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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Abrantes | A reafirmação de um poder local que “melhor corporize a ideia de um Estado de proximidade” (C/vídeo e fotos)

Na sequência do ato eleitoral de 1 de outubro último, foram investidos em funções, esta sexta-feira 20 de outubro, os titulares dos órgãos autárquicos do Município de Abrantes, para o mandato 2017/2021. A cerimónia de tomada de posse decorreu com o auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes, praticamente cheio. A presidente reeleita reafirmou vontade de exercer “um poder local que melhor corporize a ideia de um Estado de proximidade”.

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O auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu foi, esta sexta-feira, palco da cerimónia solene de tomada de posse dos novos membros da Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Abrantes para o quadriénio 2017-2021. Uma sessão com muito público que terminou com aplausos de incentivo aos novos eleitos locais, que na verdade são praticamente os mesmos do mandato anterior.

Uma sessão marcada pelo discurso da reeleita presidente da Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, eleita pelo Partido Socialista (PS), naquele que é o seu último mandato à frente dos destinos da autarquia. E que não passou em claro à tragédia provocada pelos incêndios deste verão, nomeadamente no concelho de Abrantes referindo não poder ficar indiferente também aos “acontecimentos trágicos dos últimos dias”. Deixou por isso, uma “homenagem a todos. Os que perderam as suas vidas, os seus familiares, os seus bens. Mas também aos bombeiros e a todas as forças militares e policiais e assim como toda a comunidade civil pela forma como se envolveu” reiterando compromissos e prioridades na defesa do território do concelho de Abrantes.

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Maria do Céu Albquerque eleita pelo Partido Socialista

Maria do Céu Albuquerque começou por agradecer em nome de todos os eleitos “aos abrantinos e abrantinas, que não ficaram em casa, mas antes saíram para votar e que decidiram os destinos do nosso município”. A edil considera ter sido determinante para a redução da abstenção a “credibilidade que a generalidade dos autarcas souberam consolidar ao longo dos último mandatos, incluindo o durante e o pós intervenção da Troika, reinventando a sua missão, imprimindo rigor e transparência nas contas públicas”. Contudo, não basta. “É preciso fazer mais no combate à abstenção mas também para a concretização da participação cívica dos cidadãos. É um desafio de todos mas em particular dos agentes políticos: dos que governam e dos que fiscalizam a governação. Combatendo a demagogia, credibilizando a ação política” disse.

A presidente reeleita assumiu a vontade de envolver toda a comunidade ao serviço do concelho. Para tal, afirmou estar disponível para “incorporar os contributos de todos, com a disponibilidade para estabelecer pontes entre todos, independentemente das opções políticas e das escolhas de cada um”. Comprometendo-se “na continuidade de uma relação de cooperação estratégica com as Juntas de Freguesia, as IPSS, as empresas e as associações representativas da sociedade civil”.

E porque o PS entende que Abrantes “não é uma realidade fechada sobre si própria e porque reconhecemos a necessidade de olhar de forma global para o futuro, o Programa de Ação 2017-2021” procura “incorporar contributos relevantes para concretizar os objetivos e as finalidades mais amplas que constam de referenciais políticos adotados por instituições internacionais como a União Europeia (‘Estratégia EUROPA 2020’ e ‘Agenda Urbana para a União Europeia’), a Organização das Nações Unidas (‘Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável’ e a ‘Nova Agenda Urbana’) ou o Pacto de Autarcas (‘Pacto de Autarcas para o Clima e Energia’). No futuro, como no passado, “pensar global, agir local’ continua a ser a máxima acolhida “na estratégia” do modo de trabalhar socialista, garantiu.

A instalação dos Órgãos Municipais no auditório da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu

Tranquila e visivelmente satisfeita por ver reforçados os resultados eleitorais no PS, Maria do Céu Albuquerque abordou alguns dos temas do próximo mandato autárquico que passam por assumir como “Prioridades Estratégicas para o mandato seis eixos de intervenção”. Nesse sentido, acrescentou a presidente, “melhorar a qualidade de vida; reforçar a coesão social, fomentar o investimento, dar vida nova aos espaços urbanos, envolver a comunidade, utilizar os recursos de forma sustentável”, até porque, lembrou, há que criar condições para concluir o ciclo de investimentos do Portugal 2020 mas também estar “atentos às oportunidades que ainda podem surgir”.

Anexada a estes compromissos, há a reivindicação de mais meios e competências explicada por Maria do Céu Albuquerque: “Na reafirmação de um poder local que melhor corporize a ideia de um Estado de proximidade, de relação com os cidadãos, compete-nos reivindicar que sabemos gerir e decidir melhor. Que temos o direito e o dever de exigir mais competências, mas também de reclamar mais meios, para melhor podermos servir os cidadãos, elevar a sua qualidade de vida, atender às suas necessidades e anseios legítimos”. Declarou por isso a disponibilidade para “receber novas competências que aproximem as políticas publicas da realidade do nosso concelho e dos nossos concidadãos. Na Educação. Na Proteção Civil. Na Saúde. Na Cultura. Na Ação Social”.

Quase a fechar a sessão de instalação da Câmara Municipal a presidente reeleita sublinhou a importância de cada um assumir “o seu papel. Na construção do seu futuro. Mas também do nosso futuro coletivo. Nas organizações da sociedade civil. Nas instituições públicas e privadas. Nas empresas”. Concluindo que “se formos capazes de o fazer, temos a garantia que o Futuro está aqui”.

O PS elegeu a mesma equipa de cinco elementos para a Câmara Municipal, o Partido Social Democrata (PSD) elegeu um vereador e o Bloco de Esquerda (BE) outro vereador.

E os eleitos para a Câmara Municipal são:

Maria do Céu Albuquerque (PS)
Manuel Jorge Valamatos (PS)
Celeste Simão (PS)
Rui Santos (PPD-PSD)
João Gomes (PS)
Armindo Silveira (BE)
Luís Filipe Dias (PS)

Abrantes | Tomada de posse, discurso de Maria do Céu Albuquerque (PS) presidente da CM

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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