Abrantes: Alunos de Massimo Esposito inauguram exposição de pintura

São cerca de 50 os alunos de Massimo Esposito, pintor italiano radicado no Médio Tejo, que participam na exposição antológica que está patente ao público na Biblioteca Municipal de Abrantes.

Na inauguração, que decorreu na sexta-feira, estiveram apenas alguns dos alunos do pintor, mas não seria possível que estivessem todos presentes: é que, ao longo de cerca de 20 anos de atividade em Portugal, pelo atelier de Massimo Esposito já passaram cerca de 400 pessoas.

Começamos a subir a escadaria de acesso ao primeiro andar e vamos atrás do som suave que sai da flauta transversal. É Katia Rodrigues, de 28 anos, quem nos faz parar para ouvir a melodia antes de entrarmos na exposição propriamente dita.

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Espalhados pelo primeiro piso estão os vários quadros de pintura, representativos de uma multiplicidade de técnicas e expressões artísticas, numa palete de cores diversas.

Massimo Esposito abre a sessão de inauguração referindo que “esta exposição marca os 20 anos de muito trabalho, de muito suor e dedicação”. Quando tudo começou, há 20 anos, de um grupo de 15 alunos, o pintor passou a ter, nos seis primeiros meses, 70: é com orgulho que diz que “em Abrantes há muitas pessoas interessadas em arte, e isso é de louvar”.

José Alves Jana, que teve um papel de relevo no arranque da escola de pintura de Massimo Esposito, por presidir, então, à direção da Associação Cultural Palha de Abrantes,  tomou a palavra para salientar que “o mais importante não é o trabalho feito, mas sim o trabalho que ainda está por fazer”.

“O Massimo trouxe para Abrantes a dinamização, provocou acontecimentos e, há 20 anos, a cidade não tinha assim tantas atividades”, destacou.

À medida que a inauguração prosseguia, era cada vez maior o número de pessoas que iam chegando à Biblioteca. Quem, mesmo que por outro motivo, passava no átrio onde decorria a exposição, ia parando, ficando e observando.

Visivelmente feliz por ver a cidade ativa culturalmente, Luís Filipe Dias, vereador com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Abrantes, começou por elogiar o mestre da pintura: “quando se faz um percurso como este, significa que há trabalho demonstrado e com bons professores não se realizam bons trabalhos”.

Depois , uma palavra para os discípulos de Massimo: “Esta antologia foi construída por pessoas que estão presentes, que não estão paradas, o que é salutar ”.

Já no final da cerimónia de inauguração, Massimo Esposito revelou ao mediotejo.net que pretende continuar ativo, ensinando “as técnicas para depois cada aluno personalizar o seu trabalho.

“Dou liberdade total a quem quer criar. Apenas ensino as bases e a partir daí cada aluno constrói o seu perfil”, ilustrou.

A “Exposição Antológica dos alunos de Massimo Esposito” pode ser visitada até 30 de outubro, no horário da Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes.

 

 

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André Lopes
Tem 28 anos e um irmão gémeo. Há 10 anos que o jornalismo se lhe entranhou na vida, no dia a dia. As artes e os espetáculos, os livros, o cinema, o teatro e a dança são os seus maiores interesses. Conciliá-los com o jornalismo é ser feliz a fazer aquilo de que se gosta.

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