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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Abrantes | A criatividade vai andar no ar durante o Creative Camp

O Creative Camp está de regresso ao concelho para oito dias em que a criatividade vai andar no ar. A edição deste ano da iniciativa organizada pelo Canal180 chega no primeiro dia de julho, este domingo, e com ela os criativos nacionais e estrangeiros que este ano têm encontro marcado com os participantes e o público em conferências, workshops e concertos. As despedidas fazem-se no dia 8, depois de uma viagem criativa que inclui diversos pontos da cidade e a praia fluvial da Aldeia do Mato.

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Cinema, fotografia, música, ilustração, arte urbana, arquitetura e comunicação são algumas das áreas que se concentram no concelho de Abrantes durante o Creative Camp, organizado pelo Canal180, o primeiro canal open source português focado na cultura, artes e criatividade. A edição deste ano volta a gerar reflexão, formação, partilha e convívio entre participantes de todo o mundo nos diversos momentos que integram os programas “Academia”, “Fábrica” e “Festival” e tem como novidade o campismo gratuito.

As atividades decorrem, principalmente, entre os dias 2 e 7. No dia 1, os participantes chegam às 15h00 e têm o jantar de boas-vindas às 20h00 no Jardim do Castelo / Fortaleza, onde permanecem até ao início do concerto de Galgo, marcado pelo math rock, dance rock e afrobeat de Joana Batista, Alexandre Sousa, João Figueiras e Miguel Figueiredo. O espetáculo é um dos nove gratuitos e abertos ao público que integram o programa “Festival” e, na sua maioria, começam às 22h00.

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Vídeo promocional do Creative Camp 2018

Este é o caso dos Galgo no domingo e de Mathilda, alter-ego musical da compositora, cantora e instrumentalista Mafalda Costa, que atua nas Escadas de São João na segunda-feira. Na terça-feira, a música de ambiente experimental de Juanita x Flares surge na QuARTel – Galeria de Arte Contemporânea de Abrantes acompanhada pela da Dj Antónia Folguera (Bzzzbip). Na quarta-feira, é a vez de David Bruno (dB), nome destacado do hip-hop nacional e produtor do Conjunto Corona, passar pelas Novas escadas USF / ESTA.

O concerto de quinta-feira é a exceção do horário e a música muda-se do centro da cidade para a praia flivial de Aldeia do Mato. É aqui que, a partir das 18h00, se ouve Fugly, a banda de Pedro Jimmy Feio, Gil Costa, Tommy e Rafa que lançou Fugly o álbum “Millenial Shit” no início deste ano e assume o seu estilo como uma mistura de “Rock-Lobster”, “Banana-Punk” e “Ninja Turtles”. Na sexta-feira e no sábado, os concertos voltam ao horário das 22h00 e dão o mote para noites mais longas com a música a ter novas propostas a partir da meia-noite.

Os Galgo são o primeiro nome do programa “Festival”. Foto: Canal180

O palco da primeira data é a Praça Raimundo José Soares Mendes, onde primeiro se juntam o compositor, guitarrista, teclista e cantor Luís Severo e a AMA – Academia de Músicos de Abrantes, projeto musical criado no âmbito das comemorações do Centenário da Elevação de Abrantes a Cidade. A noite termina com o rock psicadélico de Solar Corona através da guitarra e os sintetizadores de Rodrigo Carvalho, o baixo de José Roberto Gomes e a bateria de Peter Carvalho.

Os últimos concertos do programa “Festival” realizam-se no Jardim do Castelo e começam com Sequin, o projeto a solo em que a cantora Ana Miró se afirmou com o electro pop e o naive electro. As despedidas fazem-se ao som do Dj Firmeza, produtor lisboeta que prefere o improviso à criação de sets e andou pelo mundo antes de passar por Abrantes.

O programa “Academia” implica inscrição prévia e as vagas para os workshops às 10h00 e 15h00 dos dias 3, 4, 6 e 7 já estão preenchidas. Os criativos convidados deste ano são o ilustrador, pintor e professor de desenho Jordy Van Den Nieuwendijk, o atelier de designers gráficos The Royal Studio, o realizador Jack Turits, o fotógrafo e criador do projeto Negative Feedback George Muncey e o artista visual e fotógrafo Devin Blaskovich.

Jordy Van Den Nieuwendijk orienta um dos workshops. Foto: Canal180

Para dia 2 está marcada a conferência que junta George Muncey, Devin Blaskovich, The Royal Studio, Jordy Van Den Nieuwendijk e Jack Turits. Outros nomes surgem associados a este programa focado em workshops, conferências e desenvolvimento de projetos. É o caso da blogger e editora Elise by Olsen, que apresenta o documentário “Youth Mode”, Lucy Bourton da rede editorial “It’s Nice That” que fala sobre online & offline publishing e os directores e curadores de oito festivais europeus (Elevate, Insomnia, Nuits Sonores, Resonate, Reworks, Sónar and TodaysArt) associados ao projeto “We are Europe – Today’s ideas for tomorrow’s culture”.

Na “Fábrica”, o terceiro programa, “produzem-se” intervenções urbanas e trabalhos associados ao território. Os “operários criativos” da sexta edição são o “Fala Atelier”, composto pelos arquitetos Filipe Magalhães, Ana Luisa Soares e Ahmed Belkhodja, o atelier de arquitetura alemão “Husum & Lindholm”, formado por Sine Lindholm e Mads-Ulrik Husum, e o coletivo “W + Oupas!”, formado pelo estúdio de design “Oupas!” de Cidália, Joana, Sofia e Wandson Lisboa.

Entre a produção da “Fábrica” do Creative Camp encontra-se o projeto “Growroom”, desenvolvido em conjunto pelos arquitetos do “Fala Atelier”, do “Husum & Lindholm” e o SPACE10 – laboratório de pesquisa e espaço expositivo criado pelo IKEA em Copenhaga (Dinamarca) focado na sustentabilidade – que envolve a comunidade local.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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