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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Abrantes: Alexandre Alves responde em Tribunal e anuncia regresso da RPP Solar

O Tribunal de Abrantes marcou hoje a leitura da sentença aos administradores da RPP Solar para 31 de outubro, sendo o empresário Alexandre Alves acusado de um crime de abuso de confiança por dívidas à Segurança Social. Em declarações ao mediotejo.net, o empresário assegurou que em janeiro vai recomeçar a construção da fábrica de painéis solares em Concavada, um investimento global de mil milhões de euros e que promete criar 1900 postos de trabalho, depois de uma “fase má” que atribuiu à crise económica. “Mudámos a estratégia, temos novos parceiros e cá estamos”, afirmou.

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Alexandre Alves regressou hoje a Abrantes, onde está a responder no Tribunal da cidade acusado de um crime de abuso de confiança por dívidas à Segurança Social, no âmbito da RPP Solar.

Em causa está uma verba de mais de 63 mil euros, incluindo juros de mora, que corresponde ao valor de contribuições dos trabalhadores retidas a partir dos salários pagos e não entregues à Segurança Social, uma verba de pouco mais de 14 mil euros em situação registada entre agosto de 2010 e março de 2011, pode ler-se na acusação do Ministério Público, que além do empresário Alexandre Alves também envolve a arguida Irene de Brito, enquanto nome associado à administração da empresa.

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“Ao invés de entregar os montantes acima discriminados à Segurança Social, os arguidos optaram por fazer suas as referidas quantias, utilizando-as em proveito próprio e integrando-as no seu património da sociedade arguida, obtendo desse modo vantagens patrimoniais e benefícios que sabiam ser indevidos e proibidos por lei”, adianta o Ministério Público.

Os advogados de defesa lembraram hoje, em tribunal, a “possível prescrição da dívida” por terem passado cinco anos após os factos, situação que, a verificar-se, “não invalida a prática de crime”, observou Vitor Mourisco, o advogado de Alexandre Alves.

Na sessão de hoje, o advogado de Irene de Brito pediu a absolvição da arguida por, defendeu, “não se ter feita prova que exerce cargo de administração”, tendo referido, no entanto, que Irene “não exerceu funções decisórias, embora fosse pau para toda a obra e tivesse exercido todo o tipo de funções”.

Na primeira sessão do julgamento, Alexandre Alves disse que “sempre foi administrador da empresa, sempre tomou as decisões financeiras e outras”, declarando que “todos os valores que constam do mapa de dívida se referem a valores que não foram pagos aos trabalhadores e que foram incluídos no Plano Especial de Revitalização” (PER) da empresa RPP Solar.

Em 2008, Alexandre Alves e Irene de Brito adquiriram um terreno à Câmara de Abrantes por 10% do seu valor patrimonial (um milhão de euros) com o objetivo de criar um complexo industrial para construção de painéis fotovoltaicos.

Na altura foi anunciado um investimento de mil milhões de euros e a criação de 1.900 postos de trabalho, mas o projeto não se concretizou “devido à crise que se instalou em Portugal e no mundo”, apesar da construção de alguns pavilhões e da criação de rede de infraestruturas construídos num terreno em Concavada, Alvega, no concelho de Abrantes, e que pertence agora à RPP Solar – Energias Solares, SA.

Alexandre Alves disse ao mediotejo.net que o total das dívidas do PER “ascendem aos 4,8 milhões de euros”, montante que, afirmou, “vai ficar regularizado até final deste ano, sendo 50% pago em novembro e o restante em dezembro”.

Questionado sobre o financiamento e o futuro da empresa RPP Solar, o empresário disse que vai “avançar com fundos próprios e com parceiros internacionais” para ultrapassar “uma fase que correu mal devido à crise nacional e internacional” e para “depois, em janeiro, reiniciar os trabalhos de construção da fábrica, acabar os pavilhões [seis meses de obra] e dar formação” a futuros funcionários.

“Eu nunca poderia sair de cá”, disse o empresário, lembrando as afinidades familiares com a região: “O meu avô é de Martinchel, o meu pai é do Pego, a minha mãe de Ponte de Sor e eu sou de Avis”, sublinhou o empresário.

“Mudámos a estratégia, temos novos parceiros e cá estamos”, afirmou.

C/Lusa

 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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