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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Ana Lúcia e o Fado que diz estar traçado no seu destino (entrevista)

Fizemos uma breve entrevista à fadista Ana Lúcia antes da apresentação do seu álbum de estreia, “Fado Traçado”, marcada para as 21h30 deste sábado, dia 26, na Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. Um momento simbólico, não só pelo dia do mês “casar” com os 26 anos comemorados nessa data, mas também por partilhar na terra natal o Fado que diz estar traçado no seu destino.

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O primeiro trabalho discográfico de Ana Lúcia chama-se “Fado Traçado” e começou a ser gravado em outubro no Estúdio 2495, em Fátima, com o produtor Freddy Rodrigues, pouco depois da entrevista que fizemos à jovem de Casais de Revelhos. Na altura, o motivo era outro, a conquista do primeiro lugar no Concurso de Fado Amador do Ribatejo, integrado no Festival Celestino Graça.

Menos de meio ano volvido, voltámos a falar com a fadista. Desta vez para conhecer alguns pormenores do álbum de estreia, composto por 10 temas nos quais é acompanhada pela guitarra portuguesa de João Vaz, a viola clássica de Miguel Silva e a viola-baixo de Fernando Maia. O mesmo pode ser comprado a partir do dia do concerto de apresentação, que se realiza este sábado na Escola Dr. Manuel Fernandes.

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Como correram as gravações?
Correram muito bem, graças a Deus. Os instrumentais foram gravados em dois dias, a colocação da minha voz também demorou dois dias, depois foi o produtor que demorou o seu tempo a fazer as misturas e todo esse trabalho técnico de estúdio, para que o resultado final ficasse o melhor possível.

Qual foi o maior desafio?
Foi ter de repetir os fados tantas vezes para retocar algumas pequenas falhas, o que acontece a qualquer artista. Ninguém é perfeito. De resto penso que até correu muito bem, para uma “caloira” como eu.

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Como se sente agora que o álbum de estreia é uma realidade?
Sinto-me super feliz. Às vezes até me custa acreditar que isto é real! Estou orgulhosa por ter conseguido.

Qual a sensação do lançamento ser no dia do seu aniversário?
Sinto-me vitoriosa, pois fui eu que escolhi este dia, por ser aquele em que comemoro 26 anos no dia 26 e vou realizar o meu maior sonho. Isto porque, para mim, o sonho só será uma realidade a partir do momento em que eu estiver a apresentar este meu primeiro trabalho na minha cidade, Abrantes!

Capa do álbum “Fado Traçado”. Foto: Ana Lúcia Pires

Os 10 temas de “Fado Traçado” juntam fado tradicional e outros que diz partilharem a sua “maneira de ser”. Quais são alguns desses temas e porque razão os escolheu?
Posso destacar o Fado “Fala da Mulher Sozinha”, de Eduardo Olímpio e Paco Bandeira, que tem um poema em que eu me revejo, pois reflete uma altura da minha adolescência que não foi nada fácil.

Escolhi este tema para mostrar que apesar de tudo o que possa ser mau, se lutarmos e seguirmos em frente, alcançamos coisas maravilhosas! Incluí também o Fado “Entrei na vida a cantar”, da Amália Rodrigues, porque eu sempre cantei outros géneros musicais desde pequenina e a música esteve presente na minha vida desde que nasci…

Os 10 temas também incluem dois poemas originais escritos por si. Um deles, “Fado Traçado” – que dá nome ao álbum – é inédito e foi composto pelo guitarrista João Vaz. Como o descreve?
As pessoas podem estranhar o poema, que eu escrevi do início ao fim sem parar, ou seja, ia escrevendo e cada verso surgia na minha mente. Naquele momento, escrevi tudo aquilo que o Fado é na minha vida de forma resumida. Tenho este poema escrito desde 2017 e foi logo pensado para o álbum.

Pedi ao João que me fizesse a música, pois além de ser meu conterrâneo é um músico excecional! Um dia quero olhar para trás e dizer: “que grande sorte eu tive, por ter este grande músico no meu primeiro álbum e que me compôs o meu primeiro original!”

Não desfazendo nos outros músicos que fazem parte deste projeto, Miguel Silva e Fernando Maia, que são excelentes músicos. Os três são mesmo de topo e como pessoas são do melhor também!

Que expetativas tem para o futuro depois da apresentação deste primeiro trabalho discográfico?
Ter bastante trabalho, visto que atualmente estou desempregada, e vender o maior número de CDs. No entanto, também queria muito arranjar trabalho na minha área académica. Sou Assistente Social, a minha outra paixão e, infelizmente, há mais procura do que oferta de emprego nessa área.

Para terminar, se conseguisse resumir a essência do seu fado numa palavra, qual seria?
Destino! Posso justificar dizendo que estava destinada a isto, ao Fado. E como Fado é Destino, eu nasci com o meu “Fado Traçado”!

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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