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Segunda-feira, Setembro 20, 2021

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Abrantes | Aluno da Escola Solano de Abreu distinguido em concurso nacional de escrita

“Desde que me lembro que sempre sonhei com mais. Houve sempre algo que desejei, que me fez sonhar acordado com o que sempre quis e não tenho. É uma das minhas recordações mais antigas, este desejo ardente que me consome. ‘Mais’, diz uma vozinha na minha cabeça, ‘Mais’, ‘Mereces muito mais’.”

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Assim começa o texto “Ambição”, escrito por António Pedro Cunha Moreira Bandos, de 17 anos, aluno do 12º ano do Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades, na Escola Solano de Abreu, em Abrantes, um trabalho que talvez merecesse mais do que uma Menção Honrosa no Prémio Nacional “Uma Aventura… Literária”, promovido pela editora Caminho. Mas ser distinguido entre os 11.621 trabalhos a concurso é uma grande vitória, que não deve ser menorizada. 

Foi o único aluno da região do Médio Tejo premiado neste concurso. Na sua categoria, “Texto Original” – Secundário, o primeiro prémio foi entregue ex-aequo aos alunos Magda Pontes, da Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, e a João Carvalho, do Instituto dos Pupilos do Exército, em Lisboa.

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António soube da notícia no último dia de aulas. Foi a sua professora de Português, Carla Coelho, que recebeu o e-mail da editora Caminho, e com ele partilhou a grande alegria de ver premiado o talento do seu aluno.

Foi ela também quem o incentivou a concorrer, mas não só. “Quem me falou primeiro do concurso foram os meus amigos, todos me diziam que eu iria ganhar alguma coisa”, conta António, que não partilhava das certezas dos amigos… Gosta de escrever há muitos anos – é também um ávido leitor – mas não costuma revelar o que faz, publicamente. A família queixa-se, aliás, de que nem este trabalho premiado ele queria deixá-los ler.

Esta distinção serve agora para lhe dar outro alento e, quem sabe, mais confiança para prosseguir na criação de histórias ficcionadas. “Estou há mais de um ano a escrever um livro”, confidencia, explicando que a escrita será sempre algo que vai querer manter na sua vida, mas não como opção de carreira principal. Neste momento está a concorrer à Universidade, para se licenciar em Relações Internacionais.

Importante é que nunca deixe, como escreveu no texto que o júri premiou, de “sonhar sempre com mais”.

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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