Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Sexta-feira, Outubro 22, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Abrantes | AM rejeita criar Prémio de Cidadania Eurico Heitor Consciência

O Partido Social Democrata levou na sexta-feira, 6 de abril, à Assembleia Municipal de Abrantes (AM), a proposta de criação do Prémio de Cidadania Ativa e Intervenção Cívica Eurico Heitor Consciência e a criação de um grupo de trabalho para analisar e trabalhar a mesma. Antes da votação foi anunciado pelo presidente da AM, António Mor, que a proposta seria votada secretamente e o resultado foi o veto com 19 votos contra, 10 a favor e três votos em branco.

- Publicidade -

No final da sessão, o PSD lançou um comunicado onde acusa o PS de, “a coberto do voto secreto”, ter chumbado a criação de um prémio que honraria o legado histórico e comunitário de Heitor Consciência.

A proposta de criação do Prémio de Cidadania Ativa e Intervenção Cívica Eurico Heitor Consciência e da criação de grupo de trabalho para a analisar e trabalhar foi chumbada na sexta-feira em sede de Assembleia Municipal de Abrantes, reunida em sessão extraordinária. A proposta resultou de uma iniciativa do vereador eleito pelo Partido Social Democrata (PSD), Rui Santos, tendo esta sido remetida pelo Executivo camarário para a AM, no sentido de ser aprofundada, pormenorizada, debatida e votada. A proposta acabou vetada com 19 votos contra, 10 a favor e três votos em branco.

- Publicidade -

Após o veto da proposta social-democrata, a Comissão Política do PSD Abrantes e o seu grupo municipal na AM vieram, por intermédio dos respetivos presidente e líder de bancada, manifestar “profunda incompreensão” pelo chumbo.

Em comunicado, o PSD entende que “a Senhora Presidente da Câmara, quando enviou, para a Assembleia Municipal, a proposta de prémio apresentada pelo PSD em reunião de Câmara, quis alijar a responsabilidade de ter de se pronunciar sobre o seu conteúdo”.

Acrescenta que o Partido Socialista “a coberto do voto secreto, chumbou a criação de um prémio que não só honraria o legado histórico e comunitário do Dr. Eurico Heitor Consciência, como daria a hipótese da Assembleia Municipal de Abrantes laurear os cidadãos e as instituições que se destacassem no âmbito da cidadania ativa e da intervenção cívica”.

Os sociais democratas não têm “dúvidas de que foi o Partido Socialista” que reprovou a proposta, “sem apresentar um único argumento contra, porque a estatística não mente”, refere o comunicado.

Concluem considerando que o dia 6 de abril de 2018 “fica na história abrantina como um dia triste e como atentado à memória de uma das nossas maiores referências locais”.

Durante a sessão da AM, o Bloco de Esquerda manifestou-se, através da palavra da deputada municipal Joana Pascoal, votar favoravelmente o prémio e o mediotejo.net sabe que a Coligação Democrática Unitária (CDU), apesar de não ter proferido qualquer declaração pública nesse sentido em sede de AM, também votou a favor da proposta social democrata.

Em comunicado, o BE diz que “aprova a fundamentação e constituição do prémio”, tendo ressalvado que “há outros prémios aprovados nesta casa, aos quais a Câmara tem falhado a devida promoção, como por exemplo, o Prémio Eduardo Campos”.

“Queremos que os prémios aprovados por esta Assembleia sejam devidamente promovidos e implementados, honrando devidamente os méritos e os nomes que os originam”, pode ler-se no documento assinado por Pedro Grave e Joana Pascoal.

Além da proposta de criação do Prémio, o grupo municipal do PSD na AM também apresentou contributos para o aprofundamento e pormenorização da criação do Prémio que afinal não será constituído.

O deputado municipal eleito pelo PSD, João Salvador Fernandes, ao ler a proposta, que incluía uma nota biográfica sobre Eurico Heitor Consciência, referiu que o “ilustre causídico […] Até ao 25 de Abril, e já instalado definitivamente em Abrantes, a par de incessante labor profissional, incentivou e levou a cabo inúmeros atos de intervenção cultural, nunca desarmando ante denúncias e obstáculos censórios praticados por esbirros do salazarismo nos variados patamares do regime autoritário”.

E continua: “A instauração da democracia permitiu-lhe desenvolver e expandir as suas energias, tendo ajudado a fundar o Partido Socialista na cidade florida. Na verdade, conhecia grande número de personalidades de relevo dessa área política, da social-democracia e da esfera comunista, mercê da sua passagem por Coimbra, como são os casos de António Arnaut, Ramos de Carvalho, Elza Chambel, Mota Pinto, Barbosa de Melo, Joaquim Namorado, entre outros”.

Refere ainda que “apesar de, a dado momento, ter deixado de ser filiado no Partido Socialista, isso não o impediu, antes pelo contrário, de continuar a empenhar-se a fundo na defesa de causas sociais, cívicas e de exaltação da cidadania, sendo exemplar e digno dos maiores elogios, porque nunca afrouxou esforços no sentir o pulsar da sua cidade de Abrantes”.

O advogado Eurico Heitor Consciência, faleceu em 2016, aos 79 anos de idade. Nascido a 28 de outubro de 1936 em Mêda, Guarda, onde chegou a ser presidente da autarquia antes do 25 de abril de 1974. Eurico Consciência esteve estabelecido profissionalmente em Abrantes cerca de 50 anos.

Na mesma sessão da AM, o grupo municipal do Partido Social Democrata, com o contributo dos grupos municipais do Partido Socialista, Bloco de Esquerda e MIFRM (Movimento Independente da Freguesia de Rio de Moinhos), apresentou o texto final da proposta de recomendação ‘Por uma Fiscalização Eficiente e Eficaz dos Níveis de Poluição no Rio Tejo e do Funcionamento das ETAR numa abordagem de Smart City”.

A proposta foi aprovada por unanimidade.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome