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Sábado, Junho 12, 2021

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Abrantes alarga abastecimento de água a 70% da população a partir de Castelo do Bode (C/VIDEO)

Mais de 70% da população do concelho de Abrantes já está a ser abastecida de água a partir de Castelo do Bode, um aumento de 24% concretizado pela inauguração de um novo reservatório na freguesia do Pego, sendo objetivo da autarquia ter todo o concelho servido pela água daquela albufeira. A ministra Ana Abrunhosa destacou a importância do investimento para a qualidade de vida das pessoas e falou de outros projetos, como a ‘ponte de Tramagal’ ou a reconversão da Central do Pego.

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“Este novo reservatório da Burra (…) assim como a reabilitação de outros três reservatórios – de S. Miguel, de Tramagal e de Concavada – e a construção de mais 24 quilómetros (kms) de conduta, representaram um investimento global de cerca de 03 milhões de euros, apoiado pelo POSEUR, que beneficiará cerca de 10.000 pessoas de quatro localidades do nosso concelho: São Miguel do Rio Torto, Tramagal, Pego e Concavada”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Abrantes na cerimónia de inauguração, momento que contou com a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

Para Manuel Jorge Valamatos (PS), esta intervenção “reveste-se de grande importância para o sul do concelho e teve como objetivo primordial servir melhor os nossos cidadãos, através do aumento da qualidade e fiabilidade do serviço prestado, ao mesmo tempo que contribui de forma decisiva para o aumento dos níveis de racionalidade económica e eficiência operacional da exploração”, tendo ainda sublinhado o “respeito pelo ambiente”, e o “legado” para as gerações futuras.

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“Hoje foi dado um passo muito relevante na estratégia iniciada no ano 2000 para o abastecimento de água no concelho”, vincou, lembrando o ano em que foi decidido que Abrantes deveria realizar o abastecimento a partir da Albufeira de Castelo do Bode e investido na construção da captação de água, na Estação Elevatória Intermédia (EEI) e Estação de Tratamento de Água (ETA) da Cabeça Gorda, na zona norte do concelho, confinante com o maior espelho de água potável nacional.

O objetivo é alcançar os 100% da comunidade servida por água da albufeira “até ao centenário dos Serviços Municipalizados de Abrantes” (SMA). Foto: mediotejo.net

De lá para cá, notou, “foram executadas as condutas adutoras para abastecer a generalidade das localidades da zona norte do concelho de Abrantes, num investimento continuo que representou mais de 10 milhões de euros, suportado, essencialmente, por fundos próprios”, e que culminou em outubro de 2002, com a ativação da captação de água na albufeira de Castelo do Bode, em Cabeça Gorda, tendo a água chegado à cidade a 06 de junho de 2003.

Até agora, o sistema da Cabeça Gorda abastecia cerca de 18.000 habitantes dos mais de 35.600 residentes no concelho de Abrantes (dados de 2015), cerca de 46% da população e 56% de toda a água consumida no concelho de Abrantes, passando hoje a servir cerca de 25 mil cidadãos residentes, cerca de 70% da população, tendo o autarca feito notar o objetivo de alcançar os 100% da comunidade servida por água daquela albufeira “até ao centenário dos Serviços Municipalizados de Abrantes” (SMA), que se assinala em 2028.

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

Composto por 19 freguesias, algumas delas agregadas em União de Freguesias, o sistema implementado na Cabeça Gorda irá abastecer todo o concelho, num investimento global de 16.5 ME, à exceção das freguesias de Fontes, Souto e Carvalhal, abastecidas a partir da albufeira com sistemas próprios de captação de água.

Nesse sentido, anunciou novos investimentos na construção de troços adutores, reservatórios e estações elevatórias para dar continuidade ao processo de distribuição de água da albufeira de Castelo do Bode às freguesias de Bemposta, São Facundo, Vale das Mós e Mouriscas.

“Estes novos troços implicarão um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros que queremos concluir até ao centenário dos Serviços Municipalizados de Abrantes, reforçando assim a qualidade do serviço que deixará Abrantes com uma rede de abastecimento de água de excelência”, afirmou Valamatos.

Ministra da Coesão Territorial presidiu à cerimónia em Abrantes. Foto: mediotejo.net

A ministra Da Coesão Territorial, por sua vez, disse que o investimento efetuado numa “área fundamental” como é a “água de qualidade e saneamento” significa “cuidar do ambiente” e da “qualidade de vida das pessoas”, tendo destacado o volume de investimentos a este nível no âmbito dos quadros comunitários de apoio.

“Só no Portugal 2020, no ciclo urbano da água, já tinham sido investidos 600 ME de fundos comunitários que tinham permitido um investimento de mais de mil ME”, destacou Ana Abrunhosa, tendo feito notar que esta será uma área a que o quadro comunitário de apoio 2030 “vai continuar a dar prioridade” tendo em conta as “necessidades ao nível do ambiente e florestas, gestão de resíduos, e ciclo urbano da água”, exemplificou.

“É uma maior qualidade de vida para as populações que estamos hoje aqui a celebrar com a inauguração deste projeto”, salientou a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, acrescentando que “este é um trabalho de muitos e muitos anos e que vai continuar para que as populações possam ter água de qualidade e saneamento”.

Ana Abrunhosa disse que leva um “caderno de encargos” de Abrantes e falou da ‘ponte de Tramagal’ e da reconversão da Central do Pego. Foto: mediotejo.net

A Ministra da Coesão Territorial disse ainda que “o novo quadro comunitário de apoio vai financiar projetos de regeneração urbana, projetos que apoiam as instituições de ensino superior, bem como projetos que tornam os territórios mais atrativos para a localização de empresas e sabemos como elas são importantes para Abrantes e para o país, e também projetos na área da saúde, na área social e cultural”.

Questionada pelos jornalistas, a governante disse que leva de Abrantes um “caderno de encargos” resultante da reunião de trabalho com o presidente da Câmara Municipal, tendo adiantado reconhecer a “necessidade” da construção de uma nova travessia sobre o Tejo para conclusão do IC9 (de ligação de Abrantes a Ponte de Sor,) e assegurado haver verbas e apoios comunitários para ajudar a concretizar o futuro da Central Termoelétrica do Pego, com a sua reconversão num outro modelo de produção de energia, que não o carvão.

“O Pego não é um problema, é uma oportunidade”, vincou. 

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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