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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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ABRANTES: Antigas artes e ofícios das Mouriscas em livro

Chama-se “Mouriscas do Passado ao Presente – Artes e Ofícios e seus titulares, 1860-1911” e é o terceiro caderno cultural da autoria de Carlos Lopes Bento, professor universitário natural de Mouriscas, sobre esta freguesia do concelho de Abrantes que foi apresentado esta quinta-feira, dia 10, na Biblioteca Municipal António Botto.

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A apresentação deste terceiro caderno cultural sobre as Mouriscas esteve a cargo de Humberto Lopes, representante da Associação de Desenvolvimento Integrado de Mouriscas (ADIMO), e de João Serrano, representante da Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA), entidades que apoiaram a publicação deste trabalho de investigação.

Da autoria de Carlos Lopes Bento, professor universitário natural de Mouriscas, freguesia do concelho de Abrantes, este é já o terceiro caderno cultural sobre a freguesia das Mouriscas, depois do primeiro sobre as “Vivências e Memórias de um Jovem Moleiro” e o segundo dedicado a “Mouriscas – Preservar o seu património cultural para a defesa da sua identidade”.

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Sobre este terceiro livro, intitulado“Mouriscas do Passado ao Presente – Artes e Ofícios e seus titulares, 1860-1911”, Humberto Lopes, presidente da direção da ADIMO, explicou ao mediotejo.net que se trata “de um extenso trabalho de investigação do professor Carlos Lopes Bento com base nos registos paroquiais de Mouriscas, entre 1860-1911, onde estão indicadas mais de uma centena de profissões que existiram nas Mouriscas e que hoje já não há, como por exemplo, os almocreves (que transportavam os bens de terra em terra), os carroceiros, os peleiros (que tratavam as peles), as fiadeiras, as tecedeiras, os sangradores (eram aqueles que curavam as pessoas, sangrando-as), os oleiros, os padres capelões de almas, entre outros”.

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A apresentação deste terceiro caderno cultural sobre as Mouriscas esteve a cargo de Humberto Lopes, da ADIMO, e de João Serrano, da AIDIA (Foto: CMAbrantes)

Com mais de 250 páginas, este terceiro caderno cultural das Mouriscas tem como objetivo recordar e perpetuar o que foi, o que era antigamente esta freguesia do concelho de Abrantes.

“Para os jovens, para as Mouriscas e para Abrantes é um preservar da identidade porque sem memória não há nada e tudo se esvai. São recolhas indispensáveis porque senão a história das Mouriscas perde-se e temos que partilhar estes conhecimentos, o que aprendi, julgo que devo de partilhar com os outros”, salientou Carlos Bento Lopes na altura da publicação do primeiro caderno cultural.

Segundo avançou Humberto Lopes ao mediotejo.net, na forja estão mais trabalhos para publicar, nomeadamente sobre os instrumentos utilizados em Mouriscas para a apanha da azeitona e dos figos, por exemplo, também da autoria de Carlos Lopes Bento, além de outros sobre os lagares da freguesia e a apanha da azeitona. São projetos que, no entanto, aguardam pelos resultados dos apoios financeiros do Finabrantes.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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