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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Abrantes | Aprovada moção em defesa do ativista Arlindo Marques

A Câmara Municipal de Abrantes (CM) aprovou, esta terça-feira 9 de janeiro, por unanimidade, uma moção em defesa do ativista Arlindo Consolado Marques conhecido por ‘Guardião do Tejo’. Em causa um processo de alegada difamação interposto pela Celtejo pedindo uma indemnização por danos ao bom nome da empresa no valor de 250 mil euros. A Celtejo é apontada como uma das grandes causas da poluição no rio Tejo. Na sua proposta, o BE refere que a ação da empresa transformadora de pasta de papel visa “calar a sua voz impedindo-o de exercer o seu dever de cidadania consagrado na Constituição da República Portuguesa”. Para merecer a aprovação do Partido Socialista, a moção do BE sofreu uma alteração no último parágrafo e ainda assim o PS apresentou uma declaração de voto.

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O Executivo camarário aprovou, esta terça-feira, por unanimidade, uma moção em defesa do ativista Arlindo Consolado Marques. Tratou-se de uma proposta de deliberação do vereador do BE, Armindo Silveira, apresentada na reunião do dia 28 de dezembro de 2017, mas a aprovada, esta terça-feira, foi alterada por sugestão do PS que manifestou intenção de se abster caso o último parágrafo onde se lia “o executivo da Câmara Municipal de Abrantes manifesta o seu total apoio ao ativista Arlindo Consolado Marques” não fosse alterado.

Com a concordância do BE, passou a ler-se “o executivo da Câmara Municipal de Abrantes manifesta a sua solidariedade em relação a esta matéria ao ativista Arlindo Consolado Marques” e a proposta, com a referida ressalva, contou com a aprovação dos socialistas e também do vereador do Partido Social Democrata.

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O PS apresentou uma declaração de voto que começa por referir que “os eleitos do PS manifestam solidariedade com todos os cidadãos que ativamente lutam e denunciam diferentes atentados ambientais que o rio Tejo tem sido alvo.”

O PS considera “meritório o envolvimento da sociedade civil e dos movimentos ambientais na defesa de um bem que é de todos e que urge reverter da atual situação, em linha com a atuação institucional, quer da Câmara Municipal, quer da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.”

Os eleitos do PS reconhecem na declaração de voto “o esforço e empenho do cidadão Arlindo Consolado Marques tem desenvolvido ao longo dos últimos anos na defesa intransigente do rio Tejo, ampliando a visibilidade relativa à problemática do rio, logo, prestando um serviço à sociedade, pelo que nos manifestamos solidários com o cidadãos na sua ação cívica”.

Contudo, entendem que “relativamente a questões de especificidade jurídica e da ação das entidades fiscalizadoras e inspetiva não nos podemos imiscuir, pelo que não nos revemos na totalidade da moção apresentada, nomeadamente no último parágrafo quando é referido que esta Câmara manifesta o seu total apoio, carecendo de especificação”.

Fazendo o histórico desde 2015, a moção do BE lembra que “em outubro de 2017 deu-se uma gigantesca mortandade de espécies piscícolas na barragem do Fratel. Centenas de milhares de peixes morreram e milhões vinham à tona de água para respirar. No dia 19 de dezembro de 2017, Arlindo Consolado Marques tem conhecimento via correio que a empresa Celtejo lhe moveu um processo alegando difamação e pede uma indemnização por danos ao bom nome da empresa no valor 250 mil euros”.

Refere ainda que “a Celtejo já, por diversas vezes, foi referenciada por órgãos de comunicação social, por partidos políticos através de propostas de resolução, moções e requerimentos na Assembleia da República e em diversas assembleias municipais, como uma das grandes causas da poluição no rio Tejo. Perante estas denúncias, nunca a referida empresa moveu algum processo em tribunal a qualquer dos órgãos anteriormente referidos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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