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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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Abrantes | Alunos em greve por melhores condições e mais auxiliares (C/VIDEO)

A reivindicação pela contratação de auxiliares de ação educativa e um protesto pela degradação da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, motivou hoje uma greve às aulas por cerca de 200 alunos daquele estabelecimento de ensino, que agrega um total de cerca de 1200 estudantes.

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O porta-voz do Movimento de Alunos do Liceu (MAL), João Morgado, disse que o que está em causa “é a falta de pessoal não docente, que levou já ao encerramento da biblioteca escolar, e a degradação do estabelecimento de ensino, que não tem água quente nos chuveiros e que originou a suspensão das aulas de educação física”, problemas que, afirmou, “não são admissíveis numa escola praticamente nova”, uma das muitas intervencionadas pela empresa pública Parque Escolar (PE).

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As obras de requalificação foram concluídas há cerca de dois anos, mas “as caldeiras de aquecimento de água dos balneários não funcionam, há salas de aulas sem portas, um campo desportivo com fissuras no chão e videoprojectores e computadores fora de uso por falta de manutenção. Depois, temos de perceber que há alunos que não têm computador em casa e que necessitam dos que estão na biblioteca para estudar e fazer trabalhos, estando impedidos de o fazer. Isto não é admissível e por isso entendemos que devíamos fazer alguma coisa para chamar a atenção para todos estes problemas”, defendeu o estudante.

Algumas das reivindicações dos alunos passam pela “revisão da lei da contratação de auxiliares de ação educativa” e “revisão do contrato estabelecido entre a escola e a Parque Escolar, para que seja dada mais autonomia para resolver problemas de manutenção”, como os que se têm registado nas escolas daquele Agrupamento Escolar, que agrega mais de 2 mil alunos.

João Morgado disse ainda que “há muitos mais alunos com este mesmo tipo de problemas no país”, tendo referido o “apoio de alunos de outras escolas, nomeadamente da Azambuja e do Seixal”, que, disse, “queixaram-se de infiltrações, problemas de segurança, e de ter aulas em contentores há 8 anos e outros problemas. Se nos uníssemos teríamos mais possibilidades de ser ouvidos pelo Ministério da Educação”, defendeu.

Vera Megre, representante da Associação de Pais, por sua vez, disse “perceber as razões dos alunos, que são quem mais sente na pele e no dia-a-dia os problemas que se verificam nesta escola”.

Segundo afirmou, os pais vão hoje também reunir ao final do dia para “tentar encontrar soluções para as várias questões em causa”, tendo elencado “a falta de auxiliares, o encerramento da biblioteca e a suspensão das aulas de educação física”.

Em comunicado, Alcino Hermínio, diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes, disse que a ação desenvolvida pelos alunos “surge num contexto de efetivas dificuldades com que o Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes se tem vindo a confrontar”, tendo destacado que, “desde o final da requalificação da escola sede do agrupamento que os problemas com as instalações e os equipamentos são recorrentes, tardando a sua completa resolução pela empresa Parque Escolar”.

No documento, o diretor daquele estabelecimento de ensino refere ainda as “dificuldades criadas pelo insuficiente número de assistentes operacionais efetivamente em funções têm-se acentuado, impedindo uma resposta adequada e planeada às necessidades de cada escola do agrupamento”.

Alcino Hermínio afirma ainda manter um “diálogo permanente, quer com a empresa Parque Escolar, quer com os serviços centrais do Ministério da Educação”, tendo feito notar que “a preocupação evidenciada pelos alunos, principais afetados, merece a compreensão do diretor” em atitude que, conclui, “revela uma clara intenção de contribuir para melhorar o funcionamento da escola, num espírito de cidadania que deve ser sublinhado”.

c/Lusa

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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