada região e do próprio país”.

A sessão de abertura esteve a cargo do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e da presidente da Câmara de Abrantes e do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque. Foto: mediotejo.net

A presidente lembrou ainda os problemas da qualidade da água, em que Abrantes foi exemplo pelo episódio ambiental negativo em que o Tejo se apresentou durante dias com água turva, com cheiro e um grande manto de espuma branco, e pela menor quantidade, com grandes oscilações do caudal do rio, exemplificando com a falta de água em redor do Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, monumento que chegou a deixar de estar isolado numa ilhota, para espanto das suas gentes e dos próprios turistas.

“O rio Tejo, hoje, volta a ser o rio mais belo que passa na minha aldeia”, comentou Céu Albuquerque, relativamente à melhoria da qualidade de vida do Tejo. “Finalmente podemos aspirar a uma qualidade de água que estava completamente diferente há dois anos a esta parte”, regozijou-se, tendo sublinhado que a CIMT “não foi indiferente a este problema” e que tudo se fez para se poder ter um rio que todos desejamos e merecemos”, concluiu, antes de passar a palavra ao ministro do Ambiente, que aceitou o convite do proTEJO para participar na sessão.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes e do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Foto: CM ABT

“Entre o primeiro em que aqui estive e o dia de hoje foram feitas 13 mil análises no rio Tejo, e acho que essa é que é a primeira grande diferença”, começou por destacar o ministro do Ambiente, não sem antes ter dirigido umas palavras elogiosas ao proTEJO e ao ambientalista Arlindo Marques, palavras que viria a reiterar no final da sua intervenção.

“Hoje conhecemos melhor o Tejo. Temos mais informação e temo-la numa base diária, proveniente da monitorização e amostradores que funcionam em contínuo e que irão emitir alertas para a Administração e, desta forma, permitir uma atuação mais célere e eficaz”, destacou João Matos Fernandes, dando conta que a rede de estações de monitorização do Tejo é hoje constituída por 16 pontos de amostragem.

O auditório do Parque Tejo, em Abrantes, encheu este sábado, dia 27, para uma reflexão e debate em torno do Rio Tejo. Foto: mediotejo.net

“Desde 24 de janeiro, realizámos mais de 13 mil análises a sete parâmetros indicadores de qualidade da água superficial”, disse o governante, referindo que “os resultados obtidos, até ao momento, são claramente positivos” e dando nota, no entanto, que problemas de qualidade podem sempre ocorrer mas frisando que hoje, fruto de maior conhecimento e acompanhamento, é possível “antecipar episódios de poluição e assim atuar de uma forma preventiva face aos riscos que forem sendo identificados”.

“Terminamos com sucesso, no passado dia 13 de outubro, mais uma etapa da intervenção de limpeza o fundo do rio Tejo, relativa aos trabalhos de recolha, transporte e encaminhamento das lamas a destino final adequado”, destacou, tendo afirmado que os resultados “não me poderiam deixar mais satisfeito”, com remoção de cerca de 94.000 m3 de água + lamas, com percentagens de eficiência de remoção superior a 90%.

”Fizemos e fizemos bem. Demonstramos que Portugal dispõe de entidades com reconhecida capacidade técnica, capazes de construírem soluções inovadoras para lidar, de forma eficaz e eficiente, com eventos de poluição”, frisou, dando conta que “segue-se, agora, a fase de reposição das condições de referência do terreno utilizado e de recuperação ambiental da zona intervencionada, mediante acordo da proprietária”, e cujo projeto de requalificação paisagística e ambiental já mereceu parecer favorável do ICNF.

A sessão de abertura esteve a cargo do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes. Foto: CM ABT

O Ministro do Ambiente e da Transição Energética disse ainda estarem previstos uma série de investimentos no âmbito do POSEUR, através da aprovação de 74 candidaturas para infraestruturas de saneamento, que correspondem a um investimento total de 73 milhões de euros, e que para os próximos três anos, entre 2018 e 2021,no âmbito do plano de ação “Tejo Limpo” será efetuado um investimento de aproximadamente 3,5 milhões de euros para “desenvolver e testar um modelo desconcentrado de gestão, assente na proximidade”.

A APA (com um financiamento de 2,6 milhões de euros) e a IGAMAOT (com financiamento de 800 mil euros) serão protagonistas deste plano de ação e em que um dos objetivos principais é criar uma plataforma eletrónica única para a gestão do Tejo e dos seus afluentes, em termos quantitativos e qualitativos, que permita a interligação dos dados disponíveis para as entidades fiscalizadoras e de inspeção.

O auditório do Parque Tejo, em Abrantes, encheu este sábado para uma reflexão e debate em torno da recuperação do Tejo e dos seus afluentes. Foto: mediotejo.net

Nesta nova fase, “após revisão das licenças de descarga dos operadores localizados na bacia do Tejo, foram emitidas 12 novas licenças, 5 para unidades industriais e 7 para ETAR, e está em fase de ultimação o TURH de uma outra unidade industrial, a Caima”, referiu, tendo dado conta que, “até ao final do ano, a APA procederá à revisão dos títulos de utilização de recursos hídricos de outras 24 instalações”.

“Fizemos, mudámos e mãos faremos em prol da recuperação do Tejo. Não me enganei quando um dia disse que a impunidade tinha terminado no Tejo – e posso garantir-vos que não parou a nossa vontade e determinação em a impedir”, concluiu.

Autarcas, ministros e ambientalistas de mãos dadas pela recuperação do Tejo. Foto: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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