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Sábado, Outubro 23, 2021

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Abrantes | À nona edição o caixão foi para os Impera de Lisboa (c/fotos)

Sim. Leu bem! Caixão, ataúde, urna funerária, féretro, tumba. A banda de metal Impera, que veio de Lisboa participar na nona edição do Coffin Festival, organizado pela Sociedade Recreativa e Musical de Bemposta, levou para casa aquele que é um primeiro prémio excecional, ainda que lúgubre, e já imagem de marca desta iniciativa.

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Com Gustavo Reis na voz, Bernardo Silva e Frederico Chaves nas guitarras, Miguel Santos no baixo e Daniel Chen na bateria, a banda conseguiu o primeiro lugar neste festival, que contou a título excecional com 6 bandas a concurso.

O ambiente era místico e sombrio, próprio do cenário e elementos associados a este estilo de música que, para os mais sensíveis de ouvido, é bem pesado, e onde o preto tem carga simbólica.

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O público era misto, desde os mais velhos aos mais novos que, inconscientemente, corriam de lado para lado ao som desta banda sonora feita de riffs intensos.

Nesta edição participaram bandas e músicos já conhecidos nas lides do metal na região, caso dos Mournkind (Abrançalha de Baixo) ESOLD – Eternal Search of Lucy’s Diamonds (Abrantes) e Miguel Estrada & Os Cobra Cega (Abrantes); e de outros pontos do país chegaram, além dos vencedores Impera, os Três Vintes, do Porto) e os The Teasers, de São João de Ovar.

Foto: SRMB

A estas juntou-se o grupo abrantino “Congruity”, que na última edição conquistou o tão ambicionado caixão. Este festival do caixão, que já deu vitória a bandas como Hyubris e The Legacy, é dirigido a bandas de garagem emergentes, muito na onda do metal.

A votação decorreu ao longo da noite, sendo que o público podia adquirir votos no bar, pelo valor de 1 euro, que incluía também uma bebida (cerveja, sumo ou água). Obviamente que a banda mais votada é a vencedora do festival e do peculiar prémio que lhe dá o nome.

Impera durante a atuação no IX Coffin Festival. Foto: SRMB

E porquê um caixão? A organização explica que em todas as edições o maior apoio e patrocínio foi de uma empresa regional dedicada à indústria de artigos funerários, algo que propiciou a escolha do primeiro prémio destinado para o evento.

Realizando-se atualmente de 3 em 3 anos, 2017 marcou ano de regresso do Coffin Festival à aldeia de Bemposta, no concelho de Abrantes, que trouxe novos nomes do panorama musical português.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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