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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Abrantes | Associação Comercial e Empresarial celebrou centenário e apresentou nova imagem

A Associação Comercial e Empresarial de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei celebrou 100 anos de atividade esta sexta-feira – foi fundada a 16 de julho de 1921. Na cerimónia solene, que decorreu em Abrantes, apresentou o novo logotipo e os objetivos para o futuro.

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Corria o longínquo ano de 1921 quando um grupo de ilustres lojistas abrantinos organizaram a criação de uma Associação representativa da classe. O dia 27 de março marcou a instalação da Associação designada “Associação Comercial dos Lojistas de Abrantes”, numa sessão que decorreu no Salão Nobre do Sindicato Agrícola de Abrantes, presidida por Francisco Egídio Salgueiro.

A 13 de junho desse ano foram aprovados os Estatutos da Associação Comercial dos Lojistas de Abrantes e os da Associação Comercial e Industrial de Abrantes, antevendo já dificuldades na sua aprovação. Ambos os Estatutos foram aprovados pelo Governo a 16 de julho de 1921. Posteriormente, a direção da Associação de Lojistas de Abrantes requereu autorização ao Governo para poder designar-se “Associação Comercial e Industrial de Abrantes”. Dessa data até à atualidade ocorreram mudanças estruturais, de denominação, mas o essencial mantém-se. A Abrantes, ao longo dos anos juntaram-se mais quatro municípios: Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei.

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Cerimónia do centenário da ACE. Créditos: mediotejo.net

Na cerimónia de comemoração do centenário da ACE o seu presidente, Rui Serras, lembrou que a pedra basilar em que assentou a criação da coletividade foi “a defesa dos direitos e interesses de todos os empresários dos concelhos da sua abrangência” e paralelamente “contribuir para o desenvolvimento económico e social e das empresas” bem como “para o empreendedorismo e trabalho em rede”.

Cerimónia do centenário da ACE. Créditos: mediotejo.net

Além disso, referiu que a ACE propõe “iniciativas que possam servir as empresas e a sociedade. Na última década tem vindo a reforçar o apoio especializado às empresas da sua área de influência através da criação de programas de formação ação”, disse.

Segundo Rui Serras, atualmente a ACE conta com 650 empresas associadas. O presidente da direção agradeceu a todas mas deixou uma palavra de especial apreço ao parceiro Profiforma, representado na cerimónia pelo diretor Alfredo Lopes.

Referiu ainda que o futuro da ACE passa por “criar mecanismos que promovam a sua sustentabilidade a viabilidade, entre os quais a criação de parcerias com entidades da região de forma a promover a dinamização da economia, sensibilizar o tecido empresarial para a importância da transição da economia digital e economia verde e ainda modernizar a sede da ACE” para que a Associação perdure outros 100 anos.

Cerimónia do centenário da ACE. Créditos: mediotejo.net

E porque a vida tem evoluções, assim como as instituições, a primeira secretária da ACE, Vera Rodrigues, apresentou a nova imagem da Associação para o novo século, tendo como pressupostos base “reforço, consolidação e comunicação”. O novo logótipo mantém as cores do anterior, onde a união está mais uma vez patenteada.

A ACE ofereceu uma lembrança a cada um dos cinco municípios e parceiros que ergueram a sua estrutura sendo que os representantes das autarquias presentes manifestaram consonância uma vez que todos afirmaram que a Associação pode continuar a contar com o apoio dos municípios, na sua ação de: promover, dinamizar, inovar, qualificar e empreender.

Cerimónia do centenário da ACE. Créditos: mediotejo.net

Referência também ao sócio nº 1, a empresa Fernandes & Gaspar Lda., de Abrantes, associada da ACE desde 1968, e ao sócio mais recente, com o nº 2119, Maria Helena dos Santos Barreira da Silva, que tem um minimercado em Martinchel e fez a sua inscrição a 8 de julho de 2021.

A cerimónia contou ainda com a apresentação de um vídeo comemorativo do Centenário e com a apresentação do doce Fardo de Palha, criado pelos restaurantes aderentes ao projeto Melhor Turismo dinamizado pela ACE com a supervisão do chef António Mauritti, um desafio de construir um doce que tem algo ligado à cidade e ao concelho de Abrantes, com um packaging comum e comestível, com o formato de um fardo de palha mas todos diferentes no seu interior, tendo cada restaurante introduzido um elemento diferenciador que o identifique, a pensar também, e que fique associado, à Rota da Estrada Nacional 2.

Cerimónia do centenário da ACE. Créditos: mediotejo.net

A Associação Comercial e Empresarial de Abrantes tem 27,27% do seu peso no comércio a retalho, 25,25% na restauração e similares, 8,94% em IPSS e entidades de saúde humana, 8,82% nos serviços, 6,61% no comércio grosso, 5,83% na industria de fabricação, 5,16% na construção, 4,07% nas oficinas e comércio automóvel, 0,94% na agricultura e noutros variados sectores 6, 24%.

No centenário, a ACE propõe-se continuar a contribuir para o desenvolvimento do tecido empresarial, assegurando a representação, defesa e promoção dos interesses comuns dos associados, o seu prestígio e dignificação.

Delinear e implementar estratégias de dinamização dos fatores de competitividade, através da promoção de políticas empresariais, orientadas para a qualidade, para a produtividade e para a modernização empresarial. E também contribuir de forma ativa para a melhorai do setor empresarial, através da formação e qualificação dos profissionais deste setor, tornando-se mais competitivo e dotando-o de competências para enfrentar as dificuldades e oportunidades da economia à escala global.

Na cerimónia de comemoração dos 100 anos da ACE esteve presente o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, o presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges, o vice-presidente da Câmara Municipal de Mação, António Louro, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César Luís. A Câmara Municipal de Constância esteve ausente da cerimónia que decorreu em Abrantes, no Parque Urbano de São Lourenço.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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