Quinta-feira, Março 4, 2021

Abrantes | Apesar da pandemia, OKE Tillner Perfis aumenta produção há seis meses

A OKE Tillner Perfis já foi eleita a melhor empresa da indústria transformadora para trabalhar em Portugal. Agora, num cenário de pandemia, em contra corrente económica, aumenta os níveis de produção desde julho de 2020. Mas a diretora-executiva diz haver dificuldades em explicar à alemã casa-mãe as “burocracias e incertezas” portuguesas.

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A filial do grupo alemão que produz componentes plásticos para a indústria automóvel pensa mesmo em recorrer “ao trabalho suplementar no próximo mês”, disse ao mediotejo.net Sónia Ferreira, diretora-executiva da filial do grupo alemão OKE situada no Parque industrial de Abrantes. Mas tudo dependerá “da decisão do Governo”.

Sónia Ferreira diz ser “difícil planear” sem regras definidas e estáveis. “É complicado gerir com tantas burocracias e incertezas”, observa, sendo igualmente “complicado explicar à Alemanha todas estas hesitações” governamentais. “Não entendem!”, sublinha, referindo haver em Portugal “uma decisão frágil”.

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O grupo alemão OKE detém empresas em todo o mundo, e sendo uma multinacional “pode deslocar a fábrica para qualquer outro lugar”. Para já, esse cenário “não está em causa”, assegura, admitindo, no entanto, que “é uma realidade que temos de ter presente”.

A OKE Tillner Perfis Lda., instalada em Abrantes no ano 2000, produz perfis e peças de plástico para assentos de automóveis, a maior parte das quais para exportações para clientes em Espanha, Marrocos, Tunísia e para várias fábricas do grupo VW na Alemanha e também em Portugal (Autoeuropa).

A fábrica da OKE de Abrantes tem hoje 23 linhas de produção, 70 trabalhadores e apresenta um volume de negócios na ordem dos 9 milhões de euros/ano.

Há poucos dias um trabalhador testou positivo ao SARS-Cov-2. “Era uma pessoa que trabalhava sozinha e que está em quarentena” para a covid-19, explicou Sónia Ferreira. [após a publicação desta notícia, vários trabalhadores contactaram o mediotejo.net, dando conta de que essa funcionária trabalhava numa zona isolada com uma temporária, que está doente em casa, mas que nas entradas e saídas, bem como à hora de almoço, todos os funcionários têm contacto uns com os outros, manifestando alguma preocupação com a possibilidade de haverem mais trabalhadores infetados mas que não foram, até ao momento, contactados por nenhuma autoridade de saúde.]

Sónia Ferreira garante que na OKE são seguidas todas as recomendações da Direcção-Geral de Saúde e que, por se tratar de uma fábrica, “trabalham de forma presencial cumprindo as medidas de segurança próprias desta nova normalidade”, com “máscaras, acrílicos, desfasamento de horários, desinfeções” regulares, etc.

A fábrica, diz, “tem ativas duas cozinhas com lotação limitada a 5 pessoas de cada vez, sendo as mesas e cadeiras desinfetadas após cada utilização”.

Além disso, notou, “não há deslocações de nenhum trabalhador por qualquer zona da fábrica sem máscara”, entendendo por isso que “não houve qualquer contacto direto nem próximo da funcionária [infetada] com os restantes trabalhadores”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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