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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Abrantes: Associação Comercial coloca empresários a debater desafios e oportunidades

Oportunidades existem, constrangimentos também. Em resumo, este terá sido o resultado do 1º jantar debate promovido pela Associação Comercial e Empresarial  (ACE) dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei, e que juntou na quinta-feira à noite, num restaurante ribeirinho de Abrantes, mais de uma centena de empresários, representativos de cerca de 70 empresas do concelho, para vislumbrarem os “desafios e oportunidades” do presente e do futuro mais ou menos breve.

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ACE11O debate, ambicioso nas múltiplas vertentes que pretendia aflorar (o relógio não se compadeceu com a extensa lista de temas preparados para serem lançados a discussão), foi bem organizado espacialmente e conduzido de forma irrepreensível pelo empresário António Paulo, presidente da Mesa da Assembleia Geral da ACE, e teve o mérito de colocar frente a frente 110 empresários de Abrantes que quiseram participar, conhecer e intervir, nem todos ao nível da sapiência, as intervenções oscilaram nos seus níveis performativos, mas não na firme vontade, secular para alguns, de continuar a apostar e investir em Abrantes.

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António Paulo, empresário e presidente da Mesa da Assembleia da ACE dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei

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“Este primeiro debate foi muito interessante e que tentou tocar muitas vertentes. Talvez tenha tido uma amplitude demasiado larga. Os temas eram tantos, e eram tão interessantes, que tornou-se difícil dissecá-los a todos”, observou António Paulo, no final da sessão, tendo feito notar que, “de qualquer forma, foi importante perceber que há uma capacidade de diálogo fantástica entre as pessoas com responsabilidades e há interesse por parte das empresas. Quanto a mim a avaliação é extremamente positiva”.

LIVE1Entre o deve e o haver, oportunidades e constrangimentos/desafios e oportunidades, o debate que pretendia perspetivar o presente e o futuro de Abrantes, na área de influência do ACE, contou um painel de convidados que fez o favor de emprestar a sua experiência profissional e os seus saberes acumulados, lançando ideias e pontos de vista alcandorados na prudência e na defesa do saber investir. A pensar em Abrantes, mas também na estratégia regional dos 13 municípios do Médio Tejo, região onde está inserida a denominada “cidade florida”. E no Portugal 2020, o novo quadro comunitário de apoio, que o será, mas numa matriz mais fechada que o anterior QCA (os dois coincidem apenas no atraso da sua implementação).

LIVE3Neste arranque de um ciclo de debates que pretende discutir o posicionamento e as perspetivas de futuro para as empresas da área de influência do ACE, que vai passar por todos os outros municípios (Sardoal, Mação, Constância e Vila de Rei) e que contou em Abrantes com a presença dos palestrantes Maria do Céu Albuquerque (presidente da Câmara Municipal de Abrantes), Lurdes Fernandes (diretora do IEFP – Médio Tejo), Luís Nunes (docente da ESTA e consultor), Domingos Chambel (vice-presidente da NERSANT), Joaquim Serras (presidente da ACE) e Pedro Saraiva (diretor executivo da Tagus), foram colocados à evidência os pontos positivos do concelho de Abrantes, considerando-se, enquanto “vantagens” do território, “as acessibilidades, as condições de qualidade de vida, a centralidade e o capital humano” (tendo sido destacada a “visão e disponibilidade para investir, tanto por parte das organizações públicas como das empresas, a capacidade de criar sinergias e a proatividade por parte dos empresários”).

LIVE2Tidos como “constrangimentos” que se apresentam aos novos empreendedores e a novas formas de negócio na região, estas relacionam-se com a sua “localização no Interior, onde se verifica uma significativa perda de população e baixa de natalidade; a insuficiente distinção perante os concelhos limítrofes, que coloca Abrantes em pé de igualdade face a outros concelhos da região; o desemprego, que afeta nomeadamente jovens com formação no ensino superior; a falta de dimensão ao nível da região, em que há uma visão muito estreita, onde cada um pensa no seu quintal; as dificuldades e provações que se impõem ao empreendedor, complicando o aparecimento de novos investimentos; o atraso de dois anos no Quadro Comunitário do Portugal 2020, classificado como “penalizante”; menos recursos e mais competências para as autarquias e a Comunidade Intermunicipal; e deficiente estado das infraestruturas de Abrantes”.

Na fase final deste debate foram enumerados desafios que se colocam aos empresários, como a necessidade de criar sinergias e grupos de trabalho para captar investimentos, a necessidade de criar uma área de localização empresarial (ALE), a importância de fixar e captar população, a necessidade de qualificar a mão-de-obra, a importância de criar/motivar nos consumidores e comerciantes uma nova atitude, aprofundamento do marketing territorial e estruturação da oferta turística. Salientou-se a internacionalização como uma mais-valia para o tecido empresarial regional.

LIVE_DCNo final da sessão, Domingos Chambel, vice-presidente da NERSANT, afirmou aos jornalistas que os empresários de Abrantes “estão preparados como os empresários dos outros concelhos, e como qualquer empresário a nível nacional. As condições, hoje, subjacentes ao mundo empresarial é que estão extremamente difíceis e subvertidas para a motivação desses investimentos. Mas isso não se impõe só a nível de Abrantes. Impõe-se a nível de todas as cidades e todos os investidores”, notou.

Domingos Chambel deixou ainda uma sugestão aos empreendedores e investidores futuros, referindo que “qualquer investimento ou reinvestimento deve ser bem pensado, bem estruturado e sempre apoiado por empresas especializadas em vários setores”.

“Hoje, já não há espaço para o amadorismo. Hoje, qualquer projeto que efetivamente tenha uma média dimensão, já tem que ter várias empresas de assessoria (…) para que o empresário não corra um risco muito grande, pois a fatia entre o lucro e o risco já é demasiadamente pequena. Se o empresário não fizer bem os seus projetos e os seus cálculos, então tem muita probabilidade de o seu projeto não vir a vingar”, alertou.

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Alves Jana ficou encarregue de apresentar um resumo final do debate organizado pelo ACE. Fê-lo de forma irrepreensível.

O ciclo de debates prosseguirá em 2016, em todos os concelhos da área de influência do ACE, e culminará em Abrantes. Este foi o primeiro de um ciclo de debates que têm como objetivo discutir o posicionamento e as perspetivas de futuro para as empresas da região e conta com a presença de diversas personalidades representativas do tecido empresarial e das instituições com responsabilidades locais.

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mediotejo.net transmitiu em direto (liveblog) o debate promovido pela Associação Comercial e Empresarial

A iniciativa da Associação Comercial e Empresarial  (ACE) dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei foi transmitida em direto (liveblog) em www.mediotejo.net

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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