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Domingo, Setembro 19, 2021

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Abrantes | AM aprova regulamento para Prémio Municipal Maria de Lourdes Pintasilgo

A Assembleia Municipal de Abrantes aprovou por unanimidade o regulamento do Prémio Municipal Maria de Lourdes Pintasilgo. Um prémio bienal a implementar pela Câmara que visa distinguir entidades locais que implementem boas práticas na integração de medidas de promoção da Igualdade e não Discriminação.

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O Prémio, que vai ser concedido de dois em dois anos, destina-se a distinguir entidades públicas e/ou privadas do concelho de Abrantes que implementem boas práticas na integração de medidas de promoção da igualdade de género, quer na sua organização ou no seu funcionamento, desde que estimulem a promoção da Igualdade e não Discriminação entre homens e mulheres, nomeadamente na conciliação da vida profissional, familiar e pessoal e na proteção da maternidade e paternidade.

Segundo o regulamento, aprovado na Assembleia Municipal de 10 de setembro, o prémio consistirá na atribuição de um montante pecuniário no valor de 500 euros, sendo também atribuído um certificado de mérito a confirmar que a entidade é reconhecida como um dos melhores locais do concelho de Abrantes para trabalhar no que diz respeito a igualdade de género e não discriminação.

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Durante a sessão, as bancadas do Partido Social Democrata e do Bloco de Esquerda defenderam que o prémio deveria ser anual e consideraram o montante do prémio (500 euros) meramente simbólico, tendo defendido um valor superior.

“Parece-nos pouco, muito pouco, tanto pela igualdade como por Maria de Lourdes Pintasilgo. Um prémio de dois em dois anos, com um valor simbólico, não nos parece homenagem adequada ao nome e vida desta notável mulher abrantina”, disse a deputada do BE, Joana Pascoal.

Do lado do PSD, João Salvador Fernandes considerou que “o preâmbulo poderia ser um bocadinho mais pormenorizado no elencar nos feitos e no percurso de vida de Maria de Lourdes Pintasilgo. Relativamente ao prémio, estamos a falar de 500 euros, parece-nos ser bienal… justificaria perfeitamente ser anual. Quanto ao dinheiro consideramos que é pouco. Se é para ser simbólico deixem o dinheiro de lado, se não é ofereçam algo mais consentâneo com a grandeza do nome do que 500 euros”, disse.

Figura incontornável do panorama cultural, social e político português, Maria de Lourdes Pintasilgo nasceu em Abrantes a 18 de janeiro de 1930, cidade onde viveu até aos 12 anos.

O seu percurso começou a diferenciar-se quando se formou em Engenharia, durante os anos 50 do século XX. Ligada aos movimentos estudantis católicos, entrou na vida política antes da revolução de 1974, foi a primeira mulher secretária de Estado, a primeira a assumir uma pasta ministerial, única primeira-ministra, primeira embaixadora e primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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