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Abrantes | ARSLVT garante dois médicos de família na USF D. Francisco de Almeida esta segunda-feira

A Unidade de Saúde Familiar D. Francisco de Almeida volta a estar nas bocas da comunidade abrantina devido à demissão de profissionais de saúde. Desta vez foi o Partido Social Democrata (PSD) de Abrantes quem lançou a informação dando conta na sua página do Facebook que “da noite para o dia e sem aviso prévio a USF, localizada no centro de Abrantes, viu-se privada de metade do seu efetivo”. O nosso jornal questionou o ACES do Médio Tejo sobre a situação na USF D. Francisco de Almeida e a resposta chegou da ARSLVT garantindo a qualidade dos serviços de saúde prestados aos utentes naquela unidade assegurando que nenhum utente ficará sem assistência. Indicou que a USF será reforçada com dois médicos de família na próxima segunda-feira.

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A polémica à volta da Unidade de Saúde Familiar D. Francisco de Almeida, em Abrantes, não é nova. Desta vez, o PSD em comunicado publicado na rede social Facebook, indica que “entre médicos, enfermeiros e administrativos, terão abandonado aquela unidade, 9 dos 17 elementos que a compunham”.

Em resposta ao jornal mediotejo.net, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) confirmou que “8 elementos da Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Francisco de Almeida apresentaram o seu pedido de cessação de funções na USF, situação prevista neste modelo organizacional”.

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Acrescenta que “a criação de uma USF tem na sua génese a adesão voluntária dos profissionais a uma equipa de trabalho, sendo que os profissionais são igualmente livres de pedir a sua desvinculação. Em todo o caso, isso não implica que a USF deixe de existir, nem tão pouco que os utentes deixem de ter o devido acompanhamento. As equipas e os modelos organizacionais são adaptados às novas realidades”.

Indica terem apresentado pedido de cessação de funções na USF “dois administrativos, três enfermeiros e os três médicos”, entretanto colocados na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Abrantes. “Uns no edifício da sede, instalado na cidade de Abrantes, e outros no polo de Alferrarede, contiguo à cidade de Abrantes”.

O PSD de Abrantes diz desconhecer “o que terá feito a tutela e a Câmara Municipal para evitar um rombo de tal dimensão” e chama a atenção para “os milhares de utentes que ali eram servidos, quer os da zona urbana da cidade, quer sobretudo os das freguesias rurais e periféricas”, falando em “prejuízos” para os utentes “tanto no acesso aos cuidados de saúde, como no transtorno em termos de mobilidade”.

Perante tal cenário, a ARSLVT avançou que a partir da próxima segunda-feira, 16 de março, a equipa da USF de Abrantes será reforçada com mais dois médicos de família. “Iniciarão funções na USF D. Francisco de Almeida dois médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar. Estão em curso processos de mobilidade de enfermeiros e assistentes técnicos que aguardam tramitação legal”.

E explica que “os utentes podem, querendo, manifestar a sua vontade de se manter na USF D. Francisco de Almeida, passando a ser integrados nos ficheiros dos médicos desta unidade, até ao limite de utentes ou unidades ponderadas permitido pela legislação. Mais se reforça que os utentes têm sido avisados desta possibilidade”, notando, contudo, que “os ficheiros de utentes transitaram com o seu médico de família” para as outras unidades referidas.

A mesma questão já havia sido levantada anteriormente em reunião de Câmara Municipal de Abrantes pelo vereador eleito pelo Bloco de Esquerda em janeiro último. Também desta vez, a ARSLVT garantiu que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo está em condições de assegurar a qualidade dos serviços de saúde prestados aos utentes na USF D. Francisco de Almeida e que nenhum utente ficará sem assistência.

“Reitera-se que os profissionais, mesmo os que quiseram cessar funções na USF, continuam a trabalhar em Abrantes e a seguir os seus utentes. Mais se acrescenta que, independentemente do modelo organizativo no qual se inserem, os profissionais de saúde cumprem escrupulosamente as boas práticas clínicas e desenvolvem a sua atividade de acordo com a legis artis”, concluiu.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.
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