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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Abrantes | A crise no CRIA, as expectativas dos trabalhadores e as perspetivas de futuro (C/VIDEO)

O Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) permanece em atraso no pagamento do subsídio de férias aos seus trabalhadores, apesar de ter pago na sexta-feira a parte em falta do ordenado de outubro aos cerca de 100 funcionários da instituição, após a entrada de alguns reembolsos que estavam em atraso. Os problemas financeiros no CRIA estão a gerar apreensão nos funcionários, disse ao mediotejo.net José Silva, da Comissão de Trabalhadores. Nelson de Carvalho assegura que não se recandidata a um novo mandato mas diz que o CRIA terá um futuro estabilizado a médio prazo, com um plano de reestruturação que poderá gerar um encaixe de cerca de 200 mil euros por ano.

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O CRIA submeteu duas candidaturas à tutela que, caso sejam aprovadas pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, como o atual presidente da direção acredita, poderão representar um encaixe financeiro anual na ordem dos 200 mil euros, e, a médio, longo prazo, estabilizar as contas orçamentais da instituição social.

As novas fontes de financiamento do CRIA assentam num acordo de cooperação para a instalação do novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e para que o Estado pague pelos cerca de 20 utentes que estão em Lar uma mensalidade na ordem dos 500 euros per capita, o que possibilitará a entrada de 120 mil euros por ano. Por outro lado, com a entrada em funcionamento do CAO, a poupança em funcionários, energia e outros no tempo que hoje ocupam em Lar permitirá uma poupança na ordem dos 80 mil euros.

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Além dos 200 mil euros por ano que o CRIA acredita poder confirmar em breve com a tutela, outra medida importante foi a efetuada ao Fundo de Socorro Social do Estado na tentativa de “reduzir a dependência bancária do CRIA [que se cifra na ordem dos 800 mil euros] e poder ter uma relação saudável com a banca”.

Nelson de Carvalho assegura que não se recandidata a um novo mandato mas diz que o CRIA terá um futuro estabilizado a médio prazo. Foto: mediotejo.net

Ainda sem resposta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Nelson Carvalho disse ao mediotejo.net que vai reunir esta segunda-feira em Lisboa com o Instituto da Segurança Social para tentar fechar o processo. Certa é a sua não recandidatura, assegura.

“Não me recandidato, estou exausto. Foram mais cansativos estes quatro anos no CRIA do que os 16 anos em que estive como presidente de Câmara” [de Abrantes}, disse o atual presidente, que cessa funções em dezembro.

CRIA presta serviço a centenas de utentes e tem cerca de 100 funcionários. Foto: mediotejo.net

Haverá movimentações para uma lista se chegar à frente dos destinos da instituição, segundo Nelson de Carvalho, que espera que no CRIA não se venha a registar um vazio diretivo. “Para uma nova equipa avançar, era importante que estas candidaturas, ou pelo menos uma delas, fosse aprovada rapidamente”, para dar outra tranquilidade aos futuros corpos gerentes, observou, tendo assegurado que o futuro da instituição não está em causa. “Existem problemas mas o futuro não está em causa”, afirmou.

O mediotejo.net ouviu também José Silva, porta-voz da Comissão de Trabalhadores do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA), que revelou um estado de espírito de alguma preocupação e apreensão pelos pagamentos em atraso, pela incerteza de uma estabilidade diretiva a curto prazo, e pela anunciada necessidade de despedimentos de funcionários, tendo feito notar que os trabalhadores farão sempre parte da solução e não do problema.

José Silva, da Comissão de Trabalhadores do CRIA. Foto: mediotejo.net

Jose Silva apelou à comunidade abrantina que se junte aos funcionários do CRIA na proxima sessão da Assembleia Municipal de Abrantes, onde assegurou que marcarão presença.

O CRIA tem cerca de 200 associados, uma centena de funcionários, e perto de 1,5 milhão de euros de orçamento anual.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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