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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Assembleia Municipal faz minuto de silêncio pelas 24 vítimas da covid-19 no concelho

A Assembleia Municipal de Abrantes, reunida no auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, cumpriu na sexta-feira, 11 de dezembro, um minuto de silêncio em memória das 24 vítimas da covid-19 no concelho. A proposta de homenagem partiu do presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, que deu conta de 24 óbitos no concelho, até ao momento, por SARS-CoV-2.

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A Assembleia Municipal de Abrantes fez um minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19 no concelho de Abrantes, depois de o presidente da Câmara ter formulado esse pedido após o testemunho do presidente da Assembleia Municipal, António Gomes Mor, e também presidente da direção do Centro Social do Pego, relativamente ao surto no lar daquela instituição, onde faleceram 11 pessoas devido ao novo coronavírus. Abrantes tem ao momento um total de 24 óbitos confirmados por SARS-CoV-2.

“Não obstante os cuidados que estas instituições tiveram, se houver alguma despreocupação para o Natal, poderemos correr o risco de acrescentar 1500 mortes àquilo que já é o previsto”, considerou António Mor, dizendo que as decisões “determinaram em nós um drama que não desejamos a ninguém”.

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O surto de covid-19 que começou em 29 de outubro no Centro Social do Pego, no concelho de Abrantes, foi “dado como extinto” na quinta-feira, disse a delegada de Saúde. A determinação da extinção do surto, que registou um total de 87 infetados, ocorre depois dos resultados negativos nas testagens efetuadas a utentes e funcionários na quarta-feira.

António Mor na Assembleia Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

O presidente da AM disse, enquanto responsável pelo Centro Social do Pego, que a instituição pode contar com a participação da “muito competente” delegada de Saúde Pública do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, “logo que a situação foi declarada”. Além disso, António Mor enalteceu o trabalho dos profissionais de saúde, das forças de segurança, dos militares, dos serviços municipais, dos funcionários da instituição e demais entidades que cuidaram dos idosos durante o surto.

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“Foram encontradas respostas. Fomos ouvidos. O que se colocava inicialmente era que os [utentes] que não estavam positivos teriam de ser deslocados ou para Fátima ou para Leiria, quando nós, conhecendo o que temos, conseguimos transmitir que poderíamos resolver o problema nas nossas instalações”, explicou António Mor.

No seu testemunho sobre o que aconteceu no Centro Social do Pego, disse que no mês de novembro, relativamente aos funcionários da instituição “chegámos a ter 41 pessoas de baixa […] e a resposta que nos davam era: dirijam-se aos serviços de emprego, como se um qualquer possa tratar de um idoso acamado”, criticou, salientando a necessidade de “formação específica” e de se ser “um excelente profissional”.

Cada funcionário da instituição passou a usar dois equipamentos de proteção individual por dia “o que dava 70 diários, o que significava uma despesa de 1300 euros diáros. Não temos compensação nenhuma”, notou, agradecendo o apoio do Município.

A instituição acabou por acionar, sendo a primeira entidade do distrito a fazê-lo, a Brigada de Intervenção Rápida, “um protocolo da Segurança Social com a Cruz Vermelha que se socorre de empresas de trabalho temporário que colocam as pessoas”, explicou.

António Gomes Mor referiu a contratação de pessoal temporário (cinco pessoas que entretanto já saíram e mais duas que terminam o trabalho de apoio este sábado), e acrescentou que a direção do Centro Social do Pego pediu ajuda ao ACES do Médio Tejo, no que toca a profissionais de saúde.

“Recolhemos, em relação ao resultado do último teste, a informação de que o surto está contido. Não há neste momento nenhuma situação de especial preocupação. Todos estamos sujeitos!”, afirmou.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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