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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Abrantes | Assembleia Municipal debateu preço da água, educação, saúde e Central do Pego (c/áudio)

Na última sessão ordinária de Assembleia Municipal de Abrantes vários foram os assuntos abordados quer pelos deputados municipais da oposição, questionando o executivo de maioria socialista, quer pelo presidente da Câmara durante o período de informação escrita acerca da atividade municipal. Da oliveira do Mouchão ao futuro a dar ao atual edifício da ESTA, do preço da água à Unidade de Saúde Familiar (USF) Norte, do MIAA ao rasgão no açude insuflável à Central Termoelétrica do Pego. 

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As perguntas dirigidas ao presidente da Câmara Municipal de Abrantes chegaram primeiramente da bancada do PSD. Pela voz do deputado municipal João Salvador Fernandes, o PSD questionou sobre o livro ‘A Oliveira do Mouchão’ já publicado, relativo à oliveira milenar em Mouriscas. Quis saber se o executivo municipal tem um plano/projeto para a valorização da árvore. No caso de haver uma visão estruturada pediu a Manuel Jorge Valamatos (PS) que explicasse a dita.

Oliveira do Mouchão, em Mouriscas. Créditos: mediotejo.net

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Em resposta o presidente mostrou, pela primeira vez, o livro publicado pelo Município e diz haver um sentido de responsabilidade e estratégia para promover a região. Refere que a Ourogal tem tido um papel importantíssimo na defesa da oliveira, bem como o trabalho da Junta de Freguesia, da EPDRA e da ACROM, lembrando que a associação tem rotas pedonais em Mouriscas.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

 

Mas João Salvador Fernandes não se ficou por Mouriscas e quis saber, tendo em conta a anunciada transferência da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) para o Tecnopolo, em Alferrarede, quais as pretensões futuras do executivo municipal para com o edifício onde atualmente a Escola está instalada, no centro histórico da cidade.

ESTA – Escola Superior de Tecnologia de Abrantes. Foto mediotejo.net

Por seu lado, Manuel Jorge  Valamatos sublinhou ser “um democrata” e que, como tal, defende fazer parte do processo “ouvir” os deputados e também os cidadãos, até porque trata-se “de um edifício nobre” situado no centro histórico da cidade. “Quero ouvir as pessoas sobre esta matéria. Todos juntos havemos de encontrar uma solução para aquele edifício”, disse.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O deputado do PSD abordou ainda a questão do preço da água no concelho e solicitou que o presidente fizesse chegar ao vereador do PSD, Rui Santos, o contrato de concessão com a Abrantaqua para que aquele partido o possa analisar.

Serviços Municipalizados de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Sobre o preço da água, o presidente sublinhou que Abrantes tem “uma água extraordinária que tratamos e distribuirmos e um serviço de resíduos sólidos urbanos de grande qualidade”, tendo afirmado que “as taxas não são as mais baixas mas também não são as mais caras mas não entramos no processo de integração da empresa Tejo Ambiente, mas se agora tivéssemos de meter um milhão de euros na Tejo Ambiente gostaria de saber quanto custariam as taxas aos abrantinos”, notou.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Relativamente ao contrato de concessão, Manuel Jorge Valamatos respondeu dando conta que está a ser trabalhado em conjunto com a entidade reguladora ERSAR. “Nunca houve segredo em mostrar o contrato de concessão com a Abrantaqua, aliás é público”, disse, garantindo que “a todo o tempo será entregue” ao vereador do PSD.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Do lado da bancada do Bloco de Esquerda, o deputado Pedro Grave abordou o “historial problemático” do açude insuflável de Abrantes e colocou algumas questões, nomeadamente sobre as conclusões policiais sobre o ato de vandalismo que ocorreu no passado no açude insuflável.

“Na ultima reunião de Câmara ficámos a saber que há mais um problema com o açude insuflável de Abrantes, trata-se agora de um rasgão de 70cm numa das comportas, assumido como dano espontâneo e não ato de terceiros, como o que aconteceu anteriormente e implicou uma reparação de centenas de milhares de euros”, disse Grave.

Açude insuflável de Abrantes. Créditos: CMA

Sobre a situação do açude insuflável de Abrantes, o presidente da autarquia afirmou tratar-se “de uma descolagem da borracha, que tem de ser corrigido” acrescentando que relativamente à despesa “tem de haver uma maior análise”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

 

Após uma segunda intervenção de Pedro Grave, alertando para o facto de ter sido o vereador João Gomes quem utilizou a expressão “rasgão”, o presidente esclareceu que, inicialmente, o executivo pensava tratar-se efetivamente de um “rasgão” mas afinal trata-se de uma “descolagem”, conclusão só percetível após uma análise mais rigorosa.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O deputado bloquista lembrou ainda que “a requalificação da histórica Rua José Estevão estava no programa do Partido Socialista, mas o que se pode ver é uma degradação continuada que teve como consequência a interdição da referida rua ao trânsito e também de passagem de peões para se proceder à demolição parcial de um edifício que apresenta problemas estruturais. Outros edifícios cujo município é proprietário na zona histórica de Abrantes apresentam sinais evidentes de falta de manutenção exterior, como o edifício Passos do Concelho e o edifício Falcão”.

Nesse sentido perguntou se “o edifício alvo de demolição parcial é propriedade do município? Se sim, como é possível ter deixado chegar a este ponto até porque os fiscais têm os seus gabinete alguns metros mais abaixo assim como o sr. presidente, vereadores e vereadora?”.

Manuel Jorge Valamatos respondeu justificando que “o edifício vagou contra tudo e contra todos” garantindo “não ser expectável” tal derrocada, “provavelmente devido às chuvas” e assegurou que “a seu tempo” o executivo “terá uma decisão estratégica sobre o futuro daquele edifício”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Já o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Rui André, pediu um ponto de situação sobre a construção da Unidade de Saúde Familiar (USF) do Norte do concelho de Abrantes. O presidente da Câmara disse que o executivo está a trabalhar com o ACES do Médio Tejo nesse âmbito.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Outro assunto abordado pelos deputados municipais foi a situação da Central Termoelétrica do Pego. Em resposta, o presidente garantiu que o executivo continua focado na questão da biomassa mas refere também o foco dos empresários na questão do hidrogénio. E diz que está a acompanhar o processo de reconversão com o maior acionista da Tejo Energia.

Central Termoelétrica do Pego. Foto: Tiago Miranda

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

 

Durante a sua intervenção o presidente Manuel Jorge Valamatos deu também conta da requalificação do Parque Radical, situado junto ao castelo, nos próximos meses. “Deixaremos de ter madeira e passaremos a ter tudo em estrutura de betão”, explicou.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Cineteatro S. Pedro. Foto: mediotejo.net

O autarca referiu ainda o investimento no Cineteatro São Pedro, e deu conta que seguiu naquele dia 30 de abril a candidatura para financiamento comunitário. Avançou que brevemente será inaugurada a Igreja Santa Maria do Castelo, falou no Panteão dos Almeida e também do MIAA. E indicou ser a 5 de maio que abrirá as 53 propostas para a reconversão do antigo Mercado Diário no pavilhão multiusos.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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