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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Abrantes | Antigo Mercado Diário vira “multiusos” mantendo “rosto e identidade”

Não há uma sem duas. A Câmara de Abrantes vai transformar o antigo mercado diário de Abrantes num pavilhão multiúsos, moderno e funcional, mantendo o rosto e a identidade do edifício. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Manuel Valamatos, no seguimento da divulgação pública do acordo para a aquisição pelo município do Teatro São Pedro. A declaração do autarca vem desfazer as dúvidas relativamente ao futuro daquele histórico edifício instalado numa das entradas nobres da cidade.

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“Queremos um espaço capaz de acolher qualquer evento de grande dimensão, seja para concertos, conferências, e temos um exemplo bem recente que agudizou este sentido. Esta última Feira Nacional de Doçaria provou que Abrantes tem capacidade e competência para atrair muita gente. E queremos ter um multiusos que consiga acolher uma Feira Nacional de Doçaria com muita dignidade”, disse Manuel Valamatos (PS), quando questionado pelos jornalistas sobre se havia decisão política sobre o futuro do antigo mercado diário, depois de encerrado o capítulo negocial sobre o cineteatro São Pedro.

Utilização a dar ao antigo edifício do mercado municipal de Abrantes tem gerado troca de ideias e argumentos entre os eleitos. A autarquia anunciou agora que vai avançar para a reabilitação e transformação em espaço multiusos. Foto: mediotejo.net

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“vamos resolvendo coisas para atingir um todo. Fechando as questões culturais, em termos de instalações, podemos pensar nesta altura na requalificação do antigo mercado diário” e fazer dele um “pavilhão multiusos”, afirmou, num investimento que rotulou de “fundamental”, tendo em conta que a autarquia anda muitas vezes literalmente “com a tenda às costas para desenvolver vários eventos, dando o exemplo da feira Nacional de Doçaria, que atrai muitos visitantes.

“Precisamos de um multiusos “à séria”, afirmou, tendo feito notar a necessidade de “racionalidade” entre a sustentabilidade económica e o espaço que a cidade necessita, ou seja, um espaço multiúsos que seja “prático e funcional” mas “sem investimentos megalómanos e desajustados com a realidade”.

Questionado sobre a manutenção da traça do histórico edifício, Manuel Valamatos assegurou que “nem se põe em causa. Essa é uma discussão que comigo não a vamos ter”, tendo destacado ainda a proximidade do recém criado parque de estacionamento no Vale da Fontinha para apoio aos visitantes e atividades que ali se venham a desenvolver.

O processo remonta a março de 2010, quando o antigo Mercado Municipal, datado de 1933, foi encerrado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), tendo os comerciantes sido realojados “temporariamente” em diversos espaços da cidade.

Edifício do antigo mercado municipal de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Em 2015, a Câmara de Abrantes inaugurou um novo mercado municipal, um edifício construído no centro histórico, a poucas dezenas de metros do antigo mercado, tendo a anterior presidente da autarquia, Maria do Céu Albuquerque, afirmado então à Lusa que pretendia “fazer recuar” o espaço do edifício do antigo Mercado Municipal – “um entrave à entrada na cidade e sem grande valor historial ou arquitetónico” -, para, no âmbito de um projeto de reabilitação urbana, “requalificar o Vale da Fontinha e dotar Abrantes de uma entrada mais digna”.

Na ocasião, o antigo Mercado Municipal de Abrantes foi convertido no espaço cultural ‘Mercado Criativo’, substituindo as bancas de peixe e hortícolas por ateliês de pintura, livrarias e artesanato, tendo encerrado essa função poucos anos depois.

Desde aí, o espaço tem sido ocupado com festas pontuais organizadas por associações de estudantes, feira de doçaria, entre outras, estando encerrado a maior parte do tempo.

O antigo mercado de Abrantes foi inaugurado a 1 de janeiro de 1933 e vai ser transformado em espaço multiusos. Foto: Paulo Seabra

Esta segunda-feira, Manuel Valamatos falou ainda numa politica cultural “mais dinâmica e robusta” para o concelho, apontando como exemplos o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA) e o Museu de Arte Contemporânea (MAC), que deverão ser inaugurados em breve, a par dos investimentos efetuados no Museu Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), na Galeria de Arte Municipal, e nos investimentos a realizar para a requalificação das Igrejas de São João e São Vicente.

No âmbito do duplo anúncio da aquisição do Teatro São Pedro pelo município, e da requalificação do antigo mercado diário de Abrantes, o autarca deu ainda conta das diligências efetuadas para a possível aquisição e requalificação do cineteatro de Alferrarede, no âmbito na ARU preconizada para aquela localidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. estou triste por não se manter o mercado um mercado onde foi muito varorizado tanto pelos clientes como para os comerciante não concordo com este mercado multiusos e porque não manter o mercado isso sim é que era correto é a minha opinião. Des de já quero agradecer ao senhor presidente da Câmara Municipal de abrantes pelo seu empenho desejo muitas felicidades

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